Após beneficiar oficiais, Bolsonaro decide negociar com militares de baixa patente

Intimidado pela categoria, governo faz reunião para tentar conter revolta dos praças

Foto: Marcos Corrêa/PR

Jornal GGN – O reajuste nos benefícios pagos a determinado grupo de militares, a maioria oficiais, gerou revolta na categoria de baixa patente, reservistas e pensionistas, que ameaçou protestar contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Intimidado, o mandatário decidiu convocar uma reunião de última hora com os representantes dos praças.

De acordo com informações do jornal Estado de S. Paulo, para conter a revolta o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, promoveu encontro com líderes de associações da categoria no Palácio do Planalto, dia 2 de julho. O encontro contou com a cúpula dos ministérios da Defesa, da Economia e da Casa Civil.

O pagamento de adicionais que elevam o salário de militares liberado na última semana, se limita aos oficiais que fazem curso ao longo da carreira. A decisão aumentou as insatisfações na base das Forças Armadas. Os praças reclamam do aumento desigual do benefício.

Em maio, uma lei proibiu reajustes no salário de servidores, incluindo membros da segurança pública, até o fim de 2021, em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Mas, aprovado antes, o aumento dos adicionais para militares escapou desse congelamento.

No entanto, o Ministério Público de Contas (MPC), pede a suspensão do reajuste de benefícios em um momento a crise gerada pelo elevado gastos com a Covid-19.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Brasil libera R$ 1,9 bilhão para produção de vacina de Oxford

4 comentários

  1. Tem alguma coisa errada em algum lugar ….
    Chega-se ao poder com discursos na base do “Comigo ninguem pode” … “Comigo tudo será diferente” … “Não tem essa de quebra de comando” … “Quem manda nos militares é o presidente” .. e a cada fala, todos de pé, mão no peito, uns batendo continência, ouve-se o hino nacional … do lado alguns fazem sinal de arminha com os dedos …
    Eis que de repente, manchetes alardeiam “ouvir os representantes dos praças”, “conter a revolta dos praças” ?
    Como no volei alguem tá levantado pruma cortada
    Bom, pelo menos não tem ninguem chamado Anselmo

  2. Nassif: o ProfetaShakespeare já tinha cantado essa bola — “Meu reino por um cavalo!”. E agora ficou mais manero pros dissípulos das Agulhas. E nem vai custar tanto assim. O faturamento de cloroquina para o SUS, que quintuplicou, garante aos praças do KhmerVerde reajustes e benesses, sem descabelar GuéGué. Não como os de estrelas nos ombros ou as viagens nababescas dos Coroneis (com mulher e manteuda). Mas a picanha da JBS nos fins de semana, com cachacinha de cana caiana, tá garantida. Só o oficial Queiroz, de férias em Bangu, perderá o petisco. Mas o ÇupreminhoCarioca bota ele em casa tão logo liberem aquela “custas-de-processo” discutida em off. “E o Povo, como está? Tá com a corda no pescoço. Diz o dito popular, come a carne e roi o osso”. Êta cancioneiro porreta…

  3. Compra-se tudo pra fuder ainda mais o país.
    Democracia neste país falido de tudo é apenas um produto, que, pelo visto, é vendido a um preço muito baixo.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome