Aliados do presidente norte-americano Donald Trump afirmam que o politico é adepto de tarifas há 40 anos, e só agora consegue colocar sua teoria econômica em prática depois de ter sido impedido por seus assessores durante seu primeiro mandato.
Segundo análise do The New York Times, Trump frequentemente descrevia suas queixas sobre comércio em termos de outros países ou empresas “roubando” os Estados Unidos.
Trump tornou-se candidato em 2015, e passou a falar das tarifas como uma ferramenta que poderia ser usada para reequilibrar a situação econômica norte-americana, ao ponto de defender em sua campanha a aplicação de tarifas mais duras sobre países estrangeiros.
Contudo, o recente recuo em relação aos prazos tarifários ressalta o desafio em tratar a política tarifária como uma ferramenta rápida que, na sua visão, vai trazer muito dinheiro para os Estados Unidos, além de restaurar as relações comerciais “rapidamente”.
Uma avaliação dos comentários de Trump sobre tarifas mostra que ele tem sido vago a respeito do tema, e apenas recentemente o tema passou a ser descrito como o centro de sua abordagem comercial.
“Em vez de tratar as tarifas como uma ferramenta que faz parte de uma estratégia comercial mais ampla, Trump frequentemente as descreve como um fim em si mesmas”, diz a publicação norte-americana.
Segundo o NYT, Trump tem ignorado os alertas de especialistas de que as tarifas vão aumentar os custos de seus produtos e para os consumidores que dependem das importações, tomando por base apenas a sua crença de que os mercados e as preocupações de longo prazo vão se nivelar.
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