25 de junho de 2026

Rivalidade EUA-China e os obstáculos para regulação da inteligência artificial

Pequim deixou pacto que manteria humanos na tomada de decisão sobre armas nucleares, o que ressalta dilema vivido por chineses
Foto de Igor Omilaev na Unsplash

Não se sabe ao certo os motivos pelos quais a China decidiu não assinar uma declaração internacional para manter os humanos, e não a inteligência artificial, no controle da tomada de decisões ligadas a armas nucleares.

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A declaração conjunta foi endossada por mais de 60 países, incluindo Ucrânia e Estados Unidos, ao final de uma conferência sobre o uso responsável da tecnologia militar em questões militares.

Segundo o jornal South China Morning Post, essa posição ressalta o dilema vivido pelo governo chinês enquanto busca equilibrar as preocupações sobre fazer compromissos relacionados à energia nuclear em meio à sua rivalidade com os EUA sobre inteligência artificial militar e seu desejo de ter mais voz na governança global da tecnologia em rápida evolução.

Ao mesmo tempo, esse é um exemplo prático de como a rivalidade entre EUA e China impede os esforços globais de regulação da inteligência artificial, em especial seu uso militar em expansão.

Outras explicações plausíveis incluíam que Pequim pode querer evitar apoiar um evento liderado principalmente pelo Ocidente, organizado por um aliado dos EUA, e uma proposta que sabe que a Rússia (que não foi convidada ao evento por conta da invasão à Ucrânia) se opõe.

A cúpula envolveu quase 100 países durante dois dias na cidade de Seul, na Coréia do Sul, e terminou com um “plano para ação” que apontava a necessidade de “manter o controle e o envolvimento humanos para todas as ações… relativas ao emprego de armas nucleares”.

“Nós enfatizamos a necessidade de impedir que as tecnologias de IA sejam usadas para contribuir para a proliferação de armas de destruição em massa e enfatizamos que as tecnologias de IA apoiam e não impedem os esforços de desarmamento, controle de armas e não proliferação”, disse a declaração.

“O uso militar da IA ​​se tornou um componente-chave da rivalidade estratégica EUA-China, com ambas as nações investindo pesadamente no desenvolvimento de IA para obter uma vantagem militar futura”, disse Seong-Hyon Lee, associado do Harvard University Asia Centre.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    22 de setembro de 2024 5:39 am

    Existe uma disputa entre chineses e norte-americanos, mas devemos ser realistas. Desde que eu nasci em 1964, nada do que o Brasil decidiu fazer melhorou minha vida e algumas das decisões tomadas pelo país pioraram muito minha situação pessoal. A China se preocupa com os chineses e alguns milhões deles também têm razões para se sentir excluídos. Absolutamente nada do que a China decidir ou fizer vai melhorar minha vida no Brasil e algumas das decisões tomadas por Pequim podem piorar muito minha realidade, especialmente se houver uma guerra nuclear na Ásia que se espalhe pelo mundo. Eu não estou nenhum pouco preocupado com o Brasil, esse país era uma merda antes de eu nascer e provavelmente será uma merda depois que eu morrer. A China é problema dos chineses e de quem ganha ou quer ganhar dinheiro lá, esse não é o meu caso. Para mim, a única diferença entre China e EUA é que os EUA é uma merda de império arrogante mais próximo que se for destruido me deixaria alegre. A destruição da China seria indiferente para mim. Já estou velho e a hegemonia chinesa não me deixará mais jovem.

  2. ed.

    22 de setembro de 2024 5:17 pm

    Acordos como esse são importantes, embora tipicamente tenham o valor de um Ribbentrop – Molotov.
    Né?

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