25 de junho de 2026

Bolsonaro gastou 800 mil em viagem injustificada aos EUA

Órgão que analisa o caso considerou a viagem "altamente dispendiosa" e sem motivação de interesse público
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gastou 800 mil reais para ir aos Estados Unidos no final do ano de 2022, após o resultado do segundo turno das eleições. De acordo com a equipe técnica do Tribunal de Contas da União (TCU), não houve interesse público na viagem.

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Segundo a Unidade de Auditoria Especializada em Governança e Inovação do TCU, foram analisadas diversas possíveis motivações do ex-presidente para justificar a viagem, mas ela foi considerada ilegal.

O órgão ainda diz que a viagem foi “altamente dispendiosa” e que não foi encontrada justificativa que indicasse interesse público para que Bolsonaro fosse aos Estados Unidos.

Valores

Incluindo hospedagens, diárias de seguranças, aluguel de veículos, contratação de intérpretes e auxiliares locais, o custo total da ida de Bolsonaro aos EUA custou 800 mil.

Só o deslocamento do escalão avançado, em 28 de dezembro de 2022, gerou despesa aos cofres públicos de R$ 94 mil reais em alimentação e logística.

Na pressa de organizar a partida, a falta de tempo hábil e planejamento impediu a cotação de preços dos serviços. A viagem do “escalão avançado”, que foi um grupo de 35 pessoas mobilizado para organizar a ida até os EUA, custou R$ 12.317,60 em seguros-viagem e 3.432,20 de uma passagem aérea usada por Mauro Cid. No total, R$ 109 mil foram gastados para incluir o grupo.

“Ausência de justificativa aceitável”

A viagem ocorreu em 30 de dezembro de 2022, um dia antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Não houve, por parte de Bolsonaro, interesse em passar a faixa para o atual presidente.

O deputado federal pelo PSB, Elias Vaz de Andrade foi o responsável por apresentar ao TCU o questionamento de motivação da viagem.

Caso seja comprovada a “ausência de justificativa aceitável” para a ida de Bolsonaro aos EUA, pode ser considerado que o ex-presidente descumpriu os princípios de interesse público, da moralidade e da legalidade na administração pública.

Isadora Costa

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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