21 de junho de 2026

Secretário dos EUA diz que entrada em vigor de tarifas não será adiada

Lutnick afirmou que o presidente Donald Trump estará aberto a "negociar e conversar com as grandes economias", mas com dificuldades
Crédito: Win McName/ Getty Images

Secretário dos EUA diz que entrada em vigor de tarifas não será adiada

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Da Agência Brasil

Por Pedro Peduzzi – Brasília

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse que as tarifas aos produtos brasileiros previstas para iniciarem em 1º de agosto não serão adiadas. Os produtos importados do Brasil pelos EUA serão taxados em 50%.

A afirmação foi feita neste domingo (27) durante entrevista do secretário ao programa Fox News Sunday.

“Com certeza não haverá mais prorrogações, não haverá mais [período de] carência. As tarifas estão programadas para o dia 1º de agosto. Colocaremos a Alfândega para começar a coletar o dinheiro”, disse.

Lutnick afirmou que o presidente Donald Trump estará aberto a “negociar e conversar com as grandes economias”. Ele, no entanto, ponderou que tais conversas podem esbarrar em dificuldades.

“Obviamente, após 1º de agosto, as pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Até lá, acho que o presidente vai falar com muitas pessoas. Se elas podem fazê-lo feliz é outra questão”, acrescentou.

Entenda

No dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano a partir do dia 1º de agosto.

No documento, Trump diz ter adotado a medida sob a justificativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, estaria sofrendo perseguição política.

Os Estados Unidos também iniciaram uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix.

O governo de Trump também revogou os vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.

Na última sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está aberto a negociar com Trump e disse que o presidente dos Estados Unidos foi induzido a acreditar “em uma mentira”. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviço, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lideram as iniciativas para uma solução diplomática com o país norte-americano. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com o setor produtivo brasileiro.

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2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    27 de julho de 2025 3:27 pm

    Excelente. Isso prova que os gringos acreditam realmente que podem pisotear o Brasil como se nós brasileiros fossemos baratas. O que eles não sabem é que as baratas também comeram os cadáveres dos membros da raça ariana superior quando eles foram derrotados.

  2. Carlos

    28 de julho de 2025 12:47 am

    Olha, já estão enchendo o saco. F***-se eua e quem governa este país.
    Trump é um débil mental que tem em mãos brinquedo perigoso. Faz todo tipo de merda porque pode fazer tendo inclusive as mãos sujas de sangue do genocídio praticado em Gaza.
    O que o Brasil deve entender é que se não tem jeito ajeitado está. É aguardar, pois o maluco será cobrado por seus crimes e redirecionar para os mercados interno e externo as exportações pois não vale perder tempo.
    A questão de suspensão de vistos, de “investigações” comerciais sem motivo apenas para desgaste, aplicação de leis criadas por eles para benefício deles (Magnitsky), nada mais que ferramentas de extorsão e irão passar.
    Por aqui a justiça deverá continuar firme contra golpistas e contra os vendilhões da pátria e as ações multilaterais de comércio incentivadas.
    O Brasil é grande demais para se curvar a chantagens.

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