4 de junho de 2026

A conferência Brics no Século XXI

CONFERÊNCIA BRICS NO SÉCULO XXI

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do BNDES

EM BUSCA DE UM CONSENSO

A Conferência BRICS no Século XXI traz ao debate os grandes temas contemporâneos da economia política, da geopolítica, do meio ambiente e da ética na Ciência a partir da perspectiva dos países emergentes e do Sul, esforçando-se por superar os paradigmas nesses campos do conhecimento humano que entraram em colapso sobretudo a partir da crise financeira iniciada em 2008 e que ainda persiste nos países industrializados avançados.

O objetivo principal da Conferência é identificar paradigmas emergentes como contraponto aos que colapsaram, especialmente em relação à economia política e à geopolítica, no primeiro caso apontando alternativas ao neoliberalismo decadente e, no segundo, ao princípio da guerra como instrumento de solução de conflitos dentro e entre as nações em face da realidade de um mundo nuclearizado e de outras armas de destruição em massa.

Na mesma linha, será discutido o risco ambiental num tempo de aceleradas mudanças climáticas em parte resultantes de fatores antrópicos, conciliando desenvolvimento e sustentabilidade, assim como a necessidade de um código de ética universal para o desenvolvimento da Ciência genética sem por em risco a dignidade da espécie humana. A Conferência abordará também as megatendências no campo da energia, da segurança alimentar, das finanças e da nanotecnologia.

Participarão do evento intelectuais e especialistas de Rússia, Índia, China, África do Sul e Brasil. Os textos de cada apresentação serão publicados neste site, com tradução automática do e para o inglês, e posteriormente os vídeos respectivos serão disponibilizados nele em versão original. A intenção dos organizadores é transformar a Conferência no núcleo inicial de um think tank permanente dos países emergentes, que se reúna anualmente acompanhando as reuniões de cúpula dos BRICS, e que reflita seus interesses e preocupações num mundo em constante transformação com o intuito de ajudar os governos a responder aos grandes desafios estratégicos contemporâneos.

O encontro será realizado sob a forma de mesas-redondas e grandes conferências, as primeiras com debates intercalados de 30 minutos para cada participante por país, e as segundas na forma tradicional de palestras e debates de especialistas convidados para apresentações de temas relevantes. O objetivo da Conferência não é propriamente um debate sobre os BRICS mas uma tentativa de estabelecer consenso entre os países do bloco em face de desafios contemporâneos relevantes para eles mesmos e para o mundo.

Um dos pressupostos-chave da iniciativa é o reconhecimento de que, na realidade geopolítica do mundo atual, com várias potências nuclearizadas, não há espaço para o exercício de hegemonia política entre elas, pois se equivalem, em última instância, em poder de dissuasão. A consequência disso é que, para haver estabilidade no mundo, as nações estão sendo compelidas a buscar consensos em torno de objetivos comuns e da cooperação. É uma situação sem precedentes na história humana, da qual a emergência dos BRICS é um dos sinalizadores.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. josé adailton

    14 de maio de 2014 8:35 pm

    O poder do 1%

    ENTREVISTA – THOMAS PIKETTY

     

    Desigualdade é ameaça verdadeira à democracia

    Economista mais comentado do ano sugere taxar os mais ricos e critica falta de transparência em dados do Brasil

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/165783-desigualdade-e-ameaca-verdadeira-a-democracia.shtml

    folha.com/no1445830

    ELEONORA DE LUCENA – FOLHADE SÃO PAULO

    O Brasil é tido como um dos países mais desiguais do mundo, mas não é objeto de seu trabalho. Por quê?Não tivemos condições de apurar dados precisos sobre o Brasil. Tentamos muitas vezes, mas não conseguimos dados apropriados para a nossa pesquisa. O problema é a falta de transparência em dados referentes a Imposto de Renda, por exemplo.

    …………………………………………………………………………………………………………………

    Qual é o futuro da classe média no mundo?

    A ascensão da classe média patrimonial foi muito importante no século 20. A redução do crescimento econômico e o aumento da desigualdade trouxeram o risco de seu encolhimento gradual. Isso é ruim para a economia e para a democracia.

  2. jns

    14 de maio de 2014 8:58 pm

    Neocolonianismo

    Gravura do Século XIX

    1. jns

      14 de maio de 2014 11:04 pm

      Neo-velho Imperialismo

      A Guarda Nacional da Ucrânia – integrada por 400 mercenários da Academi , de acordo como o jornal alemão Bild am Sonntag – apreendeu urnas sobre o referendo realizado neste final de semana, disparou e assassinou civis desarmados em Krasnoarmeysk.

      [video:http://youtu.be/PKHFgYCbgvI%5D

  3. marilamar

    14 de maio de 2014 10:42 pm

    A Rede Globo, aquela que

    A Rede Globo, aquela que participou da DITADURA, e nao monstrou o DARF e muitas outras falcatruas, alem de apoiar o PSDB e participar tambem das maracutaias e privatizaçoes, entrou com um programa na GLOBONEWS sobre os BRICS, isto que dizer, estao atacando os BRICS, para tentar impedir a mando do EUA, que o Brasil saia do satelite americano…….realmente algo tem que ser feito, pois, eles já tem o dominio do PODRE JUDICIARIO, PSDB no BOLSOS, ELITE EMPRESARIAL DE DIREITA no guarda-chuva….., vai cada vez mais ficando dificil combater esta MAFIOSA FAMILIA que domina a midia brasileira corrupta???

  4. Severino Januário

    14 de maio de 2014 11:03 pm

    Novos paradigmas têm que ser

    Novos paradigmas têm que ser estabelecidos e efetivamente seguidos. Arquitetos e urbanistas têm que se sentir novamente responsáveis pelo planejamento urbano, pela ocupação racional do espaço urbano, impondo-se como responsáveis por estas áreas e pondo freios ao mercado que tornou as grandes cidades em aglomerados populacionais incontroláveis. Médicos têm que se sentir novamente, todos eles, em primeiro lugar, responsáveis pela saúde pública, deixando de encarar a vida humana como um negócio igual a outro qualquer. Engenheiros têm que se sentir responsáveis novamente pelos efeitos dos disturbios naturais, como enchentes, e também pelos erros e necessidades de infraestrutura, como por exemplo a falta de abastecimento de água, estudando estes casos, denunciando problemas e apontando soluções, como acontecia antes da implantação do neoliberalismo. Jornalistas têm que se impor como profissionais da correta informação, deixando de ser meras penas de aluguel de empresários neoliberais. É tarefa dos emergentes, começando pelos BRICS, recuperar a Humanidade do desastre neoliberal e evitar que este desastre leve nosso planeta à destruição final.  .

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