A explicação do ex-Ministro Delfim Netto a O Globo – sobre sua participação na grande crise externa de 1982 – não convence.Antes, é preciso salientar que Delfim Netto é o mais completo economistas surgido no país nos últimos cinquenta anos.
Nenhum outro conseguiu alinhavar conhecimento da teoria com a história econômica, identificar os fatores centrais de desenvolvimento e os limites reais dados pela economia e pela conjuntura.
Quando Mário Henrique Simonsen morreu, incensado pela mídia como “o maior economista brasileiro”, fui contra a maré. Simonsen era um esteta da economia, o imenso intelectual que entendia o mundo como a busca do equilíbrio, da perfeição.
Delfim era muito mais. Conhecia as limitaçoes do mundo político, os problemas da mudança de padrão mental dos empresários, além de ser um executivo de primeiríssima, enquanto Simonsen mal conseguia cuidar da própria vida.
Apesar de todos essas ressalvas, a grande crise dos anos 80 foi de responsabilidade pesada de Delfim.
Depois do exílio em Paris, no governo Geisel, Delfim assumiu o Ministério da Agricultura no governo Figueiredo, tendo Simonsen na Fazenda. A crise externa já caminhava célere. Em 1979 sobrevieram os choques do petróleo e dos juros norte-americanos. Havia a necessidade urgente de uma freada de arrumação na economia.
Mas Delfim acenou para Figueiredo aquilo que é o sonho de todo governante despreparado: o crescimento a qualquer custo, para combater a crise.
Venceu o debate interno, Simonsen caiu e Delfim assumiu o Planejamento, ficando Ernanes Galveas na Fazenda.
No início de 1980 soltou um pacote econômico desastroso, talvez o maior até o Cruzado 2. Inspirado pelo economista Adroaldo Moura da Silva, Delfim pretendeu dar uma estilingada nas exportaçoes.
A inflação já se acelerava. Além dela, Delfim criou uma regra salarial que indexava salários a cada seis meses. A política cambial previa um porcento de ganho real de câmbio ao mês.
Delfim montou a seguinte equação:
1. Uma maxidesvalorização de 30%, para estimular as exportaçoes.
2. O fim das minidesvalorizações e o congelamento da OTN (que reajustava contratos e ativos financeiros), para evitar a propagação do câmbio para os preços.
A economia explodiu. Com os preços estourando e a OTN congelada, as empresas passaram a investir furiosamente em estoques, colocando mais lenha na fogueira. Em pouco tempo a inflação comeu a maxidesvalorização.
As contas externas entraram em pane. Para tapar buraco externo, Delfim se valeu das estatais se endividando a pleno vapor. Recorreu a operações de leasing da Petrobras para exportações fictícias. Arrebentou com os controles fiscais e com as contas direcionadas. Explodiu com a conta movimento do Banco do Brasil.
Foi uma luta insana, que só começou a apresentar resultados em 1985, quando os grandes investimento do 2o PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) maturaram e o país recobrou os superávits comerciais.
Mas aí já tinha se esgotado seu tempo. De lá para cá, tornou-se o grande referencial de racionalidade no país, cumprindo uma missão imprescindível de apontar caminhos.
Mas não conseguiu ainda a tranquilidade para a autocrítica histórica.
Adjutor Alvim
7 de outubro de 2013 1:43 pmE o AI-5
Esse pecado aí, qualquer vigário de paróquia do interior absolve…
Mas salvar do inferno pelo AI-5 nem Francisco I resolve…
Maria Luisa
7 de outubro de 2013 2:13 pmEsse é o Nassif!
Introdução
“Antes, é preciso salientar que Delfim Netto é o mais completo economistas surgido no país nos últimos cinquenta anos.”
Enumeração dos atos do “mais completo economista desses 50 anos.” Ah, bom!
“A economia explodiu. Com os preços estourando e a OTN congelada, as empresas passaram a investir furiosamente em estoques, colocando mais lenha na fogueira. Em pouco tempo a inflação comeu a maxidesvalorização.
As contas externas entraram em pane. Para tapar buraco externo, Delfim se valeu das estatais se endividando a pleno vapor. Recorreu a operações de leasing da Petrobras para exportações fictícias. Arrebentou com os controles fiscais e com as contas direcionadas. Explodiu com a conta movimento do Banco do Brasil.” Delfim tem muito mais a espiar. E o bolo ?
joao
7 de outubro de 2013 2:46 pmBolo!
AI assinado para mais
Bolo!
AI assinado para mais tortura
Perdeu ai para o homem da. FGV
Nunca respeitou o social foi uma planilha ambulante
Nao foi nada, um instrumento frio e nogento nas mais dos dictadores fríos
Marilia
27 de maio de 2025 10:50 amPerfeito seu comentário. Era exatamente o que eu estava pensando enquanto lia. O raciocinio e’ tão torto que faz a gente rir com desalento, com muita tristeza mesmo.
jo lima
7 de outubro de 2013 2:21 pmToda essa explicação teórica
Toda essa explicação teórica do desastre se materializou num período terrível, talvez, proporcionalmente, equivalente ao da economia da europa hoje. Meu pai perdeu o emprego na indústria de autopeças e , quando acabou o dinheiro, e não conseguindo emprego formal, teve que vender alho nas ruas e, muitas vezes, ter que fugir esconder a mercadoria para não serem pegas pelas fiscais. Delfim foi responsável pela década perdida. Mas nunca admitirá isso. Aliás, homem público no Brasil ter a hombridade de admitir erros é coisa que vou morrer sem ver.
Lucinei
7 de outubro de 2013 3:19 pmDécadas perdidas
Exatamente: Delfim foi o responsável péla década perdida de 80. O outro grupo com quem ele vem debatendo até hoje, o dos neoliberais, assumiu depois pra limpar o que Delfim fez – e deu a chance pra eles assumirem – causou mais uma década perdida, a de 90. Em comum eles compartilham a fábula da década de 60 sobre a “cubanização” e a “república sindical”. Tiraram o país da rota da democracia – dizendo que era pra salvar a democracia (!) – fizeram o que quiseram e continuam monopolizando o debate econômico alimentando preconceitos sobre uma suposta “hostilidade” do governo aos lucros.
Não enxergam que só defendem privilégios por causa de ideologia.
evandro condé de lima
7 de outubro de 2013 2:23 pmAs campeãs nacionais de
As campeãs nacionais de desastres
Elio GAspari
Em 2007, o BNDES ressuscitou o zumbi da anabolização de empresários amigos e anunciou que o governo queria criar um núcleo de “campeões nacionais”, inserindo-o no mundo das grandes empresas mundiais. Nesse lance, botou perto de R$ 20 bilhões em empresas companheiras.
Numa mesma semana, dois fatos mostraram o tamanho do fracasso dessa política. O conglomerado da OGX, produção megalomaníaca de Eike Batista na qual o BNDES financiou R$ 10,4 bilhões, está no chão. A “supertele” Oi, produto da fusão pra lá de esquisita e paternal da Telemar com a Brasil Telecom, tornou-se uma campeã nacional portuguesa, fundindo-se com a Portugal Telecom. Em 2010, o BNDES e os fundos de pensão tinham 49% da empresa. A nova “supertele” nasce com uma dívida de R$ 45,6 bilhões. Novamente, receberá recursos do BNDES e dos fundos companheiros. O ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, garante que essa fusão é uma “estratégia”. Vá lá, desde que ele acredite que o Unibanco fundiu-se com o Itaú.
A carteira de ações do BNDESPar caiu de R$ 89,7 bilhões em 2011 para R$ 72,8 bilhões em 2012. A campeã do ramo de laticínios chamava-se LBR e quebrou. A Fibria, resultante da fusão da Aracruz (chumbada) com a Votorantim, atolou. O frigorifico Marfrig tomou R$ 3,6 bilhões no banco e acabou comido pela JBS, cujos controladores movem-se num perigoso mundo onde convivem a finança internacional e a política goiana. Já o Bertin teve que ser vendido logo depois de o BNDES entrar na empresa. (Até 2013, esse setor recebeu a maior parte dos investimentos do BNDES.)
O BNDES anunciou há meses que abandonou a estratégia da criação dos campeões nacionais. Falta só explicar quanto custou, quanto custará e que forças alavancaram os afortunados. Essa tarefa será fácil para alguns petistas e para o doutor Luciano Coutinho. Eles conhecem a história do banco.
Cesar Monatti
7 de outubro de 2013 2:39 pm“…Delfim se valeu das estatais se endividando a pleno vapor.”
Um exemplo da medida: as obras abandonadas da Usina Termelétrica Jacuí, iniciadas em 1985/1986, a carvão mineral, situada no RS. A estatal atingida: ELETROSUL. A fonte de financiamento externo: Inglaterra.
Julião
7 de outubro de 2013 8:30 pmComedeira
Depois que as contratadas dos serviços pagaram as comissões, para que continuar com a obra, se foi feita só para isto! Tambem vi acontecer!
Ugo
7 de outubro de 2013 3:11 pmpolítica anticíclica
A proposição, tal qual o Lula em tempos recentes, não seria aplicar uma política anticíclica?
Araquem
7 de outubro de 2013 3:18 pmSó lembrando
Não foi no tempo dele que a embaixada em Paris era chamada de ‘Embaixada 10%’ ?
Tamára Baranov
7 de outubro de 2013 3:55 pmFoi o que me ocorreu
Foi o que me ocorreu também. Esse assunto vale uma postagem.
macedo
7 de outubro de 2013 7:12 pmA embaixada 10%
A embaixada 10%.
Pág. 23 Artigo “A Visita da jovem senhora” e “O relatório Saraiva”, artigo da Folha de SP de 09/OUT/1983. É pdf scaneado mas dá pesquisar no text usando o “ctrl + f ” no navegador.
http://www.cpvsp.org.br/upload/periodicos/pdf/PRESESP101983055.pdf
E também
http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R04934.pdf http://heliofernandes.com.br/?p=7446 http://extra.globo.com/noticias/brasil/morre-coronel-saraiva-que-denunciou-delfim-netto-em-1976-553109.html
Julião
7 de outubro de 2013 8:28 pmDiscordo
Discordo do Araquem, ele não era o “Senhor dez por cento” e sim “Mister Cinq per cent” ( A grafia do meu fances é pessima, mas a percentagem é esta. Eu vi para comprovar!)!
A.Araujo
7 de outubro de 2013 10:02 pmDa mesma forma como a
Da mesma forma como a esquerda -pasquim dizia que o Ministro Mario Andreazza era a 7ª fortuna do mundo quando morreu os amigos precisaram pagar o enterro. Delfim tem uma vida modesta igual a que tinha antes de ser Ministro, mora no mesmo apartamento, tem o mesmo sitio, usa as mesmas roupas, essa estoria do relatorio Saraiva é uma das 2.500 lendas que se espalham pela radio peão da conversa de bar da qual o Brasil é campeão mundial.
Marroni
7 de outubro de 2013 3:27 pmNão força a mão, Nassif.
Delfim não dá meio Paul Singer.
A.Araujo
7 de outubro de 2013 9:51 pmPaul Singer é otima pessoa e
Paul Singer é otima pessoa e pode ser bom economista, Dirigir a politica economica de um grande Pais por longos anos em circunstancias de alta turbulencia é algo completamente diferente. E assinar o AI-5 e ser consultado pelo PT é prova de capacidade politica rara.
Ewing
7 de outubro de 2013 3:29 pmNo tempo dos militares é que era bom !
Boa tarde Nassif,
Dá uma olhada no e-mail que eu recebi hoje e veja até onde vai a estupidez das viúvas da ditadura. O cidadão exalta os feitos dos militares, só esqueceu de citar, entre outras coisa, que entregaram para o Sarney o país completamente quebrado.
Percebe-se que o projeto da Av 23 de Maio, foi pensado há 90 anos (em 1922), onde havia o Córrego Itororó.
Sucessivas administrações públicas, desde então, não conseguiram, até que em 1965, o Governo Militar construiu essa importante via, ao mesmo tempo em que implantava o metrô, cujas escavações para a 1ª.linha Norte-Sul podem ser vistas numa das fotos.
É logística militar, patrioticamente pensando no futuro e no bem do povo, e não em proveito próprio, tanto é que nenhum Presidente militar ficou rico.
Após “fora milicos”, vieram Sarney, Itamar, Collor, FHC, Lula, Dilma, e lembro-me apenas de uma obra digna de nota, que é o Rodoanel do Gov. Covas.
Mas os militares conseguiram toda a infraestrutura que necessitamos hoje, mesmo tendo que combater os sabotadores terroristas que perderam as chances de continuarem aplicando corrupções como são noticiadas atualmente, além de “não baixarem a cabeça para tentativas de impedimento da Itaipu pela Argentina e Paraguai. Deixaram uma Petrobras poderosa, ao contrário de hoje em situação quase falimentar. Imaginem se os militares iriam deixar o Presidente cocaleiro Morales tomar “na mão grande” a nossa Petrobras da Bolivia com os militarzinhos de lá na “surdina”, pois havia acordos bilaterais que precisavam ser respeitados.
É que aproveitaram do Brasil, pois o Presidente não era Castelo Branco, ou Geisel, etc., mas sim um parceiro de 9 dedos.
Nem vamos lembrar de como o PT “ficou de 4” também para Cuba, Venezuela, Equador, Argentina, etc. (perdoem-me a expressão).
Nem é possível citar todas as grandiosas obras dos militares, até das usinas atômicas em Angra dos Reis.
Infelizmente, essa gloriosa época de ORDEM E PROGRESSO, parece que não vou ver mais.
Só estou vendo noticiários que me deixam desanimado (saúde, educação, segurança, transportes, greves de tudo, etc. ).
Lembrando Bill Cosby:= “I am tired”.
Desisti de ajudar qualquer campanha para esse povo, que percebo estar “impedido de se aculturar pelos planos maquiavélicos e socialistas do PT, QUE ESCRAVIZAM COM DÍVIDAS” com carnês de tudo e continuar ignorante para que os PTralhas se perpetuem no único poder do Brasil (não vejo os 3 poderes soberanos e independentes, nem o STF).
Assim, aproveito para dizer que não compro mais rifas ou bingos ou semelhantes para “coitada da casa dos pobres da Mãe Joana, etc.”, pois acho que os governos que tanta corrupção são denunciados, provados, julgados e condenados, tem muito mais riquezas com as “maracutaias” provadas, e precisam devolver parte disso tudo provado, para essas coisas. Também os bilhões que vão para países amigos comunistas ou socialistas, seriam benvindos para necessidades dos pobres daqui. NÃO EU!!!
Tetsuhiro Morimoto.
josé lima
7 de outubro de 2013 11:52 pmOlha um descendente do
Olha um descendente do Hiroito?
Volta lá, vai e reconstrói o eixo.
Saudosista ou adepto da tirania?
Raí
7 de outubro de 2013 3:50 pmApontar caminhos ?
Porque alguem, que efetivamente éo maior economista vivo destes últimos 100 anos, e que tendo o maior suporte dos Presidentes a quem serviu, em diversos ministérios, não consegui colocar na prática, tudo o que prega, e que ainda é a cartilha macro-economica, mais lida e seguida ?
Não teria havido o tradicional e centenário senso de sobrevivência, e a obediencia ao empresariado, que durante as gestões Delfim, teve-o como seu representante ?
Apontar caminhos, estando fora do governo, até que é fácil. Difícil é administrar un ministério que tem que atender às exigencias dos empresários, e não esquecer-se da maioria da população.
Como diz a velha máxima, “na economia, e teoria na prática, é outra”. E continuam a jogar pedras, no comando austero e sustentado, do Mantega, porem a história prova, que os “sabichões”(Roberto Campos,Delfim,Simonsen) falharam e apresentaram gestões bem mais turbulentas, que os ministros dos governos petistas.
LC
7 de outubro de 2013 6:05 pmDesculpe Nassif e membros do blog …
Desculpe Nassif, se você quiser bloquear o meu comentário tudo bem, sei que não é esse o nível de diálogo que queremos no blog, mas não resisto…
“comando austero e sustentado, do Mantega,”
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
Por favor Raí, não deboche do Mantega, ele pode ser incompetente, indeciso, despreparado e o pior Ministro da Fazenda dos últimos duzentos anos, mas não precisa debochar…
valter moreira figueiredo
7 de outubro de 2013 9:23 pmeconomistas
Pra mim o maior economista que o Brasil já teve foi o Palocci [pegou o País quebrado e pois de pé e o cara era MEDICO]
Motta Araujo
8 de outubro de 2013 2:23 amPalocci maior que Delfim,
Palocci maior que Delfim, Simonsen, Roberto Campos e quem mais? Talvez Keynes e Paul Samuelson não é mesmo?
Blogs servem para escrever qualquer coisa, é impressionante.
macedo
7 de outubro de 2013 4:20 pmTelebrás: uma das vítimas da crise da dívida
Entre as vítimas da crise da dívida, a Telebrás.
Neste artigo ao autor menciona isso:
Mauricio dos Santos Neves – O Setor de Telecomunicações, em BNDES 50 Anos, pág.5, BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Rio de JAaneiro, 2003.
Disponível em:
<http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/livro_setorial/setorial13.pdf>.
Nos anos 80, porém, as modificações no cenário político e a piora da situação econômicosocial do país reverteram o ritmo acelerado de desenvolvimento do setor. A partir daquela década, os reajustes de tarifa inferiores à inflação, a implantação de subsídios cruzados nos produtos,12 a politização dos cargos executivos das estatais e as restrições impostas pelo governo federal ao uso do FNT e do lucro operacional da Telebrás reduziram a capacidade de investir e, ao longo do tempo, tiveram como conseqüência a formação de vultosa demanda reprimida, apontando sinais de esgotamento do modelo monopolista estatal
Athos
7 de outubro de 2013 4:55 pmO país não era preparado para
O país não era preparado para crescer.
Eu concordo com o Nassif. Delfim tem méritos e deméritos mas um país que não tinha Banco Central, em que todo dim dim ia pra conta única,… é lógico que as perspectivas só poderiam ser sinistras.
Se desse certo é que seria uma surpresa.
O Brasil perdeu a década não por medidas econômicas e sim por causa de uma ditadura que durou tempo demais.
O Governo Figueiredo não era para ter ocorrido. A constituição deveria ser de antes de 85… enfim, uma série de coisas e quase todas políticas.
Não fizeram o dever de casa emt ermos de gestão. Não tinha o mínimo do mínimo para gerir um pais com eficácia.
A.Araujo
7 de outubro de 2013 9:54 pmNão era preparado para
Não era preparado para crescer e cresceu 11,3% em um ano, o Banco Central já existia quando Delfim chegou a Ministro, foi criado em 1966 por Roberto Campos e Otavio Gouveia de Bulhões.
Athos
9 de outubro de 2013 6:00 pmuahuahuaha, e o BB fazia o
uahuahuaha, e o BB fazia o que com o dim dim?
Isso é que nem o cadastro único de identificação. Foi criado na contituição de 88 e… e…não existe.
Uma canetada é só isso, uma canetada.
Artaud
7 de outubro de 2013 4:55 pmSobre “gênios” e gênio.
Simonsen era gênio. Defim “embaixada 10%” Neto era gênio. Roberto “Bob Fields” era gênio. FHC? Esse o genial “gênio” dos “gênios”.
Sob esses “gênios” o Brasil sofreu crises, contraiu dívidas colossais no exterior, importava mais do que exportava, apresentou regularmente altíssimas taxas de desemprego e, de quebra, viveu sob um estado ditatorial implantado e sacramentado pelo AI-5, referendado pelos “gênios”.
Luís Inácio da Silva saiu do interior nordestino, sem títulos de doutor, semi alfabetizado, para colocar o país no mapa mundi, transformar tsunamis economicos mundiais em marolas no Brasil, abrir possibilidades para a alta taxa de empregos que temos hoje, elevar o salário mínimo a 300 dólares, expandir exportações e ser referência internacional de administração pública e, a cereja desse bolo genial, retirar 30 milhões de brasileiros da míséria absoluta.
Fácil atribuir o título de gênio a torto e a direito. Raro mesmo reconhecer um gênio autêntico e expontâneo. Raro não: raríssimo.
Augusto 2
7 de outubro de 2013 6:18 pmArtaud simoles assim, com
Artaud simoles assim, com três ou quatro frases, matastes os gênios. Simonsen, Delfim, Roberto Campos (Bob Fields e o principe dos sociologos. Gostei da objetividade.
Edi Passos
8 de outubro de 2013 2:49 amConcordo
Concordo plenamente. Sob o comando desses “gênios” éramos uma nação de desdentados, famintos e descamisados que sabia cantar o hino nacional, nada mais que isso!
Língua ferina
7 de outubro de 2013 5:10 pmEessa história do Lula não
Eessa história do Lula não níel superior, dizem que acontecia o seguinte: quando em reunião do alto comando da ditadura Golbery exigia respeito profundo pelo Lula, expecialmente quanto alguém propunha acabar com o imposto sindical e fazer a ditadura ser aclamada como a redentora do trabalhador dessa escravidão execrável de tirar prato de comida da sua mesa para sustentar todo tipo de vagabundio, dizia Golbey que Lula seria o maior presidente da história do Brasil e quando gente como Delfim questionava como seria possível se esse não tinha nível superior, Golbery deixava indicado que deixaria Delfim viver o sufiente para ver com os seus próprios olhos e ainda escrever artigo defendo que Lula fez coisa tão maravilhosas em economia que nem ele faria algo do nível se presidente fosse.
Affon
7 de outubro de 2013 7:55 pmQuem é o sujeito oculto?
“Essa história do Lula não níel superior, dizem que acontecia o seguinte”…
Dizem? Quem diz? Sem o nome de quem diz, isso vira história de Trancoso.
Lucinei
7 de outubro de 2013 11:06 pmA lógica da ação coletiva
O cabra está absorvido demais em superstições… Ai, ai…
Agora, chamar o imposto sindical de escravidão revela um bocado da ideologia do teleguiado aí em cima. Um dia de salário no ano ele equipara ao prato de comida. Perfeito! O salário é só pro prato de comida, haha! E não pode nem pedir mais! Deve ter que fazer cara de vergonha e “humildemente” pedir ao patrão pra “ajudar” em uma ou outra necessiadade, né? Greve é coisa de quem não tem “vergonha na cara”, né? Ai, ai…
Por falar nisso: os Professores do Rio estão apanhando da polícia e, neste instante, estão na chuva : cadê o “gigante acordou”?!
Cuma???
7 de outubro de 2013 5:31 pmQue Simosen tinha ojeriza de
Que Simosen tinha ojeriza de corrupção, sendo antes de tudo ético, não resta dúvida, su vida prova, nunca ori rico e não consta que tenha deixado grandes heranças . Que isso não presta para nada no Brasil e mais provável ser a desgração de qualquer um, também é.
oscar2
7 de outubro de 2013 5:43 pmUm gorila a mais
Aquele Delfin não parece o mesmo de hoje. A lembrança que tenho dele é de um gorila
insensível com as agruras dos trabalhadores, que penavam com a perda dos empregos
e com o torniquete dos RH (recursos humanos) que deitavam e rolavam. Delfim afirmou
naquela época que os empresários choravam de barriga cheia, pois desperdiçavam dinheiro
pagando altos salários para os trabalhadores, quando poderiam demitir e recontratar os
mesmos, pagando menos. isso já era o que estava sendo feito, Delfim sugeria apertar mais
o garrote. Enquanto issso a “elite operária” ia engrossando o número de favelados.
Miguel A. E. Corgosinho
7 de outubro de 2013 6:00 pmDelfim para o significado originário: Especulação
Os economistas teem em seu complexo antigo (moeda física) a função de representar as razões mais ocultas da especulação, sem se referir às trajetórias do seu ponto central: As reservas fracionárias dos bancos – dinheiro criado do nada.
Delfim, não é diferente e nem menos limitado que os outros que se contentam em descrever e, no maximo interpretar, à luz de hipoteses oportunas, o comportamento de certos tipos de realidade, a fim de prejudicar as contas públicas e o governo, e se reconsiderar mais adiante.
Depois do longo tempo que ele deixou o governo nada mudou ao nível das realidades concretas, e das posições do mundo dado; para que seja possível resumir a realidade e colher a essência do valor das coisas.
Daytona
7 de outubro de 2013 6:02 pmMuito ruim esse artigo do
Muito ruim esse artigo do Nassif, até parece que a culpa pelo processo inflacionário(que atingiu toda a América Latina, sendo a causa pri9ncipal a política de juros altos empregada pelos EUA)é do Delfim.
A desvalorização cambial estava correta, tanto que o ajuste promovido pelo Delfim conseguiu corrigir o déficit externo.
Nassif teve uma recaída “cabeça de planilha”(pra usar sua própria expressão)e imagina ter sido o crescimento econômico a causa da inflação. Então por que o ajuste ortodoxo do Dornelles não evitou a inflação?
Nem o Simonsen defendia os ajustes ortodoxos propostos pelo FMI, Delfim fez o correto, pegou o dinheiro e não implementou o que o FMI recomendou. Nassif também se esquece do papel que esse crescimento econômico teve na maturação dos investimentos do II PND.
luisnassif
7 de outubro de 2013 7:50 pmInflacao
O problema não era apenas a inflação, mas o estrangulamento externo. E muitos outros erros.
Por exemplo, depois da maxi, congelar a OTN e o próprio câmbio foi o mesmo que jogar gasolina na fogueira. Todo mundo passou a especular com estoques.
Paulo Monteiro
8 de outubro de 2013 12:16 pmIsso é verdade, trabalhei
Isso é verdade, trabalhei quando menino numa lanchnete de um portuga, em frente a uma padaria aí numa plena sexta feira de manhã chegou um monte de caixas de cerveljas, lotou o estoque. Como sempre nos fins de semana é que vende mais cerveja. Pois bem justamente na sexta a noite e no sábado o portuga decidiu fechar a lanchonete bem mais cedo, nisso a padaria lotada, aí ele vira e me diz: ” semana que vem a padaria vai estar sem cervelja”. Não deu outra, a semana inteira seguinte o portuga vendeu a cerveja bem mais cara, enquanto que a padaria estava sem cerveja e o distribuidora não conseguia entregar.
droubi
7 de outubro de 2013 6:08 pmInjusto
Nassif,
Ao meu ver neste artigo você foi extremamente injusto em dois lados: primeiro o Delfim não é” o mais completo economistas surgido no país nos últimos cinquenta anos.”
Por outro lado, também não existe esta tal de “freada de arrumação”, o que pra mim não passaria de uma saída irracional do país rumo à recessão.
A saída, já àquela época, estava dada pelo mestre Ignácio Rangel, que você mesmo me apresentou e aparentemente esqueceu.
A saída estava na concessão dos serviços públicos à iniciativa privada, com financiamento privado, o que até hoje não aconteceu por completo. Mas que ocorreu e foi o que, de uma maneira ou de outra, tirou o Brasil da estagnação pela qual passou por toda a década de 80.
Ainda falta privatizar muita coisa e ainda falta convencer o capital privado a participar destes financiamentos.
E isto o Delfim Netto sabe muito bem e é justamente isto que falta ele assumir, não que faltou uma freada de arrumação no fim da década de 70 / início da década de 80.
helbert
7 de outubro de 2013 9:08 pmmudança de opiniao
Meus caros
A pouco tempo atraz Delfim era adorado no blog, mas agora anda criticando o governo.
Jayme
7 de outubro de 2013 7:17 pmEu não me esqueci do
Eu não me esqueci do Decreto-lei 2.065 !
Fernando J.
7 de outubro de 2013 7:27 pmO general equestre João
O general equestre João Figueiredo entrou no governo decidido a refazer a imagem carrancuda e sinistra dos 4 últimos generais-presidentes, e para isso não hesitou em aparecer na capa da então cruzeiro (ou Manchete) se exercitando com halteres metido numa ridícula sunga preta. Delfim era o ministro da Agricultura. A fim de incrementar a produção agrícola, é lançado um pacote de incentivos ao setor,mas era necessário convencer o produtor a investir no campo. Para isso, foi criado o slogan “PLANTE QUE O JOÃO GARANTE”. E soltaram o Delfim país afora peregrinando pelas principais regiões produtoras. Numa dessas, Delfim marcou uma viagem para Dourados (MS), na época uma das principais fronteiras agrícolas. Foi recebido no aeroporto por agricultores (a maioria gaúchos) enfurecidos com a política do setor, portando a seguinte faixa: “PLANTE POUCO QUE O GORDO É LOUCO”
maurici Aazevedo.
7 de outubro de 2013 7:42 pmO pecado que Delfim Neto não poderá explicar.
Endógeno: fatores internos.
A ruptura do sistema internacional de crédito.
As perdas dos Estados Unidos com a guerra do Vietnan;
O primeiro e o segundo choque do petróleo;
O estouro da taxa de juros norte-americana (1979), levando a beira do colapso países devedores mais frágeis;
O craque polonês de1980.
A partir daí, o crédito bancário sofreu a primeira retração global desde os promórdios da expansão do euromercado…forçando os bancos norte-americanos a substituirem seus congêneres do resto do mundo, que se retiravam aceleradanente do mercado de crédito. Os países devedores, mesmo os mais bem situados do ponto de vista do risco, como o Brasile o México, começaram a perder reservas. O Brasil, perdendo reservas aceleradamente, tentou por sua própria conta fazer, em fins de 80/81, um ajustamento recessivo para provocar superávits comerciais. Debalde e frustante, Eram insuficientes para o pagamento dos juros, recorreu a uma infinidades de expedientes de curtíssimo prazo… das triplicatas da Petrobrás, até engajamento do Banco do Brasil e de alguns bancos privados nacionais no mercado de overnight de Nova York. A moratória do México precipitou, no sistema financeiro internacional, o terremoto que faltava no sistema cambaleante.
Se os fatores não eram endógenos, nem por isso, não eram do conhecimento do Sr. Delfim? É claro que ele conhecia. Não vamos classificar de aventura econômicas suas gestões mas, a ordem para o endividamento nacional é de fazer corar o mais simples dos comerciantes que sabem que seus armazém não subsistem , face a uma tomada de crédito tão avassaladora e a taxas tão exorbitantes.
O pais jamais voltou a ser o mesmo.
Remindo Sauim
7 de outubro de 2013 8:01 pmDelfim Netto
Na teoria pode ser tudo isso, mas na prática foi um fracasso.
A.Araujo
7 de outubro de 2013 9:43 pmFracasso? Fez o Brasil bater
Fracasso? Fez o Brasil bater o recorde mundial de crescimento com 11,3% em um ano.
As condições da economia permitiram o Brasil construir toda a infra estrutura que hoje segura o Brasil
edsontadeu
9 de dezembro de 2015 12:09 pmnao é vero, a
nao é vero, a infra-estrutura do Brasil foi construida nos governos Getulio Jango e Jucelino, depois deles so Lula o que tem entre eles so afundaram este país
Mauro Silva 1
7 de outubro de 2013 8:06 pmCaro Nassif
Concordo em
Caro Nassif
Concordo em grande parte, menos aquilo de “últimos 50 anos”.
Esta semana, saiu na “isto é” uma entrevista engrassadíssima dele, escrachando, principalmente, suas vítimas prediletas: os economistas.
Alceste Pinheiro
7 de outubro de 2013 8:12 pmDesculpe-me, mas considerar
Desculpe-me, mas considerar Delfim um exilado, como na frase “depois do exílio em Paris, no governo Geisel”, soa como pelo menos uma grosseria a tantos brasileiros que tiveram de sair do país por causa da ditatura, a quem esse senhor serviu e apoiou. Não cabe o termo exílio, principalmenteem referência quem assinou o AI-5 e conseguiu o apoio do empresariado paulista à Operação Oban.
Bruno Cabral
7 de outubro de 2013 8:34 pmNassif, você gosta muito do
Nassif, você gosta muito do Delfim mas ele é o grande culpado pela má prestaçao do serviço de telecomunicaçoes no Brasil. Explico, enquanto a Petrobrás dava 30% de divisao de lucros e reinvestia 70%, a Telebrás recebia o dinheiro dos planos de expansão, que não eram executados, e a grana ia para cobrir o rombo do tesouro do Delfim.
Se ele tivesse administrado a Telebrás como é a Petrobrás o é até hoje, teriamos excelência de seriço sem recorrer a privataria.
Ederovaldino Perdigão
8 de outubro de 2013 12:29 amSistema Telebras
Em um papo de beira de igarapé com uma das cabeças do Sistema Telebras da época, ouvi o seguinte relato:
O sistema era extremamente lucrativo e atualizado. Nossas comunicações estavam entre as melhores do mundo, tecnicamente falando. Ele disse entre as melhores e não a mais barata e acessível.
O motivo desse avanço, segundo ele, era que quando o Delfim criou a tal da conta única, se o sistema apresentasse lucro cairia numa poço sem fundo e o Governo não investia na Telebras. Então decidiram que todo o resultado positivo seria logo reinvestido na rede e em infraestrutura. O tempo todo tínhamos técnicos em cursos nos EUA Japão e Alemanha. Quase toda a estrutura que até hoje sustenta a telefonia fixa é daquela época, principalmente se você sair do eixo sul-sudeste.
Só na compra da Tele Norte-Leste pela Telegang, levou-se de quebra mais de 3.000 mil imóveis. Inclusive uma área na Barra da Tijuca de alguns milhares de metros quadrados.
Atenção, comparar tecnologicamente tempos tão distantes é o principal erro quando se fala na privatização das Teles.
snoopy
7 de outubro de 2013 8:45 pmSenhores, não tenham dúvidas
Senhores, não tenham dúvidas de que o Simonsen foi o maior economista brasileiro, entretanto poucos conseguem entende-lo..o Nassif conseguiu descrever o circo de horrores causado pelo Delfim.. aliás toda a problemática da maxidesvalorização é exatamente o que aconteceria hoje se o câmbio fosse desvalorizado, como prega o Nassif (não economistas como o Delfim e o Nassif têm dificuldade em entender o conceito de que o câmbio representa uma realidade econômica, e que a realidade não pode ser alterada pelo câmbio… p.ex. o câmbio chinês é representação do baixíssimo salário de lá…)… o Delfim não tinha noção do que era economia real, senão não teria feito tanta barberagem… Nassif elogia o Delfim pois possui os mesmos erros conceituais, essa é a verdade… junta o Beluzzo e Bresser Pereira e aí sai de baixo..rs
luisnassif
7 de outubro de 2013 9:34 pmCambio
Cambio desvalorizado é para compensar salário alto e não salário baixo. Salário baixo com câmbio desvalorizado é tirar doce de criança (dos adversários comerciais).
snoopy
8 de outubro de 2013 7:01 pmcambio desvalorizado compensa
cambio desvalorizado compensa salário alto?! caro nassif, tente pensar a economia como um sistema, uma dica que dou: imagine um mundo onde todos os países dispõem dos mesmos recursos, mesma educação, produtividade.. o que levaria um país a ter vantagem competitiva em exportação? claro que o país onde os salários fossem mais baixos.. se tivesse aqui aquelas figurinhas do whatsapp ia ficar bem mais fácil explicar…heheh
saudações caninas (as mais sinceras..hehehe)
A.Araujo
7 de outubro de 2013 9:03 pmDelfim é simultaneamente um
Delfim é simultaneamente um grande economista e um grande operador politico. Ser bom economista é muito mais comum do que ser gestor e operador da politica economica.
Delfim operou a economia brasileira em epocas de extrema dificuldade, carencias, falta de estrutura do que hoje, em um mundo de plena guerra fria, com Mao na China , pais que então não comprava do Brasil nem um quilo de café, o Brasil não plantava soja e vinha andando quebrado desde o fim dos anos 40.
evandro condé de lima
7 de outubro de 2013 9:51 pmpô André, se você olhar a
pô André, se você olhar a Coréia – tudo bem, que é meuito menor, mas veja os recursos- verá que estar na merda não é boa desculpa.
Marc
7 de outubro de 2013 11:47 pmO milagre coreano
Sem desmerecer os coreanos, mas teve um fator crucial: os americanos entraram com investimentos massivos, transferencia de tecnologia de ponta e abertura de mercados.
Fizeram a mesma coisa com Taiwan.
O objetivo era isolar a China,
No caso do Brasil, os americanos fizeram tudo para nos ferrar.
Jofran Oliva
7 de outubro de 2013 10:34 pmAntonio Delfim Netto foi o
Antonio Delfim Netto foi o verdadeiro cérebro da ditadura (revolução) de 1964, acertou quando pegava emprestado todo o dinheiro que era oferecido ao Brasil, acertou em trazer o maior número de indústrias para o Brasil, mesmo as poluidoras, como ele próprio diz. Acertou em incentivar a agricultura, que até então era considerado um patinho feio, chegaram a dizer naquela época que um advogado era mais importante para o país que um agrônomo (sou agrônomo). Como pobre que sou e sempre fui não posso concordar com seu posicionamento sobre “apertar” os salários dos trabalhadores, ele sabia que um dos principais atrativos dos empresários estrangeiros no Brasil era a mão de obra barata. E concordo com Nassiff, ele errou feio nos posicionamentos econômicos na década de 80, que foi uma década perdida e sofrida para todos os brasileiros. Mas ele é humano, e homens erram, entretanto também o considero o “maior economista que este país já teve”.
Leonardo Ja.
7 de outubro de 2013 10:54 pmEsse foi o pecado dele? E ter
Esse foi o pecado dele? E ter pedido dinheiro para a OBAN? Isso aí conta?
Jorge Juka
7 de outubro de 2013 11:12 pmProblemas técnicos
Pessoal, estou tendo enormes dificuldades para acessar o site há pelo menos uns dez dias, precisando usar uma web proxy para chegar aqui e enfrentando grandes problemas para editar posts. A esta altura, já percebi que a situação não vai melhorar, pelo menos não em breve.
Tenho algumas coisas que gostaria de postar mas aqui realmente não estou tendo condições devido aos problemas técnicos que andam ocorrendo nos últimos tempos, infelizmente. Gostaria de perguntar se alguém poderia sugerir algum outro site com características semelhantes, possibilidade de oferecer conteúdo para eventual publicação e viés de esquerda, para onde eu pudesse enviar meus troços.
Muito obrigado!
Jorge Juka
7 de outubro de 2013 11:14 pmProblemas técnicos
Só para demonstrar o que está acontecendo: um post duplo sem a menor intenção, nem sei como aconteceu. Tá osso.
Clever Mendes de Oliveira
8 de outubro de 2013 12:14 amPior do que os Planos de Delfim Netto foi o Plano Cruzado
Luis Nassif,
Originalmente José Dirceu tinha um blog no site IG. Os posts que ele escreveu em 2006, não são mais encontrados. Houve um, de sábado, 26/08/2006 às 16:14, com o título, “Numa só entrevista, verdades e mentiras” em que José Dirceu comenta uma entrevista que Antonio Delfim Netto concedera à Folha de S. Paulo. Bem para o post “Numa só entrevista, verdades e mentiras” lá no blog de José Dirceu eu mandei o seguinte comentário (No início do blog não havia limitação de tamanho):
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José Dirceu,
O Delfin Netto, pelo serviço que ele tem prestado a Nação nos últimos 15 anos, merece uma estátua pública. Embora eu não seja economista e nem o Delfin seja o meu economista preferido, com nenhum outro eu aprendi mais sobre a economia brasileira e mundial. O Delfin Netto vem ensinando a Nação e nos alertado sem descanso nesses últimos 15 anos. Demostra com esmero e estilo em quadros esclarecedores a pertinência de idéias e refuta outras com a mesma arte, escreve artigos e textos que nos aguçam a atingir uma melhor compreensão da realidade brasileira. É de tal modo a sua presença que ninguém dela escapa. Lembro-me agora, uma referência que ele fez à taxa de crescimento da população brasileira das últimas décadas como justificativa para um crescimento menos expressivo do PIB brasileiro. È claro que essa era uma informação antiga. Os economistas americanos e europeus justificavam no maior crescimento da população americana em relação à européia as taxas mais elevadas do PIB americano. Mas na semana seguinte ao artigo do Delfin, lá estava o FHC, arrotando conhecimento, dizendo que a economia brasileira crescia menos porque a população brasileira também crescia a taxas menores.
Mas, como eu já mencionei em comentário feito à sua notícia, em 24/08/06, entitulada “Na pauta do CDES, metas para o desenvolvimento”, se a Delfin cabe elogio, três críticas a ele devem ser feitas:
1ª – O ar prazeroso que parece emanar da assinatura dele em cada ato do Golpe de 64.
2ª – A referência sempre depreciativa que ele tenta imputar a Geisel, um dos poucos militares com visão de estadista que tivemos.
3ª – A forma malévola como ele utiliza dados estatísticos para convencimento ou refutação de uma tese.
Essa terceira crítica deve ser destacada, pois ele é um exímio conhecedor de estatística e é com base nos seus quadros estatísticos que ele induz o eleitor mais desavisado. Vale aqui lembrar, através de uma pequena história, de onde vem o seu grande conhecimento de estatística. Quando fizeram o Plano Verão perguntaram ao FHC o que ele achava do Plano. FHC, rescaldado de suas declarações em entrevista no Jornal do Brasil na véspera do Plano Cruzado com fortes críticas a política econômica do governo do Sarney e que depois passou a desmentir (já naquela época o FHC vivia dizendo para esquecer o que ele falara), em atitude de humildade que lhe não era familiar, respondeu que, não sendo ele economista, era melhor que perguntassem aos economistas do seu partido. Quatro anos depois, quando perguntaram a FHC como ele justificava a escolha de um sociólogo para Ministro da Fazenda, ele retrucou que, na década de 60, enquanto o Delfin Netto dava aula de Estatística na USP, ele dava aula de História do Pensamento Econômico. Precisava alguém avisar para FHC que era exatamente por isso que o Delfin tinha preparo enquanto ele não.
Alias, não foi por ato falho que no início do governo de FHC esse foi apresentar dados estatísticos sobre taxa de natalidade de uma cidade do nordeste e meteu os pés pelas mãos e embolou-se com os dados estatísticos, sendo necessário que seus amigos na imprensa viessem ao seu socorro com desculpas cada uma mais esfarrapada.
Delfin, ao contrário, quando necessário, embola o leitor. É preciso estar muito atento para não se deixar levar pela sua argumentação. Para compreender Delfin, é necessário conhecer os interesses que ele defende. Ele defende o interesse do empresariado paulista e também defende o seu nome como economista. Há muitos interesses defensável do empresariado paulista, mas há também muitos que nem o mais renomado estatístico, salvo o Delfin, conseguiria tecer uma linha em sua defesa.
Em 2002, quando a taxa de câmbio estava subindo, e os tucanos culpavam Lula por isso, Delfin demonstrou com seus quadros que o fenômeno também ocorria no Chile e não havia Lula lá. Na época o empresariado paulista estava começando a ficar favorável a Lula.
Também como mencionado em comentário feito à sua notícia, em 24/08/06, entitulada “Na pauta do CDES, metas para o desenvolvimento” Delfin foi um defensor de que dívida não se paga, rola e de que sem capital externo não há crescimento. Como se trata de teses refutadas pelos fatos e nem o empresariado paulista as tem como próprias, o Delfin já não mais as defende. Mas há duas teses – uma do empresariado paulista, a de que com carga tributária elevada não há crescimento, e a outra de Delfin que não que ficar contra a corrente dos economistas e é a de que com inflação elevada também não há crescimento – defendidas e demonstradas por Delfin que merecem uma melhor reflexão.
Um dos grandes males que Delfin causou a economia brasileira foi ter reduzido a carga tributária de 27% do PIB, nível que ela alcançou no final do governo Geisel, para 24 % do PIB no final do governo Figueiredo. Mas ele não dá o braço a torcer. Sempre que pode, culpa a alta carga tributária pelo atual pouco expressivo crescimento econômico brasileiro.
Como a redução de tributos conta com imenso apoio popular, o Delfin a defende sem precisar de contorcionismo estatístico. Mas é ir contra os fatos esquecer que é a alta carga tributária que permite o Brasil reduzir o déficit público, o que facilita o combate a inflação e permite o pagamento da dívida externa, nos liberando assim da dependência ao fluxo internacional de capital altamente volátil. Por isso que a única crítica que eu não faço a FHC é responsabilizá-lo pelo aumento da carga tributária. Por uma, porque esse aumento foi benéfico para o Brasil e por duas, porque ele fez isso quase sem saber. A crítica que eu faço a FHC em relação aos tributos decorre do seu discurso na campanha de 94, em pleno horário eleitoral, quando ele com seu grande favoritismo bem que podia instruir o povo brasileiro sobre a importância do tributo, mas preferiu afirmar que se eleito iria diminuir os impostos (Poderia pelo menos fazer um jogo de palavras e dizer que iria diminuir o número de impostos).
O Delfin usa bastante o seu conhecimento estatístico para tentar demonstrar que com inflação não há crescimento econômico. Eu já disse no comentário feito à sua notícia, em 24/08/06, entitulada “Na pauta do CDES, metas para o desenvolvimento” que a inflação é um fenômeno de natureza política e não econômica, e que, portanto, não há porque os economistas ficarem com elucubrações sobre ela. Mas Delfin sabe que adquire respeito perante a classe dos economistas quem fala mal da inflação. Assim vira e mexe lá vem ele com um argumento irrefutável sobre a inflação. Usa a economia Indiana e a Chinesa para mostrar que eles crescem porque possuem a inflação reduzida. Sempre o Delfin oculta nos seus quadros que a China apresentava no final dos anos 80 uma taxa de inflação elevada, mas também uma taxa de crescimento maior do que a atual. Na Índia também, no primeiro momento, para que ela pudesse desfrutar de um crescimento econômico mais pujante, fez-se necessário no início coexistir com uma inflação mais elevada. Raramente, ele apresenta dados da Colômbia, um pais que conviveu na década de 90 com inflação elevada e taxas de crescimento superiores às que o Brasil, com taxas de inflação mais baixas, apresentava.
Assim, não se pode surpreender-se quando se lê um texto de Delfin Netto: há sempre um punhado de verdades e um punhado de mentiras.
Sobre a entrevista dele na Folha, eu faço questionamentos distintos dos seus. É controverso considerar imprescindível tanto a reforma da Previdência quanto a reforma trabalhista, mas são assuntos importantes que merecem ser abordados em oportunidade específica. O mesmo ocorre em relação ao Mensalão. Qualquer análise aqui, sem aprofundamento, só serviria para alongar esses comentários. De todo modo, o Mensalão precisa de duas análise distintas: uma concebendo o Mensalão como quer fazer crer Delfin: de que são favas contadas de que ele existiu, e outra tendo por base a concepção que quer você fazer crê: de que ele não existiu.
– – – – – – – – – –
E houve também o seu post em 2007 intitulado “O maior economista brasileiro” de segunda-feira, 13/08/2007, em que em sua Coluna Econômica você faz crítica a escolha de Mario Henrique Simonsen como o maior economista brasileiro. Ali eu comecei a enviar comentários para seus blogs. Normalmente não vejo muito capricho de você com datas e acontecimentos e vejo uma tendência ao exagero. Na época eu disse isso. Lembro que mencionei uma frase que Antonio Delfim Netto dizia com frequência: “dívida não se paga, rola”. Você rebateu dizendo que a frase era de Paulo Lyra, um homem de Mario Henrique Simonsen no Banco Central.
Recentemente houve uma reportagem no Valor Econômico abordando a crise de 1982-1983. Lá os dados e acontecimentos estão mais bem detalhados. Deixo o link para o endereço no Observatório da Imprensa onde Alberto Dines fez a merecida louvação da reportagem publicada no jornal Valor Econômico e reproduziu os dois textos que compõem o dossiê “O dia em que o Brasil quebrou”, publicado no caderno “Eu & Fim de semana”, de 10, 11 e 12 de agosto de 2012, um intitulado “A mãe de todas as crises do Brasil”, de Cláudia Safatle, e o outro intitulado a “Crise balançou a equipe econômica”, de Ribamar Oliveira, e que segundo Alberto Dines nos levam de volta à sexta-feira 13/08/1982. O artigo “Jornalismo em alta fidelidade” de terça-feira, 14/08/2012, de autoria de Alberto Dines saiu na edição 707 do Observatório da Imprensa e pode ser visto no endereço a seguir:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/jornalismo_em_alta_fidelidade
Falta-me tempo senão fazia um apanhado de comentários em que eu ainda que leigo tanto elogio como crítico Antonio Delfim Netto. Muitos deles foram encaminhados aqui para o seu blog, mas infelizmente não há como os acessar.
E fica uma crítica à sua referência à maxidesvalorização de 30%. Não há certeza a respeito de qual maxidesvalorização você se refere. Houve uma em fevereiro de 1983. Antes da reportagem do Valor Econômico eu sempre me referia a esta maxidesvalorização como tendo ocorrido em março de 1983. De todo modo o que se deve dizer é primeiro que não foi obra de Antonio Delfim Netto, mas do FMI. E segundo é que ela permitiu a recuperação do Brasil. E a recuperação já foi visível em 1984 quando o Brasil cresceu um pouco acima de 4% sendo que no segundo semestre de 1984, a indústria no Brasil crescia a taxa de 6%.
E faço também a seguinte crítica, você diz que Antonio Delfim Netto montou um pacote econômico desastroso. Não deve ser o de 1983, que não é obra de Antonio Delfim Netto, mas do FMI. E que foi que nos salvou do buraco. É verdade que Antonio Delfim Netto mexeu muito na economia em 1980. Não lembro direito como foi a seqüência das taxas de crescimento e de inflação no período. Os dados de inflação deve ter sido 70% em 1979, e então depois que foi alterada a política salarial passando a ter reajuste de seis em seis meses, a inflação passou para 100%. Ficou neste patamar em 1980, 1981 e 1982. Se não me engano houve recessão em 1980 e um crescimento elevado em 1981, mas a economia estagnou em 1982 e com o plano do FMI em 1983, o Brasil voltou a ter recessão em 1983. Só que a partir dai o Brasil passou a ter saldo na Balança Comercial e ter condições de pagar a dívida externa. Então não sei a que você se refere quando diz que no início de 1980, Antonio Delfim Netto soltou um pacote econômico desastroso. Sim, ele errou a mão em 1980, mas este momento não deve ser confundido com o que se fez em 1983. A crítica que eu faço é um pouco em relação à confusão que você fez ao situar os dois pacotes como se fosse um só e também porque você diz que talvez o pacote econômico desastroso de Antonio Delfim Netto tenha sido mais desastroso do que o plano Cruzado 2.
É claro que o Plano Cruzado 2 foi um desastre, mas era o único desastre possível depois do Plano Cruzado. O plano Cruzado é a “Mãe de todos as nossas crises”. Você tem dificuldade em reconhecer o mal que o Plano Cruzado nos causou porque você abraçou o Plano Cruzado e culpa os outros pela crise que o Plano Cruzado gerou.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 07/10/2013
Alexandre Weber - Santos -SP
8 de outubro de 2013 1:44 amNetto
Fiquei na dúvida se seria Delfim com M ou Delfin com N, afinal erros de português se admitem, mas nos nomes pega mal rsrsrsrs….
Consultei a internet e na Wiki é com M , Delfim.
No assunto da sua excelente mensagem, Cléver, achei isto na Wiki:
“Em 1967 Delfim foi convidado por Costa e Silva para ocupar o cargo de Ministro da Fazenda. Em 13 de dezembro de 1968 votou a favor do AI-5, sugerindo inclusive um aprofundamento do poder do presidente de intervir na economia.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Delfim_Netto
Intervir na economia é uma coisa, na política é outra.
A história econômica do Brasil é um dos assuntos mais mal conhecidos que existem, na minha opinião de leigo , pois os detalhes dos acordos, com FMI, agentes internacionais da banca (Hit Mans), corrupção com agentes vivos e atuantes ainda, etc…, muita coisa deve estar por ser revelada ainda.
Entretanto, culpo o Delfim por não aconselhar uma moeda como o Yuan para que o Brasil tenha uma posição mais independente no concerto das nações. Tenho certeza que ele entende a simplificação de se operar assim.
A Dilma, encarando de frente a briga com a banca, está demorando para dar o golpe de misericórdia na minha opinião, este povo não vai largar o osso nunca. O Delfim pode ajudar.
Clever Mendes de Oliveira
8 de outubro de 2013 10:39 pmDelfim é com M e Netto é com TT e outras questões de somenos
Alexandre Weber (segunda-feira, 07/10/2013 às 22:44),
É isso. Havia lido bem rapidamente o meu comentário que eu havia escrito em 2006 e não atinei para a escrita de Delfim com N. Na época era assim que eu escrevia o nome do ex-ministro. Só mais recentemente é que eu fiquei mais atento à forma correta de escrever Antonio Delfim Netto.
Estava sem tempo e o comentáro que fora feito em uma época que o Blog de José Dirceu permitia comentários bem longos seria transcrito praticamente sem alteração ou correção de erros de redação. Acabei até alterando o meu comentário original na parte em que eu falava do aumento da carga tributária no governo de Fernando Henrique Cardoso. Na minha leitura rápida, do modo antes escrito não me pareceu claro. Pareceu-me que eu coloquei muitos “nãos” e o sentido ficou confuso.
Originalmente a frase era a seguinte:
“Por isso que a única crítica que eu não faço a FHC é responsabilidade pelo aumento da carga tributária. Por uma, porque esse aumento foi benéfico para o Brasil e por duas, porque ele fez isso quase sem saber. A crítica que eu não faço a FHC em relação aos tributos decorre do seu discurso na campanha de 94, em pleno horário eleitoral, quando ele com seu grande favoritismo bem que podia instruir o povo brasileiro sobre a importância do tributo, mas preferiu afirmar que se eleito iria diminuir os impostos (Poderia pelo menos fazer um jogo de palavras e dizer que iria diminuir o número de impostos)”.
Reli o meu comentário e a emenda que fiz não ficou clara. Reproduzo a seguir o trecho da forma que eu o emendei. Disse eu no meu comentário anterior:
“Por isso que a única crítica que eu não faço a FHC é responsabilizá-lo pelo aumento da carga tributária. Por uma, porque esse aumento foi benéfico para o Brasil e por duas, porque ele fez isso quase sem saber. A crítica que eu faço a FHC em relação aos tributos decorre do seu discurso na campanha de 94, em pleno horário eleitoral, quando ele com seu grande favoritismo bem que podia instruir o povo brasileiro sobre a importância do tributo, mas preferiu afirmar que se eleito iria diminuir os impostos (Poderia pelo menos fazer um jogo de palavras e dizer que iria diminuir o número de impostos)”.
Em uma última tentativa para esclarecer eu diria que a minha idéia era elogiar o Fernando Henrique Cardoso pelo aumento da carga tributária que ocorreu no período em que ele foi governante (Ainda que em muito tenha sido sem que ele soubesse que estava ocorrendo este aumento) e o criticar pelo discurso deseducativo que ele fez na campanha de 1994 em que com a vitória já assegurada pelo Plano Real ele prometia reduzir os impostos, mesmo sabendo que ele teria necessidade de os aumentar. O aumento da carga tributária era necessário para combater a inflação e o aumento da carga tributária é benéfico no que diz respeito à distribuição de renda, pois a melhora na distribuição de renda quando se aumenta a carga tributária.
E destaco aqui que nos escritos meus sobre Antonio Delfim Netto eu acrescento mais um quarto item na crítica que eu faço a ele e que é exatamente a queda da carga tributária durante o governo dele. Embora eu tenha feito a crítica no comentário que enviei para José Dirceu, eu não a relacionei como uma quarta crítica.
E aproveito para fazer citação do artigo “Crescimento e Produtividade no Brasil: O que nos diz o registro de Longo prazo de maio de 2001”. O texto de maio de 2001 é de autoria de Edmar Bacha e Regis Bonelli. Eles pedem para que o texto não seja citado. É uma recomendação para obras científicas o que não é o caso dos meus comentários, então eu creio que fazendo esta referência eu não os desobedeço. O endereço do artigo “Crescimento e Produtividade no Brasil: O que nos diz o registro de Longo prazo de maio de 2001” é:
http://www.econ.puc-rio.br/pdf/bacha_bonelli.pdf
Na página 45 há uma tabela com os valores do PIB brasileiro no período de 1940 a 2000. De lá se obtêm as taxas para o crescimento do PIB em 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985 e 1986 e que são as seguintes: 1979 –> 6,7%, 1980 –> 10,1%, 1981–> -4,2%, 1982 –> 0,8%, 1983 –> -2,9%, 1984 –> 5,4%, 1985 –> 7,8% e 1986 –> 7,5%.
O importante nos dados é mais bem situar o ano de 1980. E sobre isso vale lembrar que Mario Henrique Simonsen alegou para a saída a não adoção de uma política de contenção dos gastos necessária com a chegada de Paul Volcker no Banco Central americano. Mario Henrique Simonsen saiu em 10 de agosto de 1979. Paul Volcker assumira um pouco antes, em 6 de agosto de 1979. Mario Henrique Simonsen estava certo, pois Paul Volcker elevou o prime rate para 20%. Foi a elevação do juro americano que nos levou para a crise. No período Antonio Delfim Netto tentou empurrar a crise com a barriga.
O histórico do prime rate pode ser visto no endereço a seguir:
http://www.fedprimerate.com/wall_street_journal_prime_rate_history.htm
Em 27 de julho a taxa era de 11,75%. Em 16 de agosto a taxa alcançava 12,00%. A taxa subiu até 9 de novembro de 1979 quando atingiu 15.50 e depois de uma leve inflexão voltou a subir até atingir 20,00% em 2 de abril de 1980. Dali caiu até atingir 11,00 em 25 de julho de 1980, subindo até o pico em 19 de dezembro de 1980 quando atingiu 21,50%. Dai em diante (Na verdade, pode-se dizer até um pouco antes) o dólar americano que estava inundando o mundo voltou para o tesouro americano.
Bem, os dados mostram que em 1980, nós tivemos crescimento. Foi um crescimento muito alto que o país não suportou. E como conseqüência tivemos três anos de recessão sendo que a recessão do terceiro ano foi a mando do FMI e com um novo pacote.
Outro aspecto diz respeito a inflação em que eu falei que teria sido de 70% em 1979 e com a nova política salarial saltou para algo em torno de 100% ao ano. Esta foi em média a inflação para os anos de 1980, 1981 e 1982. Com o pacote de 1983 em que houve a desvalorização de 30% a inflação saltou para 220% ao ano. É de se observar que em 1983 ela teria sido algo próximo de 190% e em 1984 e 1985 é que ela saltou para 220%. Agora em 1985 nós tivemos a taxa mais alta de crescimento desde então.
O plano Cruzado é que destruiu tudo isso, embora tenha havido crescimento no ano do Plano Cruzado. Só que sem plano o crescimento viria do mesmo modo e em muito em função de mais investimentos e em função de crescimento das exportações pois a moeda era desvalorizada e se tinha um saldo de 1 bilhão de dólares por mês e não como no Plano Cruzado em que o crescimento era decorrente do aumento do consumo. E se o governo tivesse sido mais rigoroso com a inflação, o país iria crescer menos, mas a inflação cairia e nós poderíamos no longo prazo ter uma moeda desvalorizada como a moeda chinesa e uma taxa de crescimento bem mais alta do que a atual. Foi o Plano Cruzado a mãe de todos os nossos males.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/10/2013
Alexandre Weber - Santos -SP
9 de outubro de 2013 1:16 amObrigado pela aula, mas como sou curioso vou pontuar
Primeiro, que não estava criticando a sua grafia do nome Delfim, estava é me corrigindo, pois tinha já usado três formas diferentes na mensagem, ai fui procurar o pai dos burros, a wiki.
Penso que não termos uma moeda que flutue livremente do Dólar não é consequência hoje do plano cruzado, como aparte, tenho vaga lembrança daquela época, tinha acabado de terminar o curso de direito e entrado na OAB, vindo de Ribeirão Preto para trabalhar em São Paulo, a impressão que eu tinha era justamente de que tinha começado na hora errada, justamente quando a festa acabou. Gramei muito como advogado em São Paulo, por dez anos.
Já uma moeda que protegesse o Brasil e sua população, como a Chinesa, depende de Janelas de Oportunidades, como muito bem você colocou, mas o Cruzado não estragou a última, foi o Lula que não aproveitou em 2007, quando já estava claro que a fraude dos derivativos era insustentável, que deixou de fazer o que precisava ser feito, um pequeno sacrifício no curto prazo para colher láureas no futuro.
A Dilma têm novamente a chance, sem as mesmas condições e facilidades que o Lula encontrou, para romper com o sistema perverso que impera hoje, depende dela acreditar e tomar as medidas necessárias, ou seja, corajem e vontade política.
Penso que o desespero da Banca e da Mídia que os representa nas próximas eleições, vêm justamente dai, da possibilidade de rompermos com a picaretagem atual da dívida fajuta e passarmos a administrar nossa moeda por conta própria.
Agora, se o USA for para o default, a situação muda e o planeta fica extremamente mais volátil, exigindo muito mais cautela, agora se eles empurrarem para frente, é a senha, na minha humilde opinião.
edsontadeu
9 de dezembro de 2015 11:58 amvamos supor que ele
vamos supor que ele tenha sido registrado como DELFIN, e aí? nesse caso consulta a dicionario e o que quer que seja nao adianta.
Mario Siqueira
8 de outubro de 2013 12:48 amOutro pecadilho dele
Assinou o Ato Institucional nº 5 – o famigerado AI-5.
Institucionalizou a tortura a opositores políticos.
Mas continua admirado como gênio intelectual. Gordo e simpático FDP.
Alexandre Weber - Santos -SP
8 de outubro de 2013 1:29 amDois nomes
Delfin Netto e Olavo de Carvalho, dois brasileiros que na minha opinião não recebem uma avaliação isenta.
Críticas ligeiras, sem levar em consideração as contigências reais da época, bem como as limitações impostas pela assimetria das informações no ambiente onde ele decidia, inquinam, na minha opinião, a validade das avaliações.
Teste de realidade, quantos aqui conhecem a origem do dinheiro que usamos hoje a partir do Logos Babilônico do Heródoto? Sem isto, uma crítica do sistema econômico que valha o nome não é possível, mas nossas escolas deixam muito a desejar, não é verdade?
Uma explicação do Delfim, se possível, sobre o que fêz e o porque elucidaria muita coisa.
P Pereira
8 de outubro de 2013 2:04 am:-(*)
Miguel A. E. Corgosinho
8 de outubro de 2013 12:58 pmQual tornou Delfim um exemplo?
Das minhas considerações causais, o importante é que o Delfim – simulando o dinheiro falso que se faz no mercado financeiro – dispunha da formula em que os titulos públicos eram variações do que a economia fazia existir. E agora, porém, ele parece estar a render uma biografia em que o fazemos passar para o lado concreto e temporal.
Lembremos do básico e literal, que há de se pagar para existir, e homenageamos também os economistas que precisam fazer uma firmeza pessoal nos derivativos.
Eduardo Raposo
4 de setembro de 2015 3:46 pmartigo Delfin X Simonsen
Creio que Simonsen nunca esteve no Ministério da Fazenda no governo Figueiredo e sim no Ministério do Planejamento, posteriormente ocupado por Delfim Neto que estava no M. da Agricultura. Repetindo o cenário atual desenvolvimentistas X monetaristas.
Eduardo Raposo
edsontadeu
9 de dezembro de 2015 11:55 amO MAIOR ECONOMISTA QUE O
O MAIOR ECONOMISTA QUE O BRASIL TEVE SE CHAMOU ROMULO ALMEIDA – PAI de todos os programas sociais e de desenvolvimentob economico doBrasil no governo dce Getulio o restoé sopiada.
DELFIN NETO – A CULPA DA INFLAÇAO É DO XUXU,
Depois de Le SOBRE sobre as desastrosas pedaladas de Delfin (QUE DEFINHOU A ECONOMIA BRASILEIRA NOS ANOS 80) . CHEGo a conclusao que nao foi um grande economista. Quando ele esboçou a frase a culpa da inflaçao é do xuxu mais de 20 anos se passaram e numa entrevista ele disse que sabia o que fazer mais nao deixavam. Que o FMI mandava para ele 2 relatorio sobre a economia, um que era o certo e que deveria ser engavetado.e outro que era de cortes em orçamento,aumento da inflaçao, aumento dos juros emfin era o desastre para a economia rasileira. Eonomistas sao Romulo Almeida e Guido Mantega qu nao prcisaram se apoderar de ideias de outro economista para fzer o Brail crescer.
Elias Marinho
4 de julho de 2017 4:56 pmDelfim Neto e a Economia
Não existem maiores ou menores economistas, penso eu. A Economia é um conjunto de pensamentos livres. O objeto de seus estudos é o comportamento econômico humano seja em sociedade ou individualmente. O problema com o Delfim foi o que acontece com a grande maioria dos economistas: São excelentes críticos das ações e pensamentos dos outros, mas quando colocados a frente das decisões de um país descobrem que o que sabem, aprenderam, criticaram, não se aplica a situação atual como uma fórmula. Esqueceram da dimensão humana. Isso. A resposta individual e coletiva a cada ação. E pior, sempre diferentes reações dependendo da região, cultura, conjuntura interna e externa envolvendo de novo; A DIMENSÃO HUMANA. Portanto, os economistas devem ser mais humildes em suas conclusões e críticas pois, quando se colocam do outro lado, e tomam decisões apenas nos seus dircenimentos, as chances de fracasso são mais fortes que de sucesso. O Plano Real foi uma boa experiência porque foi trabalhado por diversas cabeças que com certeza não pensavam e nem pensam iguais, mas conseguiram concenso e tiveram a sorte de a reação social ter sido positiva naquele momento.
Delfim hoje é o melhor crítico de economia pois não está no governo, não está no aconselhamento de nenhum governo e seu conhecimento e discernimento revela alguém que acordou para a realidade reduzindo a economia a uma disciplina e não a uma ciência. A economia não pode reinvindicar a categoria de ciência pois falha no teste do determinismo. Ou seja: as respostas a ações, como causas, não colhem as mesmas respostas mesmo se respeitadas as mesmas condições de diferentes testes.
João Paulo dos Reis Veloso em um artigo publicado em torno de 1986 revelou um postura comum até hoje entre nossos economistas; comparou os formandos em Harvard que, na época, formava dentre 100 alunos, 60 americanos e 40 estrangeiros. Dentre os formandos americanos 3 a 5 sobressaíam, os demais caiam na média geral ou até na mediocridade. Perguntava ele porque todos os formandos brasileiros de Harvard eram considerados donos do conhecimento econômico e se posicionam sempre a criticar quem estava no governo? Nunca esqueci esta análise. Ela revela muito dos economistas brasileiros.
Demerson Santos
23 de março de 2018 8:44 amDelfim Neto
O maior pecado de Delfim Netto (além de assinar o AI-5) vai depender muito de qual lugar falamos, eu falo de onde estive na década de 80, onde estava a maioria dos braisleiros, na miséria, com pais tendo de sair da roça para tentar não morrer de fome na cidade, e posteriormente indo para SP para trabalhar como pedreiro e a família ficando em BH. Me lembro bem da hiperinflação, mas somente por que meu pai recebia o salário num dia e corríamos para o supermercado para que não chegasse o dia seguinte pois a remarcação dos preços ocorria na madrugada, época de fome e muita miséria nesse nosso país. Mas como falei inicialmente, cada um fala de onde se encontra, para quem tinha grana para investir esse senhor deve ter sido um Deus realmente.