O governo do Irã oficializou, nesta quarta-feira (11), a retirada de sua seleção nacional da Copa do Mundo de 2026. O anúncio, feito pelo ministro do Esporte, Ahmad Donyamali, marca o ápice de uma crise diplomática e militar sem precedentes, que isola o país do cenário esportivo global.
A desistência é uma resposta direta à escalada do conflito no Oriente Médio. Há quase duas semanas, uma operação aérea coordenada pelas forças dos Estados Unidos e de Israel atingiu alvos estratégicos em território iraniano, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei. O episódio alterou drasticamente a prioridade do gabinete em Teerã, que agora foca esforços em uma economia de guerra e na reestruturação de seu comando central.
Impacto no cenário esportivo
O conflito, que já incendeia a região do Golfo, agora transborda para os gramados da América do Norte.
Em pronunciamento à televisão estatal, Donyamali foi enfático ao justificar a ausência da seleção que dominou as eliminatórias asiáticas.
“Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, em nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”, declarou o ministro.
O governo iraniano alega falta de segurança para a delegação e aponta um rastro de destruição desde o início da ofensiva ocidental em 28 de fevereiro.
“Nossos filhos não estão seguros e, fundamentalmente, não existem condições para participação”, afirmou Donyamali.
“Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos forçaram a duas guerras ao longo de oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares do nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter tal presença”, acrescentou o titular do Esporte.
A ausência do Irã deixa uma lacuna logística para a Fifa. Sorteada no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, a seleção deveria atuar em solo americano, com partidas programadas para Los Angeles e Seattle.
A entidade máxima do futebol ainda não emitiu um posicionamento oficial sobre a desistência.
O apoio de Trump
Enquanto Teerã fecha as portas, Washington e a Fifa tentam projetar uma imagem de normalidade. O presidente da entidade, Gianni Infantino, revelou ter se reunido com Donald Trump, que deu sinal verde para a entrada dos jogadores iranianos, minimizando a ameaça militar.
“Durante as discussões, o presidente Trump reiterou que a seleção do Irã é, claro, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos”, afirmou Infantino.
Infantino ainda agradeceu o apoio de Trump, que anteriormente havia classificado o Irã como um país “duramente derrotado”.
Para o presidente da Fifa, no entanto, o torneio deve seguir seu propósito diplomático: “Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da Fifa para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, pois isso demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo”.
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GalileoGalilei
11 de março de 2026 2:36 pmNão vai ter Copa!
Entre muitos motivos, por não haver necessidade: decreto de Trump declara os EUA como vencedores da Copa do Mundo de Futebol de 2026.
Ah, sim! No mesmo decreto, também o Prêmio Nobel da Paz de 2026 é atribuído a Donald Trump.
GalileoGalilei
11 de março de 2026 7:59 pmBenjamim Netanyahu, inconformado por não ter sido agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, ameaça trazer a Copa do Mundo de Futebol de 2026 para Israel. Em comunicado, Netanyahu diz que o decreto de Trump declarando os EUA como vencedores da Copa do Mundo não tem legitimidade e pretende levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU, porque acredita que o vencedor dessa Copa do Mundo deve ser Israel por direito histórico.