Os Estados Unidos e a China retomaram nesta segunda-feira (15), em Madri, um dos diálogos mais decisivos da relação entre as duas maiores economias do mundo. O encontro acontece no Ministério das Relações Exteriores da Espanha e deve se estender até quarta-feira (!7). À mesa estão o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, que tentam reduzir divergências em comércio e tecnologia após meses de escalada de tensões.

O pano de fundo das conversas é marcado por tarifas elevadas e pela pressão de Washington para que o TikTok, aplicativo de propriedade da chinesa ByteDance, seja vendido a um grupo não chinês. Caso contrário, a plataforma corre o risco de ser banida nos Estados Unidos a partir de 17 de setembro, prazo definido em lei federal. “Não estamos dispostos a sacrificar a segurança nacional por um aplicativo de mídia social”, afirmou Bessent ao chegar ao encontro.
A disputa não se limita ao universo digital. Desde o ano passado, os dois países vêm trocando tarifas que chegaram a níveis de três dígitos, afetando cadeias produtivas. Em agosto, uma trégua temporária reduziu as alíquotas para 30% no lado norte-americano e 10% no lado chinês por 90 dias, mas o acordo expira em breve.
Washington exige que a China modifique práticas em tecnologia e comércio ou arrisca banir o TikTok. Pequim, por sua, cobra que o governo de Donald Trump desista de medidas consideradas excessivas e insiste em manter a integridade de suas empresas de tecnologia.
Na sexta-feira (12), os chineses pediram que a disputa sobre o TikTok seja resolvida “por meio do diálogo”, sinalizando disposição para negociar, mas sem abrir mão de sua soberania digital.
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