13 de agosto de 2026

Estado busca imóvel para armazenar temporariamente acervo do antigo IML

Documentos históricos incluem registros da repressão durante o Estado Novo e a ditadura militar
Crédito: Marcelo Del Negri/ MPF-RJ

Arquivo Público do RJ conclui recolhimento de documentos históricos do antigo IML na Lapa, região central do Rio.
UFRJ e Unirio manifestam interesse em preservar acervo, que inclui registros da repressão no Estado Novo e ditadura.
Governo busca imóvel para abrigar material temporariamente, enquanto órgãos públicos atuam na conservação dos documentos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro concluiu, nesta quarta-feira (12), mais uma etapa do recolhimento da documentação histórica que permanecia sob responsabilidade da Polícia Civil no antigo prédio do Instituto Médico Legal (IML), na Rua dos Inválidos, na Lapa, região central do Rio.

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Como o Arquivo Público não tem espaço suficiente para receber todo o material, o governo estadual procura um imóvel que possa abrigar temporariamente o acervo. Enquanto isso, continuam as negociações para definir a destinação provisória de parte dos documentos, que deverá passar por tratamento técnico antes de ser encaminhada definitivamente ao arquivo.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) manifestaram interesse em receber parte da documentação para realizar os trabalhos especializados de preservação.

Em parceria com o Arquivo Público, a Unirio também desenvolveu um projeto para o tratamento do material. Há ainda interessados em financiar as ações de recuperação e conservação dos documentos.

Acervo histórico

O conjunto documental reúne registros importantes da história política e institucional do estado, incluindo documentos relacionados à repressão durante o Estado Novo e a ditadura militar.

O antigo prédio do IML permaneceu abandonado durante anos. Em maio deste ano, a situação se agravou quando documentos foram lançados pelas janelas do imóvel, aumentando o risco de perda de parte do acervo.

Diante do risco de deterioração e desaparecimento dos registros, diferentes órgãos públicos passaram a atuar na preservação do material. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Polícia Federal participaram das ações para conter as perdas.

O Ministério Público Federal (MPF) também coordenou frentes de trabalho para recuperar documentos, pastas e microfilmes que estavam no prédio.

Entre os materiais resgatados estão pastas funcionais, livros de registros de óbitos, laudos periciais e documentos relacionados à repressão política durante a ditadura militar.

A transferência para um espaço adequado é considerada uma etapa necessária para garantir a preservação do acervo até que seja definida sua destinação definitiva e o material possa ser incorporado ao Arquivo Público do Estado.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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