20 de maio de 2026

Irã promete resposta a assassinatos de líderes do Hezbollah

Enquanto exército libanês defendem a união civil, ministros europeus pedem cessar-fogo imediato para evitar a expansão do conflito
Crédito: Houssam Shbaro/ Agência Anadolu

O Hezbollah confirmou, na tarde deste domingo (horário local), a morte de Nabil Kaouk, durante ataques aéreos de Israel. Ele é o sétimo líder sênior do grupo militar desde 20 de setembro. 

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Neste período, Israel vitimou também Hassan Nasrallah, que foi o principal líder do Hezbollah por mais de três décadas. Ali Karaki, líder militar, também foi morto neste domingo. 

Diante de tantas perdas, o Irã, aliado do Hezbollah, prometeu retaliação. De acordo com o The Guardian, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que o assassinato por Israel de um vice-comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) foi um “crime horrível” que não ficaria sem resposta.

“Não há dúvida de que este crime horrível cometido pelo regime sionista (Israel) não ficará sem resposta”, disse Araqchi.

O brigadeiro General Abbas Nilforoushan foi morto nos ataques israelenses a Beirute na sexta-feira (27) e respondia pelo IRGC, instituição utilizada pelo Irã para financiar armas, treino e armas do Hezbollah. 

União

Neste domingo (29), o Exército do Líbano emitiu um apelo para que fosse criada uma “unidade nacional” no país, a fim de garantir a paz civil e evitar novo conflito no país após os ataques israelenses. 

“O inimigo israelense está trabalhando para implementar os seus planos destrutivos e semear a divisão entre os libaneses”, informou o comunicado do exército.

Dividido em linhas, o Líbano enfrentou uma devastadora guerra civil entre 1975-1990.

O Hezbollah, o grupo militar xiita, exerce grande poder no sul do Líbano, cujo poder militar supera as forças armadas nacionais do Líbano.

Cessar-fogo

Preocupados com a escalada da guerra no Oriente Médio, ministros europeus pedem o fim do conflito entre Israel e Hezbollah. O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, foi ao Líbano para conversar com autoridades e tentar minimizar o conflito, além de prestar apoio humanitário. 

Barrot disse que Israel deve “interromper imediatamente os seus ataques no Líbano”, acrescentando que o seu país se opõe a qualquer forma de operação terrestre por parte dos israelitas.

David Lammy, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, disse no X que conversou com o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati. “Concordamos na necessidade de um cessar-fogo imediato para pôr fim ao derramamento de sangue. Uma solução diplomática é a única forma de restaurar a segurança e a estabilidade dos povos libanês e israelita”.

A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, disse à emissora ARD que o assassinato de Nasrallah “ameaça a desestabilização de todo o Líbano”, o que “não é de forma alguma do interesse de segurança de Israel”.

*Com informações do The Guardian.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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