
O influenciador e ativista conservador Charlie Kirk morreu nesta quarta-feira (10/9) após ser baleado durante evento na Utah Valley University, em Orem, Utah. Ele tinha 31 anos.
Fundador do grupo Turning Point USA e importante aliado do presidente Donald Trump, Kirk foi atingido no pescoço por disparos feitos por um homem em uma construção próxima, a cerca de 180 metros do palco onde falava. Socorrido às pressas e submetido a cirurgia, não resistiu ao ferimento.
A morte foi confirmada por Donald Trump em uma mensagem publicada no Truth Social: “O Grande, e mesmo Lendário, Charlie Kirk, está morto. Ninguém entendeu ou tinha em mãos o Coração da Juventude dos EUA melhor do que Charlie”, lamentou o presidente, que ordenou a suspensão das bandeiras americanas até domingo (14/9) em homenagem ao influencer.
O FBI e a polícia local investigam as circunstâncias do ataque. Inicialmente, houve informações conflitantes sobre suspeitos, com uma prisão anunciada e depois desmentida pela universidade. A identidade do atirador ainda não foi plenamente confirmada.
A repercussão do atentado não se restringiu à dor pela perda, mas rapidamente se transformou em palco de acusações e recriminações entre grupos políticos.
Líderes democratas expressaram repúdio ao atentado. A ex-vice-presidente Kamala Harris condenou o ato e pediu união para evitar mais violência, enquanto o governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou o ataque como “perturbador, vil e repreensível”.
Por outro lado, figuras do campo conservador, inclusive próximas a Trump, ressaltaram o impacto da perda de Kirk como um golpe para a mobilização jovem que ele liderava.
Charlie Kirk foi fundamental para engajar jovens conservadores em campanhas e eventos pró-Trump, tendo construído uma audiência de milhões nas redes sociais. Seu podcast e aparições televisivas abordavam temas polêmicos como raça, gênero e imigração, frequentemente em tom provocativo.
O ataque ocorreu em meio a uma crescente onda de violência política nos Estados Unidos, que tem aumentado desde a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, episódio que também envolveu apoiadores de Trump.
Rui Ribeiro
11 de setembro de 2025 8:15 amKirk provou do próprio veneno, pois afirmou: “Vale a pena pagar o preço, infelizmente, de algumas mortes por tiroteio todos os anos para que possamos ter a segunda emenda”.
Rui Ribeiro
11 de setembro de 2025 8:26 am“Através do voto você não vai mudar nada nesse país, nada, absolutamente nada! Só vai mudar, infelizmente, se um dia nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez: matando uns 30 mil, começando com com o FHC, não deixar para fora, não, matando! Se vai morrer alguns inocentes, tudo bem, tudo quanto é guerra morre inocente.” – Bolsonaro em 1999
José de Almeida Bispo
11 de setembro de 2025 9:03 amPor aqui se chama queima de arquivo; na Alemanha, em 1934, com Ernst Röhm, e por modos (quase) legais, foi limpeza mesmo, para uma nova escalada. A missão do soldado já foi cumprida. Sina de qualquer pistoleiro. Seja com a bazuca; seja com a palavra. E quase uma repetição de Dallas, 1963.
Nazareno
11 de setembro de 2025 1:06 pmQuem escreveu a matéria se referiu ao atual presidente dos EUA, Donald Trump, como ex-presidente, por duas vezes no texto. Será proposital ou se esqueceu que ele é o ATUAL presidente de lá?