
O líder da oposição Rodrigo Paz Pereira foi a surpresa na eleição presidencial da Bolívia, ao liderar as intenções de voto e levar a disputa para o segundo turno contra o ex-presidente Jorge Quiroga, encerrando um ciclo de 20 anos de governos de esquerda no país.
Senador pelo Partido Democrata Cristão (PDC), Paz obteve 32,1% dos votos válidos neste domingo, em um resultado que surpreendeu a opinião pública.
Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, Rodrigo Paz estruturou uma plataforma de governo que se propõe a dividir o orçamento nacional de forma igualitária entre o Estado central e os governos subnacionais – incluindo universidades públicas.

No campo econômico, o senador defende a abertura de mercado sob a bandeira “capitalismo para todos”, o que inclui acesso a empréstimos, redução de impostos e isenção tarifária para a importação de produtos que a Bolívia não produz.
O candidato de centro-direita também descartou obter empréstimo junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional), defendendo que “o dinheiro é suficiente” para reativar a economia.
A campanha do senador também defende a reforma judicial e a luta contra a corrupção, uma vez que o sistema de justiça é considerado o principal problema da Bolívia. Entre as promessas do candidato estão o controle, a transparência e a revisão da estrutura judicial para promover o investimento e garantir o Estado de direito.

Rui Ribeiro
19 de agosto de 2025 8:09 amCentro-direita tapada, tá prometendo o que não pode cumprir, pois, como diriam Marx e Engels no Manifesto Comunista:
“Alega-se que com a abolição da propriedade privada toda a atividade cessaria e uma inércia geral se apoderaria do mundo.
Caso isso fosse verdade, a sociedade burguesa teria, há muito, sucumbindo à ociosidade, pois aqueles seus membros que trabalham nada lucram e os que lucram não trabalham. Toda a objeção se reduz a essa tautologia: não poderá haver trabalho assalariado quando não mais houver capital”.
Não existe capitalismo sem trabalhadores, pois é do trabalho que o capitalista obtém o seu lucro. Logo, se todos forem capitalistas, não haverá lucro e não havendo lucro, não há capitalismo. Bullshit