7 de junho de 2026

Ataque a tiros em evento judaico na Austrália deixa 11 mortos durante celebração do Hanukkah

Dois homens abriram fogo contra o público que participava do evento. Um dos suspeitos morreu no local e o outro foi detido em estado grave.
Crédito: Reprodução / Redes sociais

Atentado terrorista em celebração de Hanukkah na praia de Bondi, Sydney, deixa 11 mortos e 29 feridos, incluindo dois policiais. Dois homens abriram fogo; um suspeito morreu no local e outro foi detido em estado grave; polícia investiga possível terceiro envolvido. Vítimas incluem rabino e cidadão israelense; autoridades australianas isolam área após encontrar objeto suspeito próximo ao local.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Um atentado classificado como terrorista deixou ao menos 11 mortos e 29 feridos, entre eles dois policiais, durante uma celebração do Hanukkah realizada na praia de Bondi, em Sydney, na madrugada deste domingo (14). Dois homens abriram fogo contra o público que participava do evento. Um dos suspeitos morreu no local e o outro foi detido em estado grave.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em entrevista coletiva, o comissário da polícia do estado de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, afirmou que as autoridades tratam o caso como um “incidente terrorista” e investigam a possibilidade de envolvimento de um terceiro suspeito. As vítimas feridas foram encaminhadas a diferentes hospitais da cidade, e, segundo a polícia, o estado de saúde de parte delas é considerado grave.

Entre os mortos está o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, nascido em Londres, além de um cidadão israelense. O jornal Jerusalem Post informou que Arsen Ostrovsky, colaborador do veículo e chefe do escritório do Australia/Israel & Jewish Affairs Council em Sydney, ficou ferido. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, declarou que o ataque foi planejado para atingir diretamente a comunidade judaica de Sydney no primeiro dia do Hanukkah. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um dos atiradores sendo desarmado por um homem que se aproximou sozinho e entrou em luta corporal com o agressor após os disparos. O homem, de 43 anos, foi baleado no braço e na mão, mas passa bem, segundo familiares ouvidos pela imprensa local.

Autoridades australianas informaram ainda que um objeto suspeito, possivelmente um artefato explosivo, foi retirado de um veículo estacionado próximo à praia. A área foi isolada para a atuação de equipes especializadas.

A tragédia teve repercussão internacional. O diretor-geral da inteligência australiana (ASIO), Mike Burgess, disse que a agência avalia a identidade dos atiradores e eventuais conexões com outros indivíduos ou grupos. Segundo ele, o nível de ameaça terrorista no país permanece classificado como “provável”.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que as imagens do ataque são “angustiantes e chocantes” e prestou solidariedade às famílias das vítimas. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, classificou o atentado como “repugnante” e reforçou que “terrorismo, antissemitismo, violência e ódio não têm lugar na Austrália”.

Líderes internacionais também se manifestaram. O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o que chamou de “ataque hediondo e mortal”. Os Estados Unidos repudiaram o atentado, e o presidente de Israel, Isaac Herzog, classificou o episódio como um ataque cruel contra judeus. Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, responsabilizou o governo australiano por, segundo ele, estimular o antissemitismo ao reconhecer o Estado palestino.

No Reino Unido, autoridades anunciaram o reforço da segurança em áreas e instituições ligadas à comunidade judaica durante as celebrações do Hanukkah.

Ataques a tiros em massa são raros na Austrália, país que adotou leis rigorosas de controle de armas após o massacre de Port Arthur, em 1996, quando 35 pessoas foram mortas. O episódio deste domingo reacendeu o debate sobre extremismo e segurança em eventos públicos no país.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    14 de dezembro de 2025 5:17 pm

    Há meses Luis Nassif tem alertado que o sionismo genocida em Gaza iria fomentar a violência contra os judeus. Aí está a prova, mas os sionistas não farão o mea-culpa. O mais provável é Israel usar politicamente essa tragédia para intensificar a matança de palestinos.

Recomendados para você

Recomendados