O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, usou as redes sociais para compartilhar uma reflexão política e histórica inspirada na estreia do Brasil na Copa do Mundo contra Marrocos. Filiado ao Partido Democrata e aos Socialistas Democráticos da América, Mamdani disse ter pensado não no filósofo grego, mas no craque e pensador brasileiro Sócrates.
“Enquanto esperava o jogo do Brasil contra Marrocos, fiquei pensando em Sócrates — não o antigo filósofo grego, mas o maestro do meio-campo brasileiro”, afirmou.
O prefeito lembrou que Sócrates jogou no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, incluindo a Copa do Mundo de 1982, da qual foi capitão. Uma época marcada, segundo Mamdani, por sombras políticas pesadas. “Foram anos difíceis no Brasil. Uma junta militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força.”
Foi nesse contexto que Sócrates e seus companheiros no Corinthians protagonizaram algo único no futebol mundial. No clube paulista, jogadores e funcionários criaram um modelo de autogestão que ficou conhecido como Democracia Corinthiana, um experimento em que todos tinham voz e voto igual nas decisões do clube, independentemente do posto que ocupavam.
“Se você era o atacante estrela ou trabalhava nos bastidores, seu voto valia o mesmo”, destacou Mamdani.
E enquanto a ditadura torturava e assassinava cidadãos, Sócrates foi além das quatro linhas. O prefeito relembrou que o jogador levou o time a campo usando jaquetas com os dizeres: “Eu quero votar no meu presidente”, declaração pública de resistência em plena era do regime militar.
A publicação de Mamdani repercutiu como uma reflexão sobre o papel do esporte na política e a herança deixada por Sócrates, tanto dentro quanto fora dos gramados.
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