5 de junho de 2026

Rússia X Ucrânia: Zelensky sai da Casa Branca sem garantias de apoio militar de Trump

Trump recusa enviar mísseis Tomahawk à Ucrânia e propõe congelar fronteiras com a Rússia
Presidente Volodymyr Zelensky da Ucrânia. Foto: RS Zelensky/via Fotos Publicas

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deixou nesta sexta-feira (17) sua terceira reunião com Donald Trump na Casa Branca, em Washington, sem qualquer promessa concreta de ajuda militar, mas com o discurso de confiança no presidente americano para intermediar um cessar-fogo com a Rússia. O pedido de Kiev era claro: o envio de mísseis Tomahawk, de longo alcance, capazes de atingir alvos estratégicos dentro do território russo. Trump, porém, rejeitou o pedido e indicou que prefere buscar uma outra saída.

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Na conversa com Trump, Volodymyr Zelensky pediu mísseis Tomahawk, de longo alcance, para atacar a Rússia. Mas o presidente americano não se comprometeu com o pedido e disse que os Estados Unidos precisam das armas que estão enviando para a Ucrânia”, afirmou a Casa Branca.

Trump reconheceu a força do armamento, mas evitou compromissos. “Não é fácil para nós doarmos… Espero que consigamos acabar com o conflito sem pensar em Tomahawks. Acho que estamos bem próximo disso”, disse o republicano, destacando que considera o míssil “muito poderoso”.

A aposta frustrada de Kiev

Os mísseis Tomahawk, capazes de voar a até 880 quilômetros por hora e carregar 450 quilos de explosivos, são uma das armas mais letais do arsenal americano. Podem ser usados contra blindados e tropas, mudando significativamente o poder de fogo da Ucrânia no campo de batalha.

Zelensky afirmou que a Rússia está “assustada” com a possibilidade de o país receber os Tomahawks e usou o argumento como tentativa de pressão. Sem sucesso.

Durante o encontro, Trump sugeriu congelar as linhas de fronteira nos territórios atualmente ocupados como ponto de partida para o fim da guerra. “Os países devem parar onde estão”, declarou. A proposta, vista em Kiev como perigosa, significaria aceitar a perda de parte do território ucraniano conquistado pela Rússia desde 2022.

O gesto ocorre apenas um dia depois de o presidente americano ter tido uma longa conversa telefônica com Vladimir Putin, que o parabenizou pelo cessar-fogo alcançado recentemente no Oriente Médio. Trump e o líder russo devem se encontrar em breve em Budapeste, na Hungria, sob mediação do primeiro-ministro Viktor Orbán — o mesmo país onde, em 1994, a Ucrânia abriu mão de seu arsenal nuclear em troca de garantias de segurança dos Estados Unidos, do Reino Unido e da própria Rússia.

Zelensky tenta aproveitar “momento de paz”

Em tom diplomático, Zelensky começou a reunião elogiando Trump pelo acordo que interrompeu os ataques em Gaza. “Meus parabéns pelo seu sucesso com o cessar-fogo no Oriente Médio”, disse. “Acho que este é um momento propício para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Entendemos que Putin não está pronto, mas tenho confiança que podemos acabar com o conflito.”

Essa foi a terceira visita de Zelensky à Casa Branca em 2025. Na primeira, em fevereiro, o encontro terminou em um bate-boca televisionado. Na segunda, em agosto, ele veio acompanhado de líderes europeus após Trump receber Putin no Alasca. Agora, o tom foi mais contido, mas o impasse persiste.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    18 de outubro de 2025 12:57 pm

    Se a Venezuela tivesse Oreshniks, Trump não a estaria ameaçando. O Putin tem Oreshniks. Trump se faz de louco mas ele tem c* e quem tem c*, tem medo, porque, do contrário, o pau pode achá-lo.

    Não te faz de doido, senão o pau te acha, né, Ademar Danilo?

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