5 de junho de 2026

Extrema-direita ameaça abandonar Netanyahu em caso de cessar-fogo

Proposta apresentada pelos Estados Unidos foi bem recebida pelo Hamas, mas pode levar governo israelense ao colapso
Foto: RS Via Fotos Publicas

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, creditou a Israel uma nova proposta de acordo de paz para a região da Faixa de Gaza que, embora tenha sido aceita pelo Hamas, não foi bem recebida pelos apoiadores da extrema-direita israelense.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A proposta é praticamente indistinguível dos planos que foram fechados anteriormente com o Hamas, segundo reportagem da Al Jazeera.

O plano é dividido em três fases. A primeira etapa inclui um cessar-fogo de seis semanas, onde o exército de Israel deixaria as áreas povoadas na região de Gaza, enquanto os reféns (incluindo idosos e mulheres) seriam trocados por centenas de prisioneiros palestinos.

De acordo com Biden, os civis palestinos voltariam a ocupar a Faixa de Gaza, e 600 caminhões seriam responsáveis por enviar socorro humanitário diariamente.

Na segunda fase, Hamas e Israel negociariam o fim permanente das hostilidades, com o cessar-fogo sendo mantido enquanto as negociações forem mantidas.

A terceira fase seria um cessar-fogo permanente para a reconstrução da Faixa de Gaza, o que engloba 60% das clínicas, escolas, universidades e prédios religiosos que foram destruídos ou comprometidos pela ação das forças israelenses.

O Hamas declarou ver as propostas “de forma positiva”, assim como famílias de reféns e alguns políticos israelitas – dentre eles Benny Gantz, o principal rival de Netanyahu.

Porém, alguns dos principais aliados do primeiro-ministro usaram suas redes sociais para dar recados não só criticando a proposta, como ameaçando a coalizão que mantém Netanyahu no poder.

Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Interna, e Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, deixaram claro que não vão aceitar qualquer acordo de paz que não envolva a destruição completa do Hamas – tanto que Ben-Gvir destacou que, se o primeiro-ministro implementar o “acordo promíscuo nas condições publicadas (…)”, o partido político de extrema-direita Otzma Yehudit “dissolverá o governo”.

Leia Também

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Paulo Dantas

    2 de junho de 2024 3:03 pm

    Hamas e a extrema-direita de Israel são “sócios” nesta guerra, não terá acordo de paz algum , se tiver um dos lados vai roer a corda.

Recomendados para você

Recomendados