
Jornal GGN – Após quatro anos com restrições fiscais, o dólar abriu as negociações na Argentina nesta quinta-feira a 15 pesos, mas poucos minutos depois caía a 14,5, o que representa uma forte desvalorização da moeda local com um aumento do dólar de mais de 40% no primeiro dia sem controle de câmbio.
A abertura foi aguardada com grande expectativa diante das telas das casas de câmbio em Buenos Aires às 10h00 locais (11h00 de Brasília), onde marcou 15 pesos por dólar, depois de fechar na quarta-feira em 9,84 pesos por divisa americana.
Quase uma semana após assumir a presidência, Mauricio Macri cumpriu hoje uma de suas principais promessas de campanha ao finalizar as restrições que, no final de outubro de 2011, foram impostas por sua antecessora, Cristina Kirchner, para comprar divisa estrangeira em bancos e casas de câmbio.
De acordo com informações da agência de notícias EFE, o governo afirmou na época que a medida buscava conter uma acelerada fuga de divisas, mas sua efetividade foi ínfima e as reservas do país caíram de forma drástica até hoje: uma sangria de US$ 23,367 bilhões.
As restrições impostas também provocaram distorções em toda a economia, como o uso de mecanismos financeiros entre os grandes operadores para conseguir divisas, contratos baseados em taxas de câmbio voláteis, investimentos freados pela complexidade das restrições, além de afetar o envio de remessas das empresas e a aquisição de dólares para pagar importações. Além disso, o governo impôs uma taxa de 35% às despesas com cartões de crédito no exterior e à compra de pacotes turísticos.
“Estamos fazendo isto com o objetivo de normalizar a economia”, disse o ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gay, que espera com esta medida retomar a atividade econômica após quatro anos de estagnação. Contudo, o país se prepara para uma forte desvalorização, que poderia chegar à marca de 45%.
(com EFE)
L. Souza
17 de dezembro de 2015 3:56 pmBenvinda velha Argentina!
Benvinda velha Argentina!
Nira
17 de dezembro de 2015 9:49 pmUé, e houve uma nova ?
Ué, e houve uma nova ?
bfcosta
17 de dezembro de 2015 4:10 pmPenso que o ideal é ter um
Penso que o ideal é ter um câmbio único. Nesse sentido, há algo de positivo na medida em que o mercado negro vai deixar de ter importância. Mas a forma como foi feita parece ser traumática. Outro ponto a ser visto é que a desregulamentação não necessariamente garante a convergência do câmbio para um valor razoável e estável. Ele pode se desvalorizar em demasia no início assim como sofrer ataques especulativos ou ser valorizado mais que o razoável em ciclos de fácil obtenção de liquidez externa. Ou seja, no médio prazo, essa medida vai ter que ser revista.
Ivan Clavery
17 de dezembro de 2015 4:58 pmDesideologizamos o debate,
Desideologizamos o debate, por favor.
Ser contra o governo Macri, tudo bem.
Mas o preço do dólar era absolutamente irreal. Não tem como ter uma indústria que compita no mercado globalizado com inflação a 30% e dólar oficial praticamente imóvel.
Uma cerveja de litro estava custando 30 reais em bares normais de Buenos Aires. Sejamos realistas, por favor.
Vixe
17 de dezembro de 2015 6:19 pmCreio que o arrependimento
Creio que o arrependimento argentino virá muito antes do esperado…
rdmaestri
17 de dezembro de 2015 6:25 pmAs primeiras ações sempre são corretas.
O que se vai ver na Argentina que as primeiras ações sempres são corretas, o problema é quando os grupos economicos se sentem livres e começam a forçar a barra. Isto será daqui uns seis a nove meses.
Moguga
17 de dezembro de 2015 6:46 pmVolatilidade e vulnerabilidade
Me explica como é que se defende de ataque especulativo desse jeito?
Francisco Andrade
17 de dezembro de 2015 9:14 pmum velho filme,….
que nós já assistimos aqui no Brasil, …. daqui a 6 meses estarão pedindo grana no FMI….