Jornal GGN – A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o avanço dos casos de coronavírus na população indígena da América do Sul. Como resultado, uma maior porcentagem de mortes entre indígenas vem ocorrendo. Enquanto isso, a ONU enviou uma carta reagindo contra os vetos de Jair Bolsonaro na proteção a indígenas e quilombolas.
“Os relatos de casos de COVID-19 entre os povos indígenas estão aumentando em toda a região, com uma taxa de mortalidade relatada maior neste grupo em comparação com os povos não-indígenas”, disse a OMS.
Enquanto isso, uma carta enviada pela ONU ao Congresso mostrou preocupação e cobrou do governo de Jair Bolsonaro “medidas afirmativas concretas” para assegurar investimentos que garantam a proteção de comunidades indígenas e quilombolas.
O documento, informado pelo colunista Jamil Chade, contesta os vetos do presidente no projeto que previa essa destinação de recursos, e foi enviado pela ONU à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que havia solicitado a manifestação da entidade internacional.
Entenda: Indígenas e quilombolas ficam sem leitos, água potável e auxílio emergencial em lei
Trata-se da lei 1142, que teve artigos vetados pelo mandatário no momento de sancionar. O Congresso tem prerrogativa para vetar os vetos do presidente. Entre as medidas negadas por Bolsonaro, estavam a exigência de fornecimento de água potável, materiais de higiene, limpeza e desinfecção para aldeias indígenas e comunidades quilombolas.
Também foi impedido pelo mandatário a facilidade de índios e quilombolas obterem o auxílio emergencial, assim como ações para garantir leitos hospitalares e terapia intensiva nestes territórios.
Segundo a ONU, os governos “possuem o dever de incluir pessoas que são marginalizadas e que podem enfrentar risco de omissão, exclusão ou desigualdade” e tem a obrigação de “não deixar ninguém para trás”.
No último comunicado, a Organização Mundial da Saúde informou que durante a última semana, houve 1,8 milhões de novos casos e 39 mil mortes no mundo, acumulando em um total de 21,2 milhões de casos e 761 mil mortes. E a região das Américas “continua sendo a região mais afetada nos últimos sete dias, respondendo por 53% de todos os casos recentemente confirmados e 75% das mortes relatadas”.
Enquanto que na semana passada houve um aumento inferior a 1% no número de casos para a região, a quantidade de vítimas fatais aumentou em 13%.
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