28 de outubro de 2026

MPF dá 48 horas para prefeitura de Tacuru (MS) explicar ameaças de envenenamento contra indígenas

Órgão também apura suposto ataque em Naviraí, que autoridades dizem ter sido crime familiar; PF investiga denúncias após a reeleição de Lula
Crédito: Reprodução/ Instagram

MPF/MS deu 48h para Prefeitura de Tacuru se manifestar sobre ameaças de envenenamento contra indígenas Guarani Kaiowá.
Áudios indicam ameaça de contaminação da água na Aldeia Sassoró; MPI encaminhou denúncia à Polícia Federal.
MPF investiga supostos homicídios em Naviraí; autoridades negam motivações políticas ou étnicas nos casos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) deu 48 horas para que a Prefeitura de Tacuru se manifeste sobre ameaças de envenenamento contra indígenas, atribuídas a um servidor municipal. O órgão quer saber a autoria e a autenticidade das gravações, como os áudios foram divulgados e quais medidas foram tomadas para garantir a segurança das comunidades e a continuidade dos serviços essenciais. O MPF também recomendou o afastamento do servidor e a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Segundo o prefeito, Rogério Torquetti, as duas medidas já foram adotadas, e o nome do funcionário não foi divulgado.

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O caso foi denunciado na terça-feira (27) por lideranças da Aldeia Sassoró, onde vivem indígenas Guarani Kaiowá. Áudios que circularam no WhatsApp mencionariam a possibilidade de colocar substâncias tóxicas na água consumida pela comunidade, abastecida por caminhão-pipa. O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) encaminhou a denúncia à Polícia Federal e informou que não há comprovação de contaminação. As deputadas federais Sônia Guajajara e Célia Xakriabá cobraram providências de ministérios, do MPF e do TSE, e o cacique e vereador Ivan Montiel disse que buscará a responsabilização dos envolvidos.

Caso de Naviraí

O MPF também abriu apuração sobre supostos homicídios motivados por conflitos políticos em Naviraí. Lideranças das comunidades Kurupi e Mboreviry negaram ataques contra indígenas. A Promotoria e a prefeitura informaram que o episódio foi uma tentativa de duplo homicídio por desentendimento familiar, sem motivação política ou étnica, e que fotos do crime circularam adulteradas e fora de contexto. As vítimas não têm histórico de pertencimento indígena, e o MPF pediu à Sesai a verificação de seus cadastros.

O governo federal acionou a PF para apurar ameaças e manifestações racistas contra indígenas no estado após o segundo turno. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) relatou mortes, atropelamentos e suspeitas de envenenamento em outras cidades, mas a PF e a Sejusp-MS não confirmaram mortes ligadas à violência política. A Sejusp negou a ocorrência de genocídio e disse que as forças de segurança atuam quando acionadas.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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