O Ministro da Defesa isralense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (26) que o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu mostrará “tolerância zero” em relação a “qualquer coisa que considere uma infração” sobre um eventual acordo de cessar-fogo com o Hezbollah no Líbano.
O Gabinete de Segurança israelense iniciou há pouco as discussões sobre a ratificação do acordo. Israel exige que a Organização das Nações Unidas (ONU) atue na aplicação efetiva dos termos acertados nas negociações.
“Qualquer casa no sul do Líbano que for reconstruída e estabelecida como uma base terrorista será destruída, todo armamento e reagrupamento terrorista será atingido, toda tentativa de contrabando de armas será frustrada e qualquer ameaça às nossas forças ou aos cidadãos israelenses será destruída imediatamente”, disse Katz à coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, informou a Al Jazeera.
O acordo
Conforme noticiado pelo GGN, a proposta que está sendo negociada prevê a interrupção dos ataques por dois meses, além da retirada das forças israelenses da fronteira sul do Líbano e o fim das operações do Hezbollah ao sul do rio Litani. Todo este processo deve ser acompanhado por tropas do exército libanês, junto com a força de paz da ONU já presente na região.
Há também a previsão da criação de um comitê internacional para monitorar o cumprimento da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em 2006, que encerrou a guerra entre Israel e Hezbollah naquela época, mas que nunca foi totalmente implementada.
Contudo, apesar dos esforços, ainda não há previsão para oficializar o novo acordo.
Leia também:
Marcio Rodrigues
26 de novembro de 2024 1:57 pmSerá que o governo de Israel exigirá da ONU o mesmo rigor nas punições ao Líbano,no caso de descumprimento do acordo, assim como cumpre todas as decisões da ONU, até hoje?
Fábio de Oliveira Ribeiro
26 de novembro de 2024 2:02 pmApós o Tribunal Penal Internacional expedir um mandado para sua prisão, Netanyahu já entrou no modo “Nero Decreto” de Hitler. Para não ser preso ele continuará a guerra até toda infraestrutura de Israel ser destruída até cometer suicídio para não ser enjaulado. O desespero do facínora é motivo de alegria das vítimas dele.