3 de junho de 2026

O direito das mulheres indianas

De Reuteurs

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

ESPECIAL – Índia avança, mas mulheres ainda sofrem como antigamente

Uma mulher viaja num barco nas águas do lagoDal em Srinagar, 9 de junho de 2012. REUTERS/Ahmad Masood

Por Nita Bhalla

NOVA DÉLHI, 13 Jun (TrustLaw) – O nascimento de uma menina, segundo um ditado hindu popular, é como à chegada de Lakshmi — a deusa da riqueza de quatro braços, muitas vezes retratada segurando flores de lótus e um pote cheio de ouro.

Isso deveria garantir um lugar de destaque para as mulheres na sociedade indiana, especialmente agora que o país está crescendo em influência global e economicamente.

Mas, na realidade, as mulheres da Índia são discriminadas, maltratadas e até mortas em uma escala sem precedentes entre as 19 principais economias do mundo, de acordo com uma nova pesquisa feita pela Fundação Thomson Reuters.

A pesquisa, que consultou 370 especialistas em gênero, descobriu que o Canadá é o melhor lugar para as mulheres dentro do G20, excluindo a União Europeia. A Arábia Saudita foi o segundo pior, depois da Índia.

“É um milagre que uma mulher sobrevive na Índia. Mesmo antes de ela nascer, ela corre risco de ser abortada devido à nossa obsessão por filhos homens”, disse Shemeer Padinzjharedil, que dirige a Maps4aid.com, um site que mapeia e documenta crimes contra a mulher.

“Quando criança, ela enfrenta o estupro, abusos e o casamento precoce, e até mesmo quando ela se casa, ela é morta por dote. Se ela sobrevive a tudo isto, como viúva, é discriminada e não tem nenhum direito sobre herança ou propriedade.”

Muitos dos crimes contra as mulheres acontecem nas planícies densamente povoadas do norte da Índia, onde, em partes, há uma mentalidade arraigada de que as mulheres são inferiores e devem ficar restritas a ser donas de casa e mães.

Além disso, antigos costumes como o pagamento de dotes pesados no momento do casamento e crenças ligando o comportamento sexual feminino à honra da família fizeram as meninas parecer um fardo. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados