10 de junho de 2026

Centro-direita boliviana defende “capitalismo para todos”

Surpresa no segundo turno, senador e filho de ex-presidente apresenta propostas ligadas à descentralização, crédito acessível e reformas
Rodrigo Paz Pereira, senador e candidato à Presidência da Bolívia. Foto: Wikipedia

O líder da oposição Rodrigo Paz Pereira foi a surpresa na eleição presidencial da Bolívia, ao liderar as intenções de voto e levar a disputa para o segundo turno contra o ex-presidente Jorge Quiroga, encerrando um ciclo de 20 anos de governos de esquerda no país.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Senador pelo Partido Democrata Cristão (PDC), Paz obteve 32,1% dos votos válidos neste domingo, em um resultado que surpreendeu a opinião pública.

Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, Rodrigo Paz estruturou uma plataforma de governo que se propõe a dividir o orçamento nacional de forma igualitária entre o Estado central e os governos subnacionais – incluindo universidades públicas.

No campo econômico, o senador defende a abertura de mercado sob a bandeira “capitalismo para todos”, o que inclui acesso a empréstimos, redução de impostos e isenção tarifária para a importação de produtos que a Bolívia não produz.

O candidato de centro-direita também descartou obter empréstimo junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional), defendendo que “o dinheiro é suficiente” para reativar a economia.

A campanha do senador também defende a reforma judicial e a luta contra a corrupção, uma vez que o sistema de justiça é considerado o principal problema da Bolívia. Entre as promessas do candidato estão o controle, a transparência e a revisão da estrutura judicial para promover o investimento e garantir o Estado de direito.

Com informações da Infobae.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Rui Ribeiro

    19 de agosto de 2025 8:09 am

    Centro-direita tapada, tá prometendo o que não pode cumprir, pois, como diriam Marx e Engels no Manifesto Comunista:

    “Alega-se que com a abolição da propriedade privada toda a atividade cessaria e uma inércia geral se apoderaria do mundo.

    Caso isso fosse verdade, a sociedade burguesa teria, há muito, sucumbindo à ociosidade, pois aqueles seus membros que trabalham nada lucram e os que lucram não trabalham. Toda a objeção se reduz a essa tautologia: não poderá haver trabalho assalariado quando não mais houver capital”.

    Não existe capitalismo sem trabalhadores, pois é do trabalho que o capitalista obtém o seu lucro. Logo, se todos forem capitalistas, não haverá lucro e não havendo lucro, não há capitalismo. Bullshit

Recomendados para você

Recomendados