Por Motta Araújo
Amanhã 10 de Novembro será o 76º anivarsario do auto golpe de Estado de 10 de novembro de 1937 de fundamental importancia na criação do Brasil Moderno, o chamado ESTADO NOVO de Vargas.
O auto golpe teve como razão imediata o cancelamento das eleições presidenciais marcadas para janeiro de 1938, com dois fortes candidatos já em campanha, um do campo getulista, José Americo de Almeida, da Paraiba e outro, Armando de Sales Oliveira, governador de São Paulo e da melhor elite paulista. ligado por parentesco à familia Mesquita; criador da Universidade de São Paulo, politico de altissimo nivel e conexões internacionais.
A causa remota do ESTADO NOVO foi a tentativa de golpe comunista em 1935 e a instabilidade dai resultante, assim percebida por Vargas, refletindo a tensão na Europa com a Guerra Civil Espanhola e o choque entre os movimentos comunista e fascista por todo o continente.
Havia ainda o resquicio desestabilizador do TENENTISMO, que foi o motor da Revolução de 1930 mas que depois começou a pertubar o Governo Vargas com movimentos de indisciplina fora da hierarquia militar.
O pretexto do golpe foi a transformação de um exercicio provocativo de contingencia estrategica preparado por um oficial do Estado Maior do Exercito, o Coronel Olimpio Mourão Filho em um Plano verdadeiro, o chamado “Plano Cohen”, usado como pretexto para o golpe. O embuste foi inventado pelo poderoso General Goes Monteiro, um dos herois da Revolução de 30 e do circulo intimo de Vargas. Curiosamente o mesmo Olimpio Mourão Filho, como General, deflagrou o movimento militar de 1964.
Vargas, como era de seu feitio, foi prudente e habil na preparação do golpe, que foi gestado dentro da cupula politico-miltar logo após o golpe comunista de 1935. Vargas enviou um sofisticado articulador politico, Francisco Negrão de Lima.para convencer cada Governador de Estado a aderir ao golpe. Negrão conseguiu convencer todos, menos o da Bahia, Juracy Magalhães e do Rio Grande do Sul, Flores da Cunha, que tinha uma relação complicada com Vargas e que um dia antes do golpe fugiu para o Uruguay para não ser preso.
Fiadores do golpe eram Goes Monteiro, um dos lideres do Exercito e o Ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra.
Vargas anunciou o golpe pelo radio, não houve resistencia no Pais, Exercito e Marinha estavam perfeitamente alinhados com Vargas. Os Governadores se transformaram em INTERVENTORES, menos o de Minas Gerais, uma homenagem de Vargas a seu fiel aliado, Benedito Valadares.
Foi logo em seguida elaborada uma Constituição, a chamada “Polaca”, pelo jurista Francisco Campos, o mesmo que elaborou os Atos Institucionais do Governo Militar de 1964. A Constituição era autoritaria e Vargas fechou o Congresso, através dos Governadores nomeou todos os Prefeitos do Pais, o que foi um sucesso, o criterio era escolher o melhor médico ou o melhor enegnheiro de cada cidade, nessa leva Vargas escolheu Francisco Prestes Maia, que lançou iniciativas e obras extraordinarias em São Paulo;
O ESTADO NOVO durou até 29 de outurbro de 1945 quando o Exercito que apoiou Vargas no golpe o depôs.
O ESTADO NOVO teve grandes realizações, o ambiente mundial era de escalada para a guerra, Vargas criou a Companhia Siderurgica Naciona, a Cia.Vale do Rio Doce, o IBGE, o DASP, que implantou uma administração moderna em um Pais de compadrios na politica, a Cia.Hidroeletrica do São Francisco, criou tambem uma grande maquina de propaganda, o DIP, que se serviu principalmente do radio para fazer divulgação do regime, a imprensa foi integralmente censurada.
Mas a principal realização de Vargas foi a centralização e integração do Pais, sua visão do Brasil era INTEGRACIONISTA, via o Brasil como um mistura de tres raças, jamais pensaria em cotas ou reservas para negros e indios, era absolutamente contrario a carimbar minorias, via o Brasil como um todo uno e integro, um só povo.
Embora Vargas fosse a força motora do regime, cujo nome copiou do ESTADO NOVO português de Salazar, o poder que o sustentava era o Exercito, tanto que quando o Exercito retirou a sustentação Vargas foi depoisto em uma hora sem qualquer resistencia.
A politica externa do Estado Novo era de grande peso internacional, o Brasil tinha uma capacidade decisiva para a articulação da America Latina em torno do campo dos Aliados na Segunda Guerra, assim como foi o unico Pais latino americano fundador da Liga das Nações em 1919, foi tambem o unico Pais latino americano fundador da ONU, Vargas soube jogar diplomaticamente até 1938 alinhado com a Alemanha e depois mudou para o campo Aliado, um movimento complicado que a Argentina e o Chile não souberam fazer, o Brasil acabou a Guerra com grande prestigio, poderia inclusive ter sido potencia ocupante da Austria, recusando por razões economicas.
O ESTADO NOVO está presente até hoje na estrutura do Estado brasileiro, grande parte de nossas leis fundamentais são daquele periodo, bem como linhas mestras de organização atual do Estado brasileiro.
Diogo Costa
9 de novembro de 2013 12:48 pmA Esfinge e os Mitos
A ESFINGE E OS MITOS – As raízes políticas de Getúlio Vargas vem de três vertentes principais. Uma delas era a forte tradição militar de sua família (seu pai fora um general condecorado pelo exército brasileiro por sua destacada ação na Guerra do Paraguai), o próprio Getúlio chegou até o posto de sargento do exército, quando abdicou da vida militar para entrar de cabeça na vida política.
Outra parte da formação política de Getúlio Vargas é oriunda do positivismo republicano chefiado pelo Patriarca do Rio Grande do Sul, dr. Júlio de Castilhos. Com a abolição da monarquia, em 1889, em praticamente todo o Brasil houve apenas a “troca de tabuleta”, como muito bem observou à época o escritor Machado de Assis.
No Rio Grande do Sul foi diferente. Houve uma terrível guerra civil (Revolta Federalista) opondo militantes do PRR (Partido Republicano Riograndense), chefiados por Júlio de Castilhos, que eram abolicionistas, positivistas e adeptos de um executivo centralizado e forte, e os maragatos chefiados por Gaspar Silveira Martins, antigos estancieiros escravocratas, latifundiários e monarquistas. Os republicanos esmagaram os maragatos.
Pois bem, Getúlio Vargas foi membro da juventude castilhista (era estudante de direito) e foi um dos oradores quando do falecimento prematuro de Júlio de Castilhos, em 1903.
Quando da fundação do antigo PTB, em 1945, surge a terceira e decisiva influência ideológica na vida de Getúlio Vargas. A idéia era criar o PTB nos moldes do partido trabalhista inglês. O maior expoente ideológico do PTB à época era Alberto Pasqualini, que influenciou decisivamente o pensamento do trabalhismo brasileiro e, por extensão, o pensamento de figuras como Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola.
Getúlio Vargas era um malabarista político, homem de fortes convicções sobre a política enquanto missão. Fora construído ideológicamente pelo positivismo republicano abolicionista e adepto de um executivo super centralizado e forte. Essa primeira influência é marcada indelévelmente pela doutrina de Augusto Comte, do antigo PRR e da figura mítica do Patriarca do Rio Grande do Sul, Júlio de Castilhos.
Carregou consigo também a fortíssima tradição militar de sua família, nunca esquecendo que ele próprio chegou até o posto de sargento do exército. Por fim, a influência marcante dos últimos 10 anos de sua vida, qual seja, o trabalhismo (inspirado no trabalhismo inglês), cuja doutrina fora elaborada pelo excepcional ideólogo do trabalhismo brasileiro, sr. Alberto Pasqualini. Foram, portanto, essas as três raízes ideológicas que conformaram a esfinge política do dr. Getúlio Vargas.
Getúlio Vargas se utilizou do fracasso do Levante Comunista de 35 para aumentar sobremaneira seu poder. Cumpre destacar que Getúlio teve de se equilibrar entre a “ameaça” comunista, falsa, diga-se de passagem, pois os comunistas tinham pouco apoio popular e tinham força localizada em algumas poucas praças, e entre a ameaça fascista real, representada pelos Integralistas de Plínio Salgado.
Uma das primeiras medidas de Getúlio Vargas, logo após a implementação do Estado Novo, em 10 de novembro de 1937, foi tornar ilegais todos os partidos e, óbviamente, a Ação Integralista Brasileira, o que deixou os fascistas brasileiros furiosos. Outra consequência do Estado Novo foi a criminalização e subsequente fechamento de TODAS as seções do Partido Nazista, que operavam livres, leves e soltas em todo o território nacional (o Brasil era, ao lado da Argentina, o país com o maior número de seções e militantes do Partido Nazista fora da Alemanha na época).
Isso causou um profundo mal estar entre os nazistas e o incidente diplomático com Hitler culminou num ato que poucas pessoas conhecem nos dias de hoje. Qual seja, o Brasil foi o primeiro país do globo terrestre que expulsou um embaixador da Alemanha Nazista de Hitler, antes do início da II Guerra Mundial.
A prova cabal de que Getúlio Vargas se utilizou da pseudo ameaça comunista de Luiz Carlos Prestes para, na verdade, barrar o fascismo e o nazismo no Brasil, foi a frustrada tentativa de golpe que os Integralistas desfecharam contra Getúlio Vargas, no Palácio Guanabara, em maio de 1938. O objetivo dos fascistas verdes era assassinar Getúlio e implantar de fato e de direito o fascismo no país.
Invadiram os jardins do Palácio, assassinaram inúmeros dos seguranças presidenciais e chegaram às portas da Residência Oficial, que estava cercada e onde o presidente se defendia, de armas na mão, contra o intento fascista. A luta durou a madrugada inteira e a situação só foi dominada com a chegada de reforços policiais na manhã seguinte.
A repressão do Estado Novo foi muito, mas muito pior do que a repressão da Ditadura Militar de 64, isso não é novidade para quem conhece um pouco que seja da história do Brasil. Outra coisa, o Getúlio Vargas eleito em 1950, com o apoio de Luiz Carlos Prestes, é o que entrou para a história, justamente por se contrapor aos interesses dos fascistas que ele tão bem conhecia.
Incrivelmente, hoje se louva a “revolução constitucionalista” de 32, que na verdade não passou de um intento fracassado daqueles que perderam o poder com a Revolução de 30. As eleições para a Assembléia Nacional Constituinte já estavam marcadas DOIS meses antes da Intentona de 32, feita pelos saudosistas da República Velha do Café com Leite, mas esta é outra história… O curioso é notar que os “democratas” de 32 apoiaram efusivamente a implantação do Estado Novo, apenas 05 anos depois!
Enfim, estas são pequenas partes da história do Brasil, cheia de contradições, cheia de mitos e que merecem ser lidas e estudadas por todos nós.
Lucinei
9 de novembro de 2013 1:38 pmMuito bom.
Destaco este
Muito bom.
Destaco este trecho, que fez muitos dos que apoiavam pelas duas outras carcterísticas mencionadas ficarem com raiva do Getúlio enquanto muitos outros o saudavam:
“Quando da fundação do antigo PTB, em 1945, surge a terceira e decisiva influência ideológica na vida de Getúlio Vargas. A idéia era criar o PTB nos moldes do partido trabalhista inglês. O maior expoente ideológico do PTB à época era Alberto Pasqualini, que influenciou decisivamente o pensamento do trabalhismo brasileiro e, por extensão, o pensamento de figuras como Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola”
Ou seja, o trabalhismo e os Direitos Sociais e seus inimigos são uma parte importantissima da história social. Entre o Estado centralizador (e modernizador) e o “isolamento do curral”, de uma sociedade que jamais experimentou a permanência de uma cultura cívica baseada em Direitos Civis e Políticos, coube à legislação trabalhista e sindical criar os “corpos intemediários” entre o indivíduo e o Estado.
Lembro sempre de uma passagem contada por Sarney em seu discurso de posse na ABL. Nomeado para a cadeira que fora ocupada por Oliveira Viana diz que ele, Sarney, novinho – ou alguém, sei lá – conseguiu uma audiência com o “Home” e foi lá pro “beija mão”. Na sala Getúlio lia os manuscritos de “Populações Meridionais do Brasil” – salvo engano – de Oliveira Viana; e exclamou: “O Brasil está aqui!”
Fernando G Trindade
9 de novembro de 2013 5:13 pmBom texto de MottaAraújo.Boa
Bom texto de MottaAraújo.Boa discussão.
1) Creio que para entendermos 37 precisamos voltar a 30. Os revolucionários de 30 tinham duas vertentes básicas. A primeira delas foi dar no trabahismo. A outra no udenismo. No centro o pessedismo.Curioso perceber que o varguismo, com o passar do tempo, como disse Araújo, se aproximou da esquerda e vice-versa, a partir das medidas de Vargas em prol dos trabalhadores (a maior parte da esquerda se recusou a participar de 30 – Prestes não aceitou participar, como sabido – mas nos idos de 1954, boa parte dos sindicalistas comunistas estavam com Vargas, embora a cúpula do PCB, em razão da guerra fria, tenha ficado contra Getúlio até o fim, só percebendo o erro de avaliação política cometido (Vargas como agente do imperialismo!?) depois de 24 de agosto).
2) A segunda vertente revolucionária de 30, o udenismo foi formada por revolucionários que como os varguistas pretendiam a modernização e o rompimento com a República Velha, mas sob mais alinhadas aos EUA e ao ‘ocidentalismo’ (da mesma forma que a esquerda se aproximou do varguismo, o conservadorismo perrepista se aproximou dos dissidentes de 30 que depois se tornou a UDN). Em 32, a aliança dos dissidentes de 30 com os perrepistas tentou derrubar Vargas. Simbolicamente o primeiro presidente da UDN foi Otávio Mangabeira, que se opôs à 30, sendo que o próprio Júlio Prestes participou da UDN.
3) Essa aliança (dissidentes de 30 mais perrepistas) que havia sido derrotada em 32, se consolida na UDN (também no PDC e no PR) mas nunca deixou de ser hegemônica na ‘sociedade civil’ (sociedade civil com hegemonia oligárquica, já formada na República Velha, e que está aí até agora, veja-se a velha mídia). Foi para fazer frente a essa sociedade civil oligárquica que Getúlio reforçou o poder do Estado após 30.
4) É essa aliança oligárquica e elitista que emparada Vargas e o leva a optar pelo suicídio em 1954 (desfecho que adiou o golpe por dez anos) e finalmente assume o poder em 1964.
5) Exatamente por perceber esse contraste, essa contradição central entre o udenismo e o varguismo e também a sua origem comum na Revolução de 30, que Tancredo Neves resumiu com argúcia e raro tirocínio a natureza do regime de 64: “o Estado Novo da UDN”, disse o genial sábio político mineiro, pois as lideranças históricas da UDN apoiaram e participaram da ditadura de 64, o que desnudou a hipocrisia do discurso liberal da UDN, o que dá à genial constatação de Tancredo também um sentido irônico único, próprio do seu gênio político.
5) Por fim, tenho para mim que embora modificada e atualizada pelas mudanças vividas pelo País de lá para cá, a contradição central da política brasileira se dá neste momento histórico, entre de uma lado, os legatários do varguismo, do trabalhismo (liderados por Lula e o PT)e de outro lado, os legatários do udenismo e do elitismo oligárquico pré-30(liderados pelo PSDB e pela grande mídia), com um grande centro entre essas duas forças políticas (o pessedismo, liderado pelo PMDB).
Motta Araujo
9 de novembro de 2013 6:41 pmMuito boa analise, parabens.
Muito boa analise, parabens. Lembremos que Vargas cortejou entre 35 e 39 as potencias do Eixo. Em 1936, 1937 e 1938 o Brasil foi o segundo maior parceiro comercial do Terceiro Reich, que fez contrato com o Brasil para reaparelhamento do Exercito , inclusive com 1.018 canhões da Krupp, mandando uma comissão do Exercito à Alemanha, residindo lá por dois anos, para fiscalizar a fabricação (Há um recente livro escrito pelo oficial que a época chefiava a Missão na Aleamnha).
O contrato com a Krupp caousou graves prejuizo aos Brasil, que pagou a encomenda antecipadamente e viu toda ela ser confiscado no Atlantico pela Marinha britanica, já depois de iniciada a Guerra.
Vargas mudou de lado porque não havia outra opção e deu-se bem, os americanos pagaram o preço que ele exigiu.
Vargas era em politica um oportunista, sua unica ideologia era o autoritarismo positivista, fez muita coisa pelo povão mas na essencia era um oligarca tradicional, seu circulo intimo era da elite social e empresarial, era um homem culto, nacionalista mas jogava golfe, um esporte àquele tempo raro para brasileiros, seu parceiro era o Major McKrinnon, representante do grupo canadense da Brazilican Traction, Light and Power, na vida pessoal Vargas era um refinado,
vestia-se com apuro e odiava que tocassem nele, não tem a mais remota semelhança com Lula, foram personagens de ciclos historicos muito diferentes, a unica semelhança é o completo oportunismo politico.
Motta Araujo
9 de novembro de 2013 1:09 pmhttp://www.youtube.com/watch?
http://www.youtube.com/watch?v=ZP1JWag7OCY
Discurso de Getulio Vargas em 1943, em pleno Estado Novo.
Zanchetta
9 de novembro de 2013 1:40 pmAlgumas coisas a considerar:
Algumas coisas a considerar: a quantidade de situações e atores que participaram nas 2 revoluções (mas uma foi revolução e outra foi golpe). Será que, assim como foi dado a Getúlio, fosse dado a Geisel o direito de concorrer a presidência e ganhasse, este último se tornaria um ícone dos esquerdistas?
Na frase: “Mas a principal realização de Vargas foi a centralização e integração do Pais, sua visão do Brasil era INTEGRACIONISTA, via o Brasil como um mistura de tres raças, jamais pensaria em cotas ou reservas para negros e indios, era absolutamente contrario a carimbar minorias, via o Brasil como um todo uno e integro, um só povo”
poderíamos dizer que Vargas faria o prefácio do livro de Ali Kamel “Não somos rascistas”?
Em nenhum momento se fala que, sua maior realização “trabalhista”, foi implantar uma CLT (adorada até hoje), cujas raízes vem de leis trabalhistas do regime fascista de Benito Mussolini. Seria Benito um fervoroso “progressista” ou Vargas um reaça brabo?
“O ESTADO NOVO teve grandes realizações, o ambiente mundial era de escalada para a guerra, Vargas criou a Companhia Siderurgica Naciona, a Cia.Vale do Rio Doce, o IBGE, o DASP, que implantou uma administração moderna em um Pais de compadrios na politica, a Cia.Hidroeletrica do São Francisco, criou tambem uma grande maquina de propaganda, o DIP, que se serviu principalmente do radio para fazer divulgação do regime, a imprensa foi integralmente censurada.”
Mais algumas observações sobre o parágrafo. Assim como Lula surfou em uma China explodindo de desenvolvimento, Vargas surfou em uma guerra que pouco afetou o Brasil, mas que o capacitou a alugar nosso território aos americanos como base de apoio em troca das “criações” acima. Falar em ajuda militar do Brasil, que me desculpem os pracinhas, é uma piada.
E, finalmente, o sonho de todo “progressista” , criar uma grande máquina de propaganda para fazer divulgação do regime e censurar integralmente a imprensa.
Motta Araujo
9 de novembro de 2013 6:23 pmO ESTADO NOVO não foi uma
O ESTADO NOVO não foi uma Revolução, foi um auto golpe de Getulio para se tornar DiTADORr, numa escala muito maior do que o movimento de 1964.
Getulio manteve o Congresso fechado por 8 anos, nomeou pessoalmente todos os Governadores, não houve mais nenhuma eleição e todos os Prefeitos do Pais foram nomeados, nenhum eleito.
Em 1964 o Congresso se manteve funcionando, Governadores, inclusive de oposição foram eleitos e Prefeitos idem.
O regime de 1964 tambem não teve culto à personalidade do Ditador porque havia mandatos e troca de Presidentes.
P Pereira
9 de novembro de 2013 8:41 pmditadura vargas
“.500 mil cidadãos investigados pelos órgãos de segurança; 200 mil detidos por suspeita de subversão; 50 mil presos só entre março e agosto de 1964; 11 mil acusados nos inquéritos das Auditorias Militares, 5 mil deles condenados, 1.792 dos quais por “crimes políticos” catalogados na Lei de Segurança Nacional; 10 mil torturados apenas na sede paulista do DOI-Codi; 6 mil apelações ao Superior Tribunal Militar (STM), que manteve as condenações em 2 mil casos; 10 mil brasileiros exilados ; 4.862 mandatos cassados, com suspensão dos direitos políticos, de presidentes a governadores, de senadores a deputados federais e estaduais, de prefeitos a vereadores; 1.148 funcionários públicos aposentados ou demitidos; 1.312 militares reformados; 1.202 sindicatos sob intervenção; 245 estudantes expulsos das universidades pelo Decreto 477 que proíbe associação e manifestação; 128 brasileiros e 2 estrangeiros banidos; 4 condenados à morte (sentenças depois comutadas para prisão perpétua); 707 processos políticos instaurados na Justiça Militar; 49 juízes expurgados; 3 ministros do Supremo afastados, o Congresso Nacional fechado por três vezes; 7 Assembleias estaduais postas em recesso; censura prévia à imprensa e às artes; 400 mortos pela repressão; 144 deles desaparecidos até hoje.” (Luiz Cláudio Cunha)
Com um “regime” desses a oposição fica anêmica e não espanta nem sagui, então a gorilada nada de braçadas.
Alexandre K
9 de novembro de 2013 2:31 pmsilêncio sobre a ditadura
Que engraçado … nenhum ocorrência no texto das palavras “diadura”, ou “tortura”, ou “polícia especial”. É o mesmo governo Vargas que eu cinheço?
Alexandre K
9 de novembro de 2013 4:50 pmomissão de ditadura?
Interessante, não se vê nesse texto nenhuma menção a “ditadura”, “tortura”, “polícia política”. Estamos falando do mesmo Vargas que eu conheço?
Motta Araujo
9 de novembro de 2013 6:24 pmO post é sobre um regime
O post é sobre um regime DITATORIAL, basta ler.