“Vamos enfrentar o mundo para vencer o Hamas”, diz Netanyahu

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Primeiro-ministro israelense usa grupo extremista palestino como justificativa para manter ataques na região da Faixa de Gaza

Foto: Kobi Gideon, GPO – via fotospublicas.com

Os israelenses responsáveis por coordenar o confronto contra os palestinos na região da Faixa de Gaza não só rechaçaram a pressão internacional por um cessar-fogo como prometeram “manter-se firmes contra o mundo se necessário”.

Segundo o jornal The Times of Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Yoav Gallant e o ministro Benny Gantz rejeitaram as críticas internacionais a respeito dos custos civis, e incitaram autoridades a apoiarem a causa israelense, pois sua vitória “significaria a vitória para todo o mundo livre”.

O premiê também deixou claro que Israel seria contra a volta da Autoridade Palestina à Gaza após os confrontos (objetivo pretendido pelos Estados Unidos), afirmando que a entidade educa as crianças a quererem eliminar Israel, apoia o terrorismo e não condenou as ações do Hamas realizadas em outubro.

Em entrevista coletiva realizada neste sábado (11/11), Netanyahu atacou o presidente da França, Emmanuel Macron, pelas críticas feitas à Israel um dia antes – na ocasião, Macron afirmou que “não havia justificativa” para o bombardeio de Israel contra “estes bebês, estas senhoras, estes idosos”, reiterando o apelo por um cessar-fogo em Gaza pois “não há razão para isso e não tem legitimidade”.

Enquanto autoridades de diversos países mostram preocupação com as vítimas civis e a piora da situação humanitária na região, e os manifestos a favor da Palestina não param de crescer, Netanyahu afirmou que tais eventos são “um comício em massa”.

“Não ceda à pressão”, disse Netanyahu. Embora tenha afirmado que a vitória de Israel é “para o seu próprio bem e para o mundo”, o político israelense enfatizou que “nenhuma pressão internacional, nenhuma falsa alegação sobre os soldados das FDI e o nosso Estado” vai afetar os esforços de autoproteção de Israel.

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

2 Comentários

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  1. Parece uma chantagem barata do governo de Israel, através do seu líder. O “mundo” que ele cita, na verdade parece uma referência a parte da população e a oposição política que além de criticarem com veemência o atual governo israelense, também lhes premiará com um cartão vermelho, que significará o fim de cerreira para todos os envolvidos com essa desumana e terrível barbárie.

  2. Fica cada vez mais evidente, que não havia surpresa sobre a ação do Hamas no ataque a Israel. Os nazisionistas comandados por Netanyhorror, deixaram acontecer para justificarem a carnificina em curso contra os isalmitas palestinos. O resto é uma cortina de fumaça para encobrir os crimes de guerra e para tal contam com a coadjuvança da imprensa livre de isenção.

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