O território da Palestina está irreconhecível um ano após o início do revide israelense à ação do grupo Hamas, e o povo palestino está exausto pela escassez e pelos deslocamentos, que não devem terminar no curto prazo.
Como explica reportagem do site Al Arabiya, a Cidade de Gaza estava quase irreconhecível por conta dos implacáveis ataques aéreos e combates israelenses, e os moradores caminhavam em torno de prédios destruídos, sem fachadas e com pilhas de escombros pelas estradas.
O tráfego de carros era quase inexistente, e o combustível é escasso e caro. Grande parte da população andava a pé, de bicicleta ou usando carroças puxadas por burros.
Enquanto a mídia ocidental tem como abordagem o confronto apenas pelo lado israelense, 2,4 milhões de habitantes de Gaza passam por diversas dificuldades mesmo após a suposta transferência de divisões para o norte do país, onde a luta contra o Hezbollah está em andamento.
Dados das Nações Unidas mostram que 92% das estradas de Gaza e mais de 84% das instalações de saúde foram danificadas ou destruídas pelos confrontos contra os israelenses, e cerca de 90% da população foi deslocada pelo menos uma vez.
O ataque do Hamas contra Israel matou 1.205 pessoas, mas a ofensiva israelense contra Gaza matou quase 42 mil palestinos, a grande maioria mulheres e crianças, segundo dados do Ministério da Saúde do território.
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