O presidente dos Estados Unidos Joe Biden visitou, nesta terça-feira (26), operários grevistas da indústria automotiva na cidade de Bellville, no estado de Michigan, considerado o berço dessa indústria. É a primeira vez que um presidente dos EUA se junta a uma greve.
Este movimento operário se infunde de importância por seu caráter inédito no século XX. Os trabalhadores automotivos fazem uma greve histórica da qual participam funcionários de três grandes empresas do setor: General Motors, Ford e Stellantis. O apoio de Biden foi bem recebido pelos grevistas.
Para Biden, o desafio é provar que ele é o defensor dos trabalhadores, dos sindicatos e o arquiteto do ressurgimento da indústria americana. “Sua viagem mostrará que ele é o presidente mais ‘pró-sindicatos’ da história” dos EUA, disse sua porta-voz, Karine Jean-Pierre.
No último dia 20, em Nova York, o norte-americano esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e juntos lançaram um programa conjuntos de defesa dos direitos trabalhistas frente aos desafios tecnológicos, climáticos e econômicos.
Lula fez referências à greve no Michigan, ao passado de líder operário nas greves do Sindicato dos Metalúrgicos e antes de estar com Biden, o presidente do Brasil ressaltou, durante a formatação do plano, que nunca havia falado com um presidente tão preocupado com os trabalhadores.
Ações estratégicas
Biden, ao se associar ao presidente Lula, conhecido por ser oriundo do operariado sindicalista, reforça o apoio aos sindicatos como uma característica fundamental de seu mandato. O plano traçado com Lula fortalece justamente a importância dos sindicatos para as democracias.
No caso específico, o apoio do sindicato UAW à sua candidatura em 2020 foi essencial para que o estado de Michigan votasse a seu favor, após votar em Donald Trump em 2016. Desse modo, o democrata busca cumprir acordos eleitorais sinalizando para a campanha de reeleição.
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