O deputado Nicolás Ernesto Maduro Guerra afirmou no último sábado (11) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma mensagem por meio de seus advogados na qual garante estar bem e manter-se firme, ao lado da primeira-dama, Cilia Flores. Segundo o parlamentar, o presidente pediu a seus apoiadores que não se deixem abater e reafirmou seu espírito de luta diante da adversidade.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Maduro Guerra declarou que seu pai “é um homem que não conseguiram derrotar por nenhum meio e, por isso, recorreram a uma força desproporcional”. “Não o venceram. Ele está forte”, afirmou.
De acordo com o deputado, a mensagem foi enviada de Nova York, onde Nicolás Maduro estaria detido como prisioneiro de guerra pelos Estados Unidos. Trata-se do primeiro pronunciamento do presidente desde o episódio ocorrido em 3 de janeiro, quando, segundo o governo venezuelano, ele foi sequestrado após um bombardeio em Caracas.
Naquele dia, a Venezuela teria sido alvo de uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em diferentes localidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além da capital. A ação deixou mais de uma centena de mortos entre civis e militares, além de dezenas de feridos.
Após o ataque, o Tribunal Supremo de Justiça designou a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, como presidenta interina da Venezuela. Ela assumiu a condução do governo em meio à crise provocada, segundo as autoridades, pelo sequestro do presidente e da primeira-dama.
Rodríguez anunciou a criação de uma comissão de alto nível para atuar nos âmbitos político e jurídico com o objetivo de obter a libertação imediata de Nicolás Maduro e de Cilia Flores.
A ofensiva militar gerou reações internacionais. Países membros do Conselho de Segurança da ONU manifestaram rejeição à operação, afirmando que ela viola os princípios da Carta das Nações Unidas. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que os Estados Unidos não respeitaram normas do direito internacional e alertou para possíveis impactos negativos na estabilidade regional.
Paralelamente, governos de diferentes regiões do mundo expressaram solidariedade à Venezuela, condenaram a ação militar e pediram a libertação imediata da liderança venezuelana.
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