5 de junho de 2026

Maduro envia mensagem de Nova York e afirma estar bem, diz filho

Maduro Guerra declarou que seu pai “é um homem que não conseguiram derrotar por nenhum meio e, por isso, recorreram a uma força desproporcional”
Reprodução

Deputado Maduro Guerra afirmou que presidente Nicolás Maduro está bem e firme, mensagem enviada de Nova York.
Maduro foi sequestrado após bombardeio em Caracas em 3 de janeiro, segundo governo venezuelano.
ONU e países condenam operação militar dos EUA na Venezuela, pedem libertação imediata de Maduro e Cilia Flores.

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O deputado Nicolás Ernesto Maduro Guerra afirmou no último sábado (11) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma mensagem por meio de seus advogados na qual garante estar bem e manter-se firme, ao lado da primeira-dama, Cilia Flores. Segundo o parlamentar, o presidente pediu a seus apoiadores que não se deixem abater e reafirmou seu espírito de luta diante da adversidade.

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Em vídeo divulgado nas redes sociais, Maduro Guerra declarou que seu pai “é um homem que não conseguiram derrotar por nenhum meio e, por isso, recorreram a uma força desproporcional”. “Não o venceram. Ele está forte”, afirmou.

De acordo com o deputado, a mensagem foi enviada de Nova York, onde Nicolás Maduro estaria detido como prisioneiro de guerra pelos Estados Unidos. Trata-se do primeiro pronunciamento do presidente desde o episódio ocorrido em 3 de janeiro, quando, segundo o governo venezuelano, ele foi sequestrado após um bombardeio em Caracas.

Naquele dia, a Venezuela teria sido alvo de uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em diferentes localidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além da capital. A ação deixou mais de uma centena de mortos entre civis e militares, além de dezenas de feridos.

Após o ataque, o Tribunal Supremo de Justiça designou a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, como presidenta interina da Venezuela. Ela assumiu a condução do governo em meio à crise provocada, segundo as autoridades, pelo sequestro do presidente e da primeira-dama.

Rodríguez anunciou a criação de uma comissão de alto nível para atuar nos âmbitos político e jurídico com o objetivo de obter a libertação imediata de Nicolás Maduro e de Cilia Flores.

A ofensiva militar gerou reações internacionais. Países membros do Conselho de Segurança da ONU manifestaram rejeição à operação, afirmando que ela viola os princípios da Carta das Nações Unidas. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que os Estados Unidos não respeitaram normas do direito internacional e alertou para possíveis impactos negativos na estabilidade regional.

Paralelamente, governos de diferentes regiões do mundo expressaram solidariedade à Venezuela, condenaram a ação militar e pediram a libertação imediata da liderança venezuelana.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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