10 de junho de 2026

Xeque do Catar pede por solução duradoura para confronto Israel-Palestina

Em encontro com países da União Europeia na Bélgica, emir enfatizou a importância de estabelecer um Estado Palestino
Xeque Tamim bin Hamad Al Thani do Catar. Foto: Amiri Diwan - State of Qatar

O xeque Tamim bin Hamad Al Thani do Catar enfatizou a importância de se estabelecer um estado Palestino em reunião com líderes da União Europeia, ao mesmo tempo em que pediu uma solução duradoura para o confronto entre palestinos e israelenses.

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Os 27 países da União Europeia estão buscando trabalhar mais de perto com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – que reúne Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – para lidar com conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

Em seu discurso na abertura da cúpula realizada com os europeus, o xeque Tamim bin Hamad Al Thani do Catar destacou a necessidade de criar um estado palestino “soberano e independente” existindo lado a lado com Israel, e pediu um cessar-fogo nas guerras em andamento de Israel em Gaza e no Líbano.

“A guerra destrutiva travada por Israel hoje na Palestina e no Líbano tornou os crimes de guerra algo normal. Isso é algo que não podemos aceitar”, disse Al Thani, conforme destacado pelo site Al Jazeera.

“Precisamos de um acordo para esses conflitos. Precisamos encontrar uma solução para a causa palestina com base na legitimidade internacional e nas fronteiras de 1967… Um cessar-fogo seria o primeiro passo antes de uma rodada séria de negociações para uma solução definitiva para a causa palestina.”

A reunião ocorre mais de um ano após o ataque israelense a Gaza por conta da ação do grupo palestino Hamas, que matou pelo menos 1139 pessoas na região sul de Israel.

Desde então, mais de 42.400 palestinos foram mortos na ação israelense, e mais de 90% dos 2,3 milhões de moradores da região sofreu pelo menos um deslocamento territorial no período.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. APFripp

    16 de outubro de 2024 8:00 pm

    O oriente médio nunca terá paz enquanto Israel não conquistar tudo o que quer, a começar pelo Domo da Rocha, depois toda a Palestina, Síria, Líbano, Jordânia, parte do Egito, parte do Iraque e sabe-se o que mais esses fanáticos fundamentalistas religiosos querem. Lembre-se : sem o Domo da Rocha, Israel, como terra prometida, não serve prá nada.

  2. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    16 de outubro de 2024 10:34 pm

    É impossível se falar em paz duradoura no oriente médio n̈a presença de israel,país expansionista e colonialista. Para uma paz naquela região somente com a adesão dos países que apoiam israel: estados Unidos, Alemanha e Inglaterra

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de outubro de 2024 9:36 am

    Os Estados Unidos só produzem três coisas: armamentos, munição e filmes de guerra. Os sionistas compram as duas primeiras (em grande parte com dinheiro doado pelos americanos) e consomem vorazmente o terceiro. É evidente que isso continuará indefinidamente moendo gente no Oriente Médio, na Europa, Africa, Ásia e América Latina enquanto o extremamente lucrativo e seguro capitalismo militarista privado americano não for desmantelado politicamente por dentro (algo improvável, porque os fabricantes de armamentos e sionistas financiam eleições) ou totalmente destruído por uma guerra mundial cataclísmica. O ponto fraco desse sistema de produção de desgraças é comércio marítimo, mas eu não tenho visto embarcações de armamentos e munição “made in USA” serem afundadas antes de chegarem ao seu destino.

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