10 de junho de 2026

Em meio a estado de exceção, policiais são sequestrados no Equador

Sequestros são resposta ao estado de exceção decretado pelo governo do país, após a fuga de líder e uma das maiores facções criminosas do Equador
Noboa venceu uma das eleições mais tumultuadas da história do Equador em meio a denúncias de corrupção sobre herança do pai. Bandeira do Equador / Crédito: Pixabay

Ao menos quatro policiais foram sequestrados no Equador, após o presidente Daniel Noboa decretar estado de exceção para todo o país, nesta segunda-feira (8), incluindo o sistema penitenciário, em meio a fuga de um chefe de facção criminosa.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Três agentes foram sequestrados enquanto trabalhavam na unidade de polícia Wilson Franco, na cidade de Machala, no sudoeste do Equador. Outro policial foi levado por criminosos na capital Quito.

A polícia afirmou, por meio de comunicado publicado nas redes sociais, que “nenhum destes acontecimentos ficará impune”.

Os sequestros são uma resposta ao estado de exceção decretado pelo governo do país, após a fuga de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito, líder da gangue Los Choneros, uma das maiores facções do Equador. 

A fuga 

No domingo (7) à noite, o Ministério Público do Equador anunciou que o criminoso de 44 anos, considerado um dos mais perigosos do país, não foi encontrado na prisão da cidade de Guayaquil, onde ele deveria estar cumprindo pena.

A polícia e o exército, então, mobilizaram mais de 3.000 homens para encontrar Fito, mas, até agora, o criminoso segue foragido. 

Estado de exceção 

O decreto de estado de exceção, que tem vigência de 60 dias, autoriza que as Forças Armadas possam ir às ruas apoiar o trabalho da polícia.

A medida impõe à população toque de recolher entre 23h e 5h. Além disso, implica no direito a privacidade de domicílio e de correspondência. Na prática, as autoridades não precisam de uma ordem judicial para entrar nas casas das pessoas.

A medida foi justificada pela “grave comoção interna no país”.

Leia também:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados