Terminou sem acordo a reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) convocada para discutir a evacuação de civis das áreas sitiadas pelo confronto entre o exército israelense e o grupo extremista palestino Hamas.
Os 15 países que integram o conselho realizaram uma reunião a portas fechadas que durou cerca de duas horas na tarde desta sexta-feira (13/10) nos Estados Unidos.
“O Brasil tem acompanhado a situação em Israel e na Palestina com profunda tristeza e preocupação”, disse o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em nota divulgada após a reunião.
“Alarmados com o sofrimento humano generalizado, acreditamos firmemente que todos os esforços devem dar prioridade à proteção dos civis, especialmente das muitas crianças atingidas pela violência”, ressaltou.
Segundo o comunicado, o Brasil seguirá promovendo o diálogo entre seus integrantes e a ação por parte do Conselho via abertura de caminhos para a negociação, sendo que o principal objetivo no momento é “evitar mais derramamento de sangue e perda de vidas, e tentar garantir o acesso urgente e desimpedido da ajuda humanitária às zonas afetadas”.
“O direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos fornecem orientações claras sobre o que precisa ser feito. É urgente uma pausa humanitária, bem como a criação de corredores humanitários para acessar Gaza”, ressaltou o ministro.
Mauro Vieira reiterou o apoio do governo brasileiro para a criação de um Estado palestino que possa viver “em paz e prosperidade” lado a lado com Israel, “dentro de fronteiras seguras, mutuamente acordadas e reconhecidas internacionalmente”.
Rui Ribeiro
14 de outubro de 2023 8:23 am“Nós podemos perdoar os árabes por matarem nossos filhos. Nós não podemos perdoá-los por forçar-nos a matar seus filhos. Nós somente teremos paz com os árabes quando eles amarem seus filhos mais do que nos odeiam”. – Golda Meir
Usrael publicou fotografias de crianças israelenses supostamente assassinados pelo Hamas. Essa publicação é apenas uma desculpa para Usrael assassinar indiscriminadamente civis indefesos palestinos para apropriar-se de suas terras.
Fábio de Oliveira Ribeiro
14 de outubro de 2023 8:39 am“Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não-intervenção;
V – igualdade entre os Estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.” (Constituição Federal de 1988)
Ao avaliar o conflito no Oriente Médio, o Brasil só precisa aplicar sua própria Constituição. Isso obviamente obriga nosso país a romper relações diplomáticas e comerciais com Israel enquanto o governo israelense não celebrar a paz com os palestinos e parar de trata-los como seres sub-humanos desprovidos de direitos.
Assim como não deve ter relações diplomáticas e comerciais com Israel, o Brasil não deve manter qualquer tipo de relação com o Hamas. Mas isso não significa que seja possível deixar de reconhecer que o OPRESSOR é Israel, pois desde 1948 tropas israelenses expulsam palestinos de suas terras e de suas casas. Na atualidade isso é feito para que a riqueza petrolífera possa ser pilhada, algo proibido pela carta da ONU.
https://news.un.org/pt/audio/2019/08/1685031?fbclid=IwAR2ppC7BKncC7WjC-A-hMNePhkia0DodvQsKnIebZyCDGVwms-BqK3Ya14k