5 de junho de 2026

Zúñiga e outros dois ex-comandantes ficarão presos na Bolívia

Militares foram acusados de "tentativa falha de golpe" na última quarta-feira; 21 pessoas foram detidas até o momento
Militares com blindados invadem o Palacio Presidencial durante tentativa de golpe ao Governo do Presidente Luis Arce. O presidente boliviano, Luis Arce, encontrou-se cara a cara com o líder da tentativa de golpe militar na Bolívia, nas portas do Palácio Presidencial, e se nega a entregar o cargo ao comandante do Exército, general Juan José Zuñiga . Foto: Reprodução de TV via Fotos Publicas

O ex-chefe do Exército boliviano, general Juan José Zúñiga, e outros dois ex-comandantes foram enviados para uma prisão de La Paz por um prazo de seis meses, sob acusação de “tentativa falha de golpe”.

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Além de Zúñiga, ex-comandante do Exército, foram detidos Juan Arnez, ex-comandante da Marinha, e Edison Irahola, ex-comandante da Brigada Mecanizada do Exército. Ao todo, 21 pessoas estão presas por envolvimento na tentativa de golpe de Estado até o momento.

Segundo o jornal La Razón, o Ministério Público acusa Zúñiga e outros militares de terrorismo e levantamento armado contra a segurança e a soberania do Estado.

Na última semana, Zúñiga e tropas do Exército tomaram a Praça Murillo e tentaram “tomar” o Palácio Quemado e a Casa Grande del Pueblo. O ex-comandante do Exército chegou a ficar frente a frente com o presidente Luis Arce, a quem não obedeceu quando ordenado.

Em vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o presidente Arce dirigindo-se ao general Zúñiga e exigindo a retirada imediata das tropas.

“Eu sou seu capitão, volte com toda a Polícia Militar para o seu quartel agora mesmo. General, não vamos permitir o que você está fazendo contra o povo boliviano”, declarou Arce.

O ex-comandante do Exército foi preso na mesma noite de quarta-feira. Ao ser detido, afirmou à imprensa que obedeceu a uma ordem de Arce – embora tenha admitido mais tarde que organizou um “levantamento” para “tomar o poder e convocar eleições”.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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