The Guardian publica relação de Bannon, “o sabotador da democracia”, com Bolsonaro


Foto: Reprodução Redes
 
Jornal GGN – As relações polêmicas do ex-chefe de campanha de Donald Trump, Steve Bannon, com o atual marketing político de Jair Bolsonaro (PSL) foram estampadas em reportagem do jornal britânico The Guardian [leia aqui]
 
O periódico descreve Bannon como “o sabotador da democracia” que “assumiu um papel de protagonista na eleição presidencial, cada dia mais antagônica, do Brasil”. 
 
O jornalista Tom Phillips, correspondente da América Latina para o jornal britânico, deu destaque a um vídeo da campanha de Fernando Haddad (PT), que expõe os laços de Bolsonaro com a ditadura do regime militar no Brasil e com Steve Bannon.
 
“Uma publicação de campanha do adversário de esquerda de Bolsonaro, Fernando Haddad, divulgado na noite de terça-feira destacou os laços entre o populista brasileiro que elogia Trump e o homem que a revista Time chamou de ‘O Grande Manipulador'”, escreveu Phillips, fazendo referência a Bannon.
 
Nesta quinta-feira (18), o êxito da estratégia de publicidade eleitoral de Bolsonaro foi deflagrado pelo possível financiamento ilegal de campanha, o chamado caixa dois, no investimento de empresários em cifras de milhões para que empresas produzam conteúdos contra o PT e contra Haddad, com as chamados Fake News ou notícias falsas.
 
Mas no jornal britânico, a estratégia do coordenador de campanha de Trump, que obteve sucesso nos Estados Unidos, e agora atua em parceria na campanha de Bolsonaro, já havia sido polemizada nesta quarta-feira (17): 
 
“‘Steve Bannon é acusado de sabotar os regimes democráticos em todo o mundo. Ele usa notícias falsas para espalhar o medo e a violência para ganhar as eleições’, continua o narrador. ‘Bannon é especialista em espalhar o terror em todo o mundo. Bolsonaro passou os últimos 30 anos fazendo isso no Brasil'”, reproduz a reportagem, em referência ao vídeo da campanha de Haddad.
 
A reportagem também ressaltou a criação, por parte de Bannon, de uma instituição para disseminar o populismo da extrema-direita na Europa e em todo o mundo, chamada de “The Movement”, com sede em Bruxelas.
 
Na semanan passada, Bannon chegou a mencionar o Brasil como um componente importante nessa rede que pretende criar: “The Movement não é apenas sobre a União Europeia. É realmente global por natureza”, havia dito, acrescentando: “Eu acompanho o que está acontecendo no Brasil como parte importante dessa onda populista”.
 

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