10 de junho de 2026

China dribla sanções e avança na produção de chips de inteligência artificial

Fabricantes chineses modernizam equipamentos antigos da ASML e ampliam produção apesar dos controles de exportação
Foto de Maxence Pira na Unsplash

Fabricantes chineses aumentam produção de chips para IA ao modernizar máquinas antigas da ASML, driblando controles dos EUA.
Fábricas usam componentes do mercado secundário para atualizar equipamentos DUV e melhorar precisão na produção de chips de 7 nm.
SMIC e Huawei adotam máquinas atualizadas, avançando na fabricação de chips, com destaque para o processador Kirin 9030.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Fabricantes chineses de semicondutores estão aumentando a produção de chips avançados para inteligência artificial (IA) ao modernizar equipamentos antigos da holandesa ASML, em uma estratégia que contorna os controles de exportação impostos por Estados Unidos e aliados para limitar o avanço tecnológico do país.

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Reportagem do jornal britânico Financial Times destaca que fábricas chinesas que produzem chips avançados para smartphones e IA conseguiram melhorar o desempenho de máquinas de litografia ultravioleta profunda (DUV) da ASML, apesar das restrições que impedem a venda dos modelos mais avançados à China.

As regras dos EUA e da Holanda barram o fornecimento dos equipamentos DUV mais sofisticados, obrigando muitas fábricas chinesas a operar com máquinas mais antigas — em especial o modelo Twinscan NXT:1980i — usadas na produção de chips de sete nanômetros, essenciais para aplicações de IA. No setor, “nanômetros” indicam gerações tecnológicas, e não o tamanho físico dos componentes.

Componentes adquiridos no mercado secundário

Segundo o FT, fabricantes chineses adquiriram componentes no mercado secundário, incluindo plataformas mecânicas (“stages”), lentes e sensores, que permitem alinhar as camadas dos chips com maior precisão. As peças foram enviadas à China, onde empresas terceirizadas realizaram as atualizações técnicas no local.

Essas melhorias possibilitaram aumentar a produção de chips avançados, mesmo com as limitações impostas pelas sanções internacionais. Empresas como a Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC) e a Huawei já utilizam máquinas DUV mais antigas para operar linhas de produção de chips de sete nanômetros, embora não esteja claro se ambas realizaram todas as atualizações mencionadas.

Segundo analistas, as atualizações nos equipamentos ajudaram a reduzir parte dessas limitações. O grupo TechInsights afirmou neste mês que a SMIC continua avançando além do processo de sete nanômetros e que o novo processador Kirin 9030, da Huawei, representa o estágio mais avançado da fabricação de chips já alcançado pela China.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. Elias Felipe de Carvalho

    20 de dezembro de 2025 3:21 pm

    No setor, nanômetro (nm) significa distância física entre os transistores dentro do chip. Pode ser 7nm, 22nm, ou os mais próximos 2nm. O nome que se usa para definir a geração é nanotecnologia.

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