5 de junho de 2026

Agência de ajuda para palestinos está perto do “ponto de ruptura”

Operação militar na Faixa de Gaza faz com que grande parte das instalações da UNRWA seja alvo de ataque israelense
Foto: IRNA - via fotospublicas.com

A agência de ajuda humanitária da ONU para palestinos na região de Gaza está próxima de um ponto de ruptura, por conta das condições cada vez mais desafiadoras para a continuidade de suas atividades.

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“Estamos muito perto de um possível ponto de ruptura. Quando será? Não sei. Mas estamos muito perto disso”, disse o chefe da agência UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente), Philippe Lazzarini, durante entrevista coletiva realizada em Berlim.

“Não esconderei o fato de que podemos chegar a um ponto em que não seremos mais capazes de operar”, acrescentou, destacando que a agência é confrontada com ameaças financeiras e políticas, além dos desafios nas operações diárias conforme a necessidade de socorro se torna mais urgente com a proximidade do inverno.

De acordo com o site libanês Al Mayadeen, o grande risco de fome ou desnutrição aguda está se tornando mais provável, principalmente com o sistema imunológico das pessoas ficando enfraquecido.

Estatísticas mostram que mais de dois terços dos edifícios da UNRWA foram atingidos pelo exército israelense e são considerados inutilizáveis – grande parte das instalações abrigava pessoas deslocadas sob a bandeira da ONU.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de outubro de 2024 9:38 am

    A Primeira Guerra Mundial foi amplamente registrada na época por jornais impressos. A Segunda Guerra Mundial foi amplamente divulgada por filmes. A Guerra do Vietnã foi transmitida pela TV. O ataque a Gaza e ao Líbano está sendo registrado e disseminado por smartphones. A maneira como as pessoas refletem e reagem a uma guerra é controlada pelo meio que transmite a informação. O tempo entre a coleta de informações, seu processamento e disseminação também é importante. Ninguém reage visceralmente a algo que aconteceu um mês, duas semanas ou alguns dias atrás. Mas o que está acontecendo agora em tempo real desperta fortes emoções e reações instantâneas. Portanto, a maior polarização política da sociedade norte-americana hoje também é determinada pelo impacto da tecnologia pela qual as informações de guerra circulam. Mas há um perigo aqui: a aceleração da circulação de informações que torna as pessoas mais suscetíveis a reações emocionais fortes e imediatas também produz apatia total diante da avalanche de atrocidades militares criminosas que se tornam comuns e paradoxalmente normais.

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