22 de junho de 2026

Fundo abutre busca ouro do Banco Central da Argentina

“Irresponsabilidade” de autoridades fez com que fundo pedisse à juíza a apuração das reservas em ouro que o país possui em mãos, diz jornal
Foto de Michael Steinberg via pexels.com

Um fundo abutre dos Estados Unidos entrou com um recurso judicial junto ao Tribunal de Nova York para que o Banco Central da Argentina informe sobre o volume e valor do ouro disponível em suas reservas internacionais, além de ser informado sobre o destino físico do montante retirado do país.

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Segundo o jornal argentino Pagina12, o fundo que pediu tais informações é o Fundo Bainbridge e o recurso apresentado à juíza Loretta Preska, do Distrito Sul de Manhattan, deve ser interpretado como um passo prévio ao pedido de apreensão daqueles bens.

O fundo norte-americano pediu para a juíza que obrigasse a Argentina a detalhar suas participações em ouro e seu local de custódia – o fundo Bainbridge é credor de títulos públicos inadimplentes no final de 2001, que não participaram em nenhuma das trocas subsequentes (2006, 2010 e, a mais recente, 2020).

Eles abriram o processo contra a Argentina em 2016 e, até o momento, têm uma decisão firme a seu favor no valor de US$ 95 milhões mais juros.

Uma decisão anterior da juíza lhes permitiu usar a descoberta, o que abre uma instância de verificação dos bens pertencentes ao devedor no mundo para uma possível apreensão caso a dívida não seja paga.

O caso não teria respaldo se considerasse que o Banco Central (dono do ouro) e o Tesouro Nacional (responsável pela dívida) são pessoas jurídicas independentes e, portanto, as reservas não seriam penhoradas.

Porém, o jornal destaca que “a irresponsabilidade que tanto o ministro (da Economia) Luis Caputo como o Presidente Javier Milei demonstraram ao longo deste nove meses em relação ao papel do Banco Central, referindo-se permanentemente a ele como instrumento central da sua própria política econômica, fez com que perdessem até o última pátina da independência – pelo contrário, colocaram-no no lugar de alter ego do Executivo e da sua política”.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. 4 de outubro de 2024 7:58 pm

    Será que vão confiscar o ouro que Milei tirou da Argentina e encaminhou para Londres?

  2. Lucas Ferreira dos Reis

    5 de outubro de 2024 10:35 am

    A lava jato drenou recursos brasileiros para o exterior, assim como o Milei está drenando os da Argentina aos países do norte global. O preço e pago pelo povo, pois ao final, Milei corre o risco de ficar mto bem.

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