O governo da China estabeleceu novas sanções contra nove empresas do setor militar-industrial dos Estados Unidos por comercialização de armas para Taiwan, e alertou que uso de armas em favor da “independência de Taiwan” sairá pela culatra.
De acordo com o jornal chinês China Daily, as empresas sancionadas são: Sierra Nevada Corp; Stick Rudder Enterprises; Cubic Corp; S3 AeroDefense; TCOM Limited Partnership; TextOre; Planate Management Group; ACT1 Federal; e Exovera
As sanções foram adotadas depois que o Departamento de Estado dos EUA vendeu US$ 228 milhões em armas para Taiwan, em operação confirmada pela Agência de Cooperação em Segurança de Defesa do Departamento de Defesa dos EUA.
A negociação cobre devolução, reparo e reenvio de peças de reposição e outros equipamentos essenciais para aeronaves militares.
Comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores chinês nesta quarta-feira (18/09) afirma que a negociação “violou seriamente o princípio de Uma Só China e os três comunicados conjuntos China-EUA, interferiu seriamente nos assuntos internos da China e minou seriamente a soberania e a integridade territorial da China”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, disse que as vendas de armas dos EUA para a região chinesa de Taiwan estão “enviando um sinal errado” às forças separatistas “pró-independência de Taiwan”.
“A China condena veementemente e se opõe resolutamente a isso, e apresentou representações solenes ao lado dos EUA”, disse ele, destacando que a questão de Taiwan “está no centro dos interesses fundamentais da China e é a primeira linha vermelha intransponível nas relações China-EUA”.
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