10 de junho de 2026

Israel e Líbano fecham acordo de cessar-fogo

Acordo foi aprovado pelo gabinete israelense nesta terça-feira; militares realizaram ataques aéreos no sul de Beirute antes do anúncio
Foto: IRNA English

O governo de Israel aprovou proposta de acordo para cessar-fogo com o Líbano, após o aval do gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

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Segundo detalhes divulgados pelo site Al Arabiya a partir da mídia israelense, o Líbano vai implementar forças de segurança oficiais e tropas do exército ao longo de todas as fronteiras, pontos de passagem e a linha designada da região sul, conforme descrito no plano de implantação.

O texto de cessar-fogo destaca o fechamento de instalações de produção de armas não autorizadas, infraestrutura e locais militares, ao mesmo tempo em que a venda de armas, suprimentos, produções ou materiais relacionados a armas no Líbano será supervisionada pelo governo libanês.

O acordo afirma que Israel irá se retirar gradualmente do sul da Linha Sul dentro de 60 dias, mas que as obrigações do acordo de cessar-fogo não negam o direito de Israel ou do Líbano de exercer seu direito à autodefesa.

Tal afirmação vai de encontro com o pontuado pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, sobre a “tolerância zero” a ser apresentada pelo governo em relação a “qualquer coisa que considere uma infração” sobre o acordo.

Qualquer casa no sul do Líbano que for reconstruída e estabelecida como uma base terrorista será destruída, todo armamento e reagrupamento terrorista será atingido, toda tentativa de contrabando de armas será frustrada e qualquer ameaça às nossas forças ou aos cidadãos israelenses será destruída imediatamente”, disse Katz. 

Acordo “enfraquecido”

Em entrevista à Al Jazeera, o ex-embaixador e cônsul-geral de Israel, Alon Pinkas, afirma que o anúncio parece “muito frágil” por parecer “muito difícil de manter e sustentar no longo prazo”, ao mesmo tempo em que as cláusulas do acordo são “inexequíveis”.

“Ele pressupõe que o exército libanês supervisionará a fabricação, as vendas e a transferência de armas no Líbano — e isso é uma impossibilidade”, disse ele. “Todos sabemos que o exército libanês sempre evitou qualquer tipo de confronto com o Hezbollah.”

Ao mesmo tempo, o diplomata destacou o aumento da oposição da centro-esquerda israelense e da direita israelense está aumentando: enquanto alguns dizem que é o ataque de Israel a Gaza que deveria ter terminado com o retorno dos prisioneiros, outros veem o acordo com o Líbano como uma rendição.

Antes do acordo, bombardeios

As forças militares de Israel realizaram diversos ataques aéreos em todo o Líbano, com foco no subúrbio sul da capital Beirute, em meio a conversas em torno de um cessar-fogo para dar fim à guerra.

Segundo o Centro de Operações de Emergência de Saúde Pública, afiliado ao Ministério da Saúde Pública do Líbano, o ataque aéreo israelense no bairro de Nweiry, em Beirute, resultou na morte de sete pessoas e ferimentos em outras 37, enquanto as equipes de resgate continuam a limpar os escombros na busca por possíveis sobreviventes.

A ação militar ocorreu sem aviso prévio, com três ataques aéreos israelenses. Um prédio de quatro andares, que abrigava pessoas deslocadas de suas residências, foi destruído.

De acordo com o site Al Mayadeen, o exército israelense emitiu alertas de evacuação para quatro bairros no centro de Beirute, marcando as primeiras diretrizes desse tipo para o centro da cidade durante a guerra de dois meses.

“Os ataques implacáveis ​​lembram os últimos dias da guerra israelense de 2006 no Líbano, quando aviões de guerra israelenses lançaram mais de 20 ataques aéreos no subúrbio sul de Beirute algumas horas antes de um cessar-fogo entrar em vigor”, lembra a publicação.

Desde o início dos ataques israelenses, o Líbano registrou pelo menos 3.799 mortos, a grande maioria vítimas de bombardeios aéreos em bairros civis.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    26 de novembro de 2024 4:46 pm

    Correção: Israel arregou porque estava sendo derrotado. E o Hezbollah aceitou preservar aquele Estado genocida porque os palestinos e seus aliados não cometem assassinatos em massa como os sionistas.

  2. Francisco Eduardo Almada Prado

    26 de novembro de 2024 8:04 pm

    Israel está apenas pretendendo se organizar para agredir com mais eficácia .
    Isso não muda em nada a realidade , que é sempre escondida com uma desculpa esfarrapada .
    Eles buscam o extermínio, e só acabarão sobrevivendo quando seu povo derrubar esse governo genocida .

  3. Gil Santana

    29 de novembro de 2024 5:43 pm

    O Hezbollah nunca arregou diante do estado Nazi-Sionista de Israel que precisam urgentemente ser varrido do Mapa! Ratos de esgotos sionistas, vcs jamais matarão a esperança e os sonhos de liberdade do povo palestino!..

    Free Palestine = Palestina Livre!..
    🇵🇸🇵🇸🇵🇸🇵🇸

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