11 de junho de 2026

Ataques não destruíram instalações nucleares do Irã, diz site

Avaliação inicial da inteligência norte-americana sugere que ação militar não afetou principais componentes do programa iraniano
Os ataques dos Estados Unidos às instalações nucleares do Irã atraíram fortes reações e condenações de todo o mundo, enquanto as preocupações permanecem altas sobre as consequências da escalada de tensões no Oeste da Ásia e além. | Foto IRNA - via fotospublicas.com

A operação militar norte-americana realizada no último final de semana não afetou os principais componentes da indústria nuclear do Irã, e muito provavelmente só atrasaram o desenvolvimento em meses.

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A conclusão é de uma análise inicial elaborada pela Agência de Inteligência da Defesa, o braço de inteligência do Pentágono, com base em uma avaliação de dano de batalha conduzida pelo Comando Central dos EUA, segundo fontes ouvidas pela CNN norte-americana.

Embora os dados possam mudar à medida em que mais informações são descobertas, o que foi inicialmente divulgado desmente as alegações do presidente norte-americano Donald Trump de que os ataques “completamente e totalmente obliteraram” as instalações de enriquecimento nuclear do Irã.

Ao mesmo tempo, fontes afirmam que o estoque de urânio enriquecido pelo Irã não foi destruído, e grande parte das centrífugas estão “intactas” – o que pode apenas ter atrasado o programa iraniano em meses.

A Casa Branca reconheceu a existência da avaliação, mas a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em nota que a “suposta avaliação é errada e foi classificada como ‘top secret’”, mas que ela foi vazada “por um perdedor anônimo e de baixo nível na comunidade de inteligência”.

“O vazamento dessa suposta avaliação é uma clara tentativa de rebaixar o presidente Trump e desacreditar os bravos pilotos de caça que realizaram uma missão perfeitamente executada para obliterar o programa nuclear do Irã”, afirmou Leavitt.

“Todo mundo sabe o que acontece quando você deixa cair quatorze bombas de 30.000 libras perfeitamente em seus alvos: obliteração total”, reiterou. Ainda não se tem uma visão abrangente do impacto dos ataques, e dados continuam sendo captados na medida em que os danos são analisados.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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