4 de junho de 2026

O resgate do Quilombo dos Palmares

Do hojbrasil

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Quilombo dos Palmares, Zumbi dos Palmares, União dos Palmares, Alagoas

O Quilombo dos Palmares, o Zumbi dos Palmares, Serra da Barriga, União dos Palmares, Alagoas, região Nordeste do Brasil.

O Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga em Alagoas, surgiu no início do século XVII. Local de difícil acesso, era um dos locais onde negros escravos, fugindo de seus donos, se uniam aos demais fugitivos formando uma comunidade livre.

Os ex-escravos desenvolveram uma comunidade auto-suficiente. Plantavam milho, mandioca, banana, cana-de-açúcar, feijão, batata-doce. Criavam suínos e galinhas. O excedente da produção era comercializado com povoados vizinhos e de outras regiões.

Foi o maior quilombo do Brasil. Abrigou até 20.000 negros. Com a invasão holandesa as fazendas se desorganizaram e muitos escravos aproveitaram o momento para a fuga.

Palmares foi a mais importante força de resistência negra contra a escravidão. Os senhores de engenho consideravam o quilombo como um mau exemplo de liberdade, uma ameaça, pois poderiam surgir outros quilombos estimulando os escravos a fugirem.

Muitas expedições militares de holandeses, portugueses e dos próprios fazendeiros invadiam Palmares que sempre continuava de pé.

Uma expedição de Gomes Carrilho invadiu o quilombo de Palmares para destruí-lo em 1691. Destruiu as plantações e matou centenas de negros escravos. Muitos escravos foram degolados.

A comunidade de Palmares dura em torno de 60 anos.

Em 1694, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, patrocinado pelos senhores de engenho, invade Quilombo dos Palmares destruindo-o totalmente.

Depois deste episódio surge o lendário “Zumbi dos Palmares”, símbolo da liberdade negra, que se torna líder dos negros escravos que escapam deste massacre. Assim, Palmares cresce novamente aumentando o número de habitantes formado por escravos fugitivos.

No ano de 1695, Zumbi foi preso e morto. A cabeça de Zumbi ficou exposta na praça de Recife para intimidar os negros escravos.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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