O presidente eleito Donald Trump escolheu Brendan Carr para a presidência da Comissão Federal de Comunicações, o que pode mudar de forma considerável a gestão da agência reguladora de comunicações do país.
Carr foi responsável por escrever o capítulo relacionado às comunicações no projeto conservador Project 2025 que pode ser acessado clicando aqui.
Logo após ter sua nomeação confirmada, Carr usou as redes sociais para afirmar que seu trabalho irá se concentrar em “desmantelar o cartel da censura e restaurar os direitos de liberdade de expressão para os americanos comuns”.
Além de mirar nas empresas de tecnologia pela “censura”, o novo presidente da agência reguladora destacou que pretende responsabilizar as emissoras de TV e rádio; e prometeu acabar com a promoção de diversidade, equidade e esforços de inclusão da FCC.
Segundo a CNN norte-americana, a nomeação de Carr para o cargo já era amplamente esperada por conta de sua atuação à frente da autarquia em 2017.
Além disso, o novo regulador das comunicações norte-americanas possui um relacionamento próximo com o bilionário Elon Musk – e, embora tenha sinalizado que seria um regulador imparcial, Carr pode ser capaz de direcionar subsídios federais consideráveis para a empresa de Musk.
Além disso, Brendan Carr apoiou a reversão das regras de neutralidade da rede e pediu por “legislação que elimine” a Seção 230 do Communications Decency Act, que dá imunidade a plataformas de tecnologia que moderam conteúdo gerado pelo usuário.
Conforme escrito por Carr no Project 2025, o Congresso norte-americano deve garantir que as empresas de Internet “não tenham mais carta branca para censurar discurso protegido (…)”.
As alegações de censura conservadora têm sido feitas há anos por conta das ações de moderação de conteúdo nas plataformas de redes sociais: embora as autoridades tenham enfatizado o trabalho na redução da toxicidade, os conservadores acusaram as plataformas de silenciarem suas opiniões.
Celso P. Pimenta
19 de novembro de 2024 11:38 amO neofascismo estadunidense se radicaliza com Trump.