Acusados de ilícitos na Cultura são afastados, menos os que estão no governo Doria

Entre o grupo, apenas Sá Leitão e Claudia Pedrozo não foram afastados do cargo, porque assumiram cargos no governo Doria, na Cultura e Economia Criativa

Dória e Sá Leitão - Foto: Divulgação MinC

Jornal GGN – A demissão do então diretor-presidente da Ancine (Agência Nacional de Cinema), Christian de Castro Oliveira, foi acompanhada do afastamento do ex-ministro da Cultura e atual secretário da Cultura do governo de João Doria (PSDB) em São Paulo, Sérgio Sá Leitão e mais 5 servidores da pasta. Eles são acusados de atuar em proveito das funções públicas para favorecer a candidatura de Christian à presidência da Ancine.

Exceto os que assumiram cargos no governo Dória, todos foram afastados do cargo pelo governo de Jair Bolsonaro, mas para atender a uma determinação judicial, que obrigou a exoneração dos investigados das suas funções. Na ultima sexta-feira (30), um decreto no Diário Oficial da Uniao publicou a demissão a pedido dos procuradores e atendida pela Justiça.

Nesta terça-feira (03), o MPF trouxe mais detalhes da investigação: segundo o órgão, o grupo é acusado de crimes como denunciação caluniosa, prevaricação, violação do sigilo funcional e associação criminosa. Além de Christian, são alvos também os funcionários Magno Maranhão, Juliano Vianna, Ricardo Precoari, Marcos Tavolari, Claudia Pedrozo e o hoje secretario da Cultura de Doria, Sérgio Sá Leitão.

A investigação inclui os supostos crimes cometidos entre outubro de 2017 e janeiro de 2018, durante o governo de Michel Temer, quando o grupo teria tratado sujar a imagem de outros candidatos à vaga na Ancine, fazendo com que o Christian conseguisse ser eleito. Os envolvidos no esquema teriam sido recompensados pelo diretor com cargos comissionados, de confiança e prestigio.

Leia também:  Coronavírus: Doria ficará isolado no Palácio dos Bandeirantes

Entre as medidas tomadas, informa o MPF, o grupo enviou uma nota “fake news” à imprensa e uma denuncia anônima ao MPF, para contemplar os interesses do grupo.

“Christian teve acesso a informações sigilosas da Ancine e compartilhou com Ricardo Martins, à época seu sócio no setor audiovisual e que não era servidor público. Ambos trabalharam em conjunto com Magno Maranhão, Juliano Vianna, Ricardo Precoari, Marcos Tavolari, Claudia Pedrozo e Sérgio Sá Leite na confecção de divulgação do material calunioso. Todos tiveram promoção ou nomeação para cargos de prestígio após Christian assumir como presidente da Ancine, inclusive Ricardo Martins, que foi nomeado secretário-executivo do órgão”, diz trecho da denuncia.

No período em que a estratégia teria ocorrido, o ministro da Cultura era Sérgio Sá Leitão, que teria proximidade pessoal com Christian. Neste período, ainda acrescenta a acusação, eles teriam obtido proveito de cargos públicos de “maneira ilícita”, com aumento patrimonial de, pelo menos, R$ 60 mil.

Entre o grupo, apenas Sá Leitão e Claudia Pedrozo não foram afastados do cargo, porque assumiram cargos no governo Doria, na Cultura e Economia Criativa.

O GGN prepara uma série de vídeos sobre a interferência dos EUA na Lava Jato. Quer se aliar a nós nesse projeto? Acesse www.catarse.me/LavaJatoLadoB

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

1 comentário

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome