13 de outubro de 2026

Macron convoca reunião de emergência para discutir guerra na Ucrânia

Líderes europeus foram excluídos das negociações pelo governo de Donald Trump, que já entrou em contato com Putin para negociar a paz
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Emmanuel Macron, presidente da França, vai reunir os líderes europeus e o primeiro-ministro-britânico na próxima segunda-feira (17), a fim de discutir a guerra na Ucrânia. 

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A reunião tem caráter emergencial, após declarações de representantes do governo dos Estados Unidos de que a União Europeia não teria papel nas negociações pelo cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia. 

Na última semana, Trump ligou para o presidente russo, Vladimir Putin, para iniciar as negociações. 

Já no último sábado (15), o enviado de Trump para a Ucrânia, Keith Kellogg, afirmou que a Europa será consultada, mas em última análise excluída, das conversas sobre o fim do conflito entre russos e ucranianos.

A União Europeia é composta por 27 países, porém demonstra desunião para chegar a um denominador comum pelo fim da guerra nos países vizinhos. Tanto é que estão presentes na reunião o chanceler alemão Olaf Scholz, o primeiro-ministro polonês Donald Tusk, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e Ursula von der Leyen e Antonio Costa, da União Europeia.

Alguns países demonstraram descontentamento com a seleção de líderes para participar da reunião, e não a cúpula completa da União Europeia. Mas a assessoria de Macron informou que a reunião deve criar novos formatos para reunir todos os parceiros em prol da paz e segurança no Velho Mundo.

Entenda o caso

“Aos meus amigos europeus, eu diria: entrem no debate, não reclamando que podem, sim ou não, estar à mesa, mas apresentando propostas e ideias concretas, aumentando os gastos [de defesa]”, declarou o enviado dos EUA no último sábado.

As observações de Kellogg causarão consternação entre alguns líderes europeus que não confiam em Trump e acreditam que a segurança do seu país está inextricavelmente ligada ao destino da Ucrânia. O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radosław Sikorski, disse que o presidente francês, Emmanuel Macron, convidou líderes europeus a Paris na segunda-feira para discutir a situação.

Kellogg disse que uma das razões pelas quais as negociações de paz anteriores entre a Ucrânia e a Rússia falharam foi o envolvimento de muitos países que não tinham capacidade para executar tal processo. “Não vamos seguir esse caminho.”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha utilizado o seu discurso na conferência para alertar que a Europa provavelmente seria excluída das negociações. Ele instou a Europa a intensificar e formar um exército europeu no qual a Ucrânia desempenharia um papel central.

Os líderes europeus, fustigados pelo discurso de confronto do vice-presidente dos EUA, JD Vance, na sexta-feira, estão cada vez mais apreensivos com a abordagem de Trump a um acordo de paz com a Ucrânia e temem que possa ser alcançado um acordo que seja vantajoso para os EUA, mas que tenha implicações a longo prazo, não apenas para a segurança da Ucrânia, mas para a Europa.

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, disse nas redes sociais que “a Europa precisa urgentemente do seu próprio plano de ação em relação à Ucrânia e à nossa segurança, ou então outros atores globais decidirão sobre o nosso futuro. Não necessariamente de acordo com o nosso próprio interesse… Este plano deve ser preparado agora. Não há tempo a perder.”

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    16 de fevereiro de 2025 10:16 pm

    O Sujeito convoca uma reunião de emergência porque estão querendo terminar uma guerra?

  2. Paulo Dantas

    16 de fevereiro de 2025 10:24 pm

    Não fizeram nada os europeus em três anos …

    Lula até tentou mas nada como ter a maior força armada do mundo…

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de fevereiro de 2025 5:19 am

    Um passarinho me avisou que após de tomar posse da Groenlândia, Donald Trump vai mandar seus ladrões especialistas da CIA confiscar a coroa de ouro da virgem da basílica de Lion. Melhor Emmanuel Macron remover aquele tesouro para um local mais seguro.🤣🤣🤣

  4. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    17 de fevereiro de 2025 7:14 am

    Os dirigentes europeus demoraram a perceberem que foram usados pelo império americanos no conflito da OTAN contra a Rússia. Agora, como se diz na gíria, estão no mato sem cachorro e acrescento, sem moral e recursos para continuar a briga.

    1. Rui Ribeiro

      18 de fevereiro de 2025 6:24 am

      Conflito da Otan contra a Rússia. Finalmente alguém diz a verdade

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