Encontro do Conselho de Segurança da ONU termina sem acordo

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Reunião a portas fechadas tinha como pauta a organização de um corredor humanitário para evacuar civis em Gaza

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. Foto: Márcio Batista/MRE

Terminou sem acordo a reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) convocada para discutir a evacuação de civis das áreas sitiadas pelo confronto entre o exército israelense e o grupo extremista palestino Hamas.

Os 15 países que integram o conselho realizaram uma reunião a portas fechadas que durou cerca de duas horas na tarde desta sexta-feira (13/10) nos Estados Unidos.

“O Brasil tem acompanhado a situação em Israel e na Palestina com profunda tristeza e preocupação”, disse o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em nota divulgada após a reunião.

“Alarmados com o sofrimento humano generalizado, acreditamos firmemente que todos os esforços devem dar prioridade à proteção dos civis, especialmente das muitas crianças atingidas pela violência”, ressaltou.

Segundo o comunicado, o Brasil seguirá promovendo o diálogo entre seus integrantes e a ação por parte do Conselho via abertura de caminhos para a negociação, sendo que o principal objetivo no momento é “evitar mais derramamento de sangue e perda de vidas, e tentar garantir o acesso urgente e desimpedido da ajuda humanitária às zonas afetadas”.

“O direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos fornecem orientações claras sobre o que precisa ser feito. É urgente uma pausa humanitária, bem como a criação de corredores humanitários para acessar Gaza”, ressaltou o ministro.

Mauro Vieira reiterou o apoio do governo brasileiro para a criação de um Estado palestino que possa viver “em paz e prosperidade” lado a lado com Israel, “dentro de fronteiras seguras, mutuamente acordadas e reconhecidas internacionalmente”.

Com Sputnik Brasil

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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  1. “Nós podemos perdoar os árabes por matarem nossos filhos. Nós não podemos perdoá-los por forçar-nos a matar seus filhos. Nós somente teremos paz com os árabes quando eles amarem seus filhos mais do que nos odeiam”. – Golda Meir

    Usrael publicou fotografias de crianças israelenses supostamente assassinados pelo Hamas. Essa publicação é apenas uma desculpa para Usrael assassinar indiscriminadamente civis indefesos palestinos para apropriar-se de suas terras.

  2. “Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
    I – independência nacional;
    II – prevalência dos direitos humanos;
    III – autodeterminação dos povos;
    IV – não-intervenção;
    V – igualdade entre os Estados;
    VI – defesa da paz;
    VII – solução pacífica dos conflitos;
    VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
    IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
    X – concessão de asilo político.
    Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.” (Constituição Federal de 1988)

    Ao avaliar o conflito no Oriente Médio, o Brasil só precisa aplicar sua própria Constituição. Isso obviamente obriga nosso país a romper relações diplomáticas e comerciais com Israel enquanto o governo israelense não celebrar a paz com os palestinos e parar de trata-los como seres sub-humanos desprovidos de direitos.

    Assim como não deve ter relações diplomáticas e comerciais com Israel, o Brasil não deve manter qualquer tipo de relação com o Hamas. Mas isso não significa que seja possível deixar de reconhecer que o OPRESSOR é Israel, pois desde 1948 tropas israelenses expulsam palestinos de suas terras e de suas casas. Na atualidade isso é feito para que a riqueza petrolífera possa ser pilhada, algo proibido pela carta da ONU.

    https://news.un.org/pt/audio/2019/08/1685031?fbclid=IwAR2ppC7BKncC7WjC-A-hMNePhkia0DodvQsKnIebZyCDGVwms-BqK3Ya14k

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