10 de junho de 2026

Política fiscal proativa será o foco da China em 2026

Ministro das Finanças afirma que plano terá “maior precisão e eficácia”, para promover melhora econômica e expansão de escala
Imagem: Pixabay

China planeja política fiscal mais proativa em 2026, focando em precisão e expansão econômica sem prejudicar estabilidade social.
Ministro Lan Fo’an destaca fortalecimento do Estado e política fiscal direcionada para sustentar crescimento em cenário desafiador.
Governo enfatiza controle da dívida local, inovação, modernização industrial e estímulo à demanda interna para impulsionar economia.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A China vai buscar uma política fiscal mais proativa no ano de 2026, priorizando a precisão e eficácia para gerar melhora na qualidade da economia e uma “expansão razoável” da escala, sem comprometer a estabilidade e a harmonia social.

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A estratégia foi apresentada pelo ministro das Finanças, Lan Fo’an, durante a Conferência Nacional do Sistema Fiscal da China, no último final de semana.

Na visão de Lan Fo’an, o fortalecimento do papel do Estado será essencial para sustentar o crescimento econômico em um contexto marcado por tensões comerciais, consumo ainda frágil e desafios estruturais internos.

Segundo ele, a política fiscal deverá atuar de forma mais direcionada, combinando gastos públicos, incentivos setoriais e maior eficiência na alocação de recursos.

Dados oficiais indicam que a economia chinesa cresceu cerca de 5,2% nos três primeiros trimestres de 2025, mantendo-se próxima da meta estipulada pelo governo, enquanto prognósticos independentes apontam para um ritmo menor de crescimento (entre 2,5% e 3%) por conta da retração dos investimentos em ativos fixos, a crise prolongada no setor imobiliário e a recuperação lenta do consumo doméstico.

Esse quadro ajuda a explicar a ênfase das autoridades em transformar a demanda interna no principal motor da economia. Entre as prioridades anunciadas estão o incentivo à inovação tecnológica, o apoio à modernização industrial, a ampliação da integração urbano-rural e o uso mais eficiente de transferências fiscais e títulos do governo para estimular a atividade econômica.

Outro ponto de atenção destacado pelas autoridades chinesas é o controle da dívida pública local. O governo pretende reforçar mecanismos de supervisão e gestão de riscos financeiros, ao mesmo tempo em que busca preservar espaço fiscal para investimentos estratégicos. A combinação entre prudência financeira e estímulo direcionado é vista como essencial para evitar desequilíbrios maiores.

(Com informações do China Daily)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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