21 de maio de 2026

Em escalada de guerra, Irã bombardeia Israel em retaliação aos ataques no Líbano

Sirenes soam em territórios palestinos durante resposta do Irã e aliados aos ataques israelenses
Mísseis iranianos são registrados no céu da Palestina ocupada e compartilhado nas redes sociais. Foto: Reprodução/Redes sociais

Sirenes antimísseis dispararam nos territórios ocupados palestinos a partir das 19h30 desta terça-feira (1/10), horário local. Uma hora depois, a Agência de Notícias do Irã noticiou que o Hezbollah e a Resistência Islâmica iraquiana teriam disparado mísseis e foguetes contra uma base área israelense Sde Dov, em Tel Aviv.

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A operação seria uma retaliação aos ataques israelenses em Gaza e no Líbano, que resultou no assassinato de um dos principais líderes do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, ao sul de Beirute, capital libanesa.

Meia hora depois, o governo iraniano anuncia ter atingido alvos estratégicos com dezenas de mísseis. A artilharia foi disparada a partir de cidades como Tehran, Isfahan, Tabriz e Shiraz.

No entanto, este local não está sendo o único alvo da operação iraniana: alguns dos ataques foram endereçados a região de Silwad, próximo a Ramallah, considerando a incidência de zonas militares e assentamentos ilegais israelenses em territórios da Cisjordânia ocupada.

Mísseis iranianos registrados por palestinos em Silwad, próximo à cidade de Ramallah, na Cisjordânia.

Circula nos aplicativos de mensagem palestinos o mapa com todas as regiões atingidas em todo seu território histórico.

Mapa dos ataques iranianos em assentamentos ilegais e bases militares israelenses compartilhado em redes sociais palestinas.

A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana (IRGC, em inglês) emitiu declaração em que afirmava que o ataque com mísseis foi uma “retaliação por diferentes assassinatos cometidos pelo inimigo sionista e pelos crimes na Palestina e no Líbano”.

“Em resposta ao martírio de Ismail Haniyeh, Hassan Nasrallah e do comandante do IRGC, Abbas Nilforushan, atacamos o coração dos territórios ocupados”, disse o grupo.

O jornal israelense The Times of Israel destacou no último domingo (29) a declaração de Abbas Araghchi, ministro iraniano das Relações Exteriores, de que a morte do comandante Abbas Nilforoushan, líder de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária Iraniana, “não ficaria sem resposta”.

Segundo a agência oficial iraquiana, a ação do IRGC foi realizada com a aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e notificação do Estado-Maior Geral das Forças Armadas e o apoio do Exército da República Islâmica do Irã e do Ministério da Defesa.

“Está sendo avisado que se o regime sionista reagir militarmente a esta operação, o que está de acordo com os direitos legais do país e as leis internacionais, ele enfrentará mais ataques esmagadores e destrutivos”, disse ainda o IRGC.

Com supervisão de Tatiane Correia

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Dolores Guerra

Dolores Guerra é formada em Letras pela USP, foi professora de idiomas e tradutora-intérprete entre Brasil e México por 10 anos, e atualmente transita de carreira, estudando Jornalismo em São Paulo. Colabora com veículos especializados em geopolítica, e é estagiária do Jornal GGN desde março de 2014.

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7 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    1 de outubro de 2024 5:23 pm

    O ciclo de violência sem fim é um alerta pata qualquer pessoa que pretenda visitar Israel. O declínio do turismo causará prejuízo aos negócios como de costume dos sionistas. Talvez isso os obrigue a procurar uma solução diplomatica negociada.

    1. José de Almeida Bispo

      1 de outubro de 2024 9:35 pm

      Em 1979, segundo a Veja, em edição daquele ano (fico a dever o número) Israel havia recebido, no ano anterior, o valor de um salário minimo brasileiro da época para cada um dos habitantes… só de ajuda oficial do governo americano. Não é um país de fato (exceto na cabeça de sonhadores e lunáticos); é uma base avançada do sistema financista anglo-americano. Uma base avançada. Pergunto: quantos judeus podres de ricos se mudaram pra lá? Infelizmente, o lugar ideal para a prática de governo mundial é uma base militar avançada, em vias de um grande ano 70 d.C. De novo.

  2. +almeida

    1 de outubro de 2024 8:43 pm

    Pelo que entendo, o estado de Israel começa a se queimar depois de tanto brincar com o fogo. Talvez não tenha pensado que mesmo recebendo a segurança e os armamentos pesados de EUA, Reino Unido e França, está provado que o tempo e o combate não irá parar para que
    o trio da segurança cheguei a tempo de evitar um estrago mais monumental, que essa simples advertência iraniana.
    Alguém precisa fazer Israel parar com o abusivo desatino e destempero que lhe subiu a cabeça e também avisá-lo que suas fragilidades estão começam a ficar desnudas, assim como seus excessos de álibis sem razão e sem sentido.

  3. Rui Ribeiro

    2 de outubro de 2024 6:26 am

    Porque a Europa e a América do Norte condenam os ataques do Irã a Usrael mas não condenam com a mesma veemência os ataques de Usrael ao Líbano e a Gaza?
    Quero ver o Planeta explodir. Kd as ogivas nucleares do Irã? E as ogivas nucleares de Usrael? Essas merdas foram fabricadas pra que?

  4. Cidadão

    2 de outubro de 2024 7:58 am

    Se, na década de 1980, o governo de Madri tivesse bombardeado Bilbao, matando civis inocentes, apenas porque “no meio há terroristas” (os da época), a Espanha teria sucumbido sob o peso de sanções de todos os tipos. Se no mesmo período o governo de Londres tivesse decidido bombardear Dublin ou Belfast, matando civis inocentes, apenas porque “no meio há terroristas” (os do IRA), os britânicos teriam sofrido penalidades, teriam sido politicamente e economicamente isolados. Putin entrou na Ucraina para por fim ao massacre de russos no Donbas e o mundo começou a terceira guerra mundial contra a Russia. Tudo isso com Israel não acontece. Israel devastou com bombas cidades inteiras – em Gaza ontem, no Líbano hoje, e o Irã amanhã – com a justificativa de que “existem terroristas lá” e ninguém diz nada. Ninguém propõe sanções econômicas, ninguém para de vender armas, ninguém propõe expulsá-las da ONU, ninguém o isola politicamente, ninguém ameaça excluí-lo do resto do mundo civil. Por que? https://www.youtube.com/watch?v=_80ho1asfWA

    1. Rui Ribeiro

      2 de outubro de 2024 2:33 pm

      O ódio de Usrael aos “terroristas” é maior do que seu amor pelos inocentes.

  5. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    2 de outubro de 2024 8:44 am

    Ainda é cedo para prevermos quando acontecerá o fim do estado nazisionista de Israel, mas não acredito que ele consiga chegar aos cem anos de existência. Por ser um estado artificial criado por sionistas de origem europeia e construido a partir da usurpação das terras pertencentes aos nativos palestinos, incluindo uma pequena parcela de fé judaica remanescente da antiga palestina. A existençia de tal aberração jurídica se deveu a princípio e em grande medida, ao patrocínio do império Britâncio e posteriormente ao patrocínio do imperialismo americano e deamis paises europeus, sem nos esquecer da aprovação indevida da ONU, legalizando o roubo das terras usurpadas dos palestinos que as habitavam há milenios. Assim, podemos afirmar que o atual estado de Israel, existe em uma terra ocupada.

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