22 de junho de 2026

China leva à ONU denúncia contra política comercial de Trump

Com críticas ao tarifaço de Trump, China planeja nova ofensiva e convoca países a acusar Estados Unidos de violar regras internacionais à ONU

A China convocou todos os 193 Estados-membros da ONU para uma reunião informal no Conselho de Segurança, agendada para a próxima quarta-feira (23), com o objetivo de denunciar o governo dos Estados Unidos pelas tarifas impostas durante a gestão de Donald Trump.

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Na nota-convite, Pequim acusa Washington de “bullying” contra o restante do mundo, destacando os países em desenvolvimento, além de realizar diversas criticas as recentes decisões da Casa Branca. O texto enviado aos países afirma ainda que os EUA estão “violando gravemente as regras do comércio internacional (…) lançando uma sombra sobre os esforços globais pela paz e desenvolvimento”.

Essa mais nova tensão diplomática dos países ocorre em meio à intensificação da guerra comercial entre as duas maiores potências do mundo. Recentemente, os EUA anunciaram tarifas de até 245% sobre produtos chineses — com exceção de eletrônicos como smartphones e computadores—, enquanto a China respondeu com tarifas de até 125% sobre bens americanos.

Os principais motivos que levou a China a denunciar os EUA à ONU:

  • Acusações de “bullying” por parte dos EUA, especialmente contra países em desenvolvimento, como forma de pressionar economicamente parceiros mais frágeis;
  • A denúncia de que Washington está “violando gravemente as regras do comércio internacional”, o que comprometeria os princípios do multilateralismo;
  • A crítica à política de “pressão máxima”, caracterizada por ameaças e chantagens comerciais, como forma de forçar concessões da China em negociações bilaterais;
  • A afirmação de que os EUA tomam decisões unilaterais que desestabilizam o sistema global de comércio;
  • O argumento de que a guerra tarifária foi iniciada pelos EUA.

A ofensiva chinesa também tenta destacar os impactos globais da disputa. Segundo a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento, as tensões e incertezas já impulsionam uma tendência de desaceleração econômica, com previsão de crescimento global em apenas 2,3%.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    18 de abril de 2025 10:14 am

    Na matriz as coisas funcionam da seguinte forma:

    “O presidente do Fed também disse que a guerra tarifária iniciada pelos EUA pode dificultar o trabalho do BC americano, que toma suas decisões sempre guiado pelo objetivo de controlar a inflação e fortalecer o mercado de trabalho”.

    Já no quintal, o BC tupiniquim não tem compromisso com o fortalecimento do mercado de trabalho, o BCB só se compromete com o controle da inflação, que é fruto de taxas de juros estratosféricas, que elevam enormemente dívida pública

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