Jornal GGN – O procurador-geral da República, Augusto Aras, barrou o que seria uma nova tentativa de transferência de milhões de reais de grupo condenado pela Lava Jato a uma fundação que estava sendo criada pela força-tarefa de Brasília, com a ajuda da Transparência Internacional.
A J&F estava prestes a depositar R$ 270 milhões a uma fundação que teria o mesmo objetivo da que seria coordenada por Deltan Dallagnol, denunciada anteriormente. Em documento assinado por Aras, obtido pelo Consultor Jurídico, o PGR classificou o repasse como “desvio de finalidade” e impediu a transferência.
Apesar de ser exposto pela imprensa no mês de novembro, a tentativa de criação da fundação com os repasses de réus da Lava Jato, desta vez pela força-tarefa de Brasília, não paralisou. A holding da JBS estava transferindo a quantia milionária nesta quinta-feira (03).
Mas Aras imediatamente alertou a coordenadora da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão, Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini, afirmando que se tratava de um desvio, uma vez que o destino das quantias deveria ser depositado ao Fundo de Direitos Difusos da Justiça ou imediatamente revertidos à União.
No documento, ainda, Aras comparou a medida à tentativa de criação de uma fundação pela Lava Jato de Curitiba, no início do ano, que seria coordenada por Dallagnol e que estipulava o recebimento de R$ 2,5 bilhões da Petrobras, como multas relacionadas aos processos.
A parceria da Lava Jato com a ONG Transparência Internacional vem desde 2017, quando procuradores do Distrito Federal assinaram um memorando na chamada Operação Greenfield, que atingiu a J&F, fechando um acordo de delação e leniência com o grupo. A ONG decidiu colaborar com o desenho e estruturação do sistema de governança dessa fundação “para atender a imposição de investimentos sociais”. O caso foi exposto em reportagem da Agência Pública em setembro.
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Edivaldo Dias de Oliveira
7 de dezembro de 2020 12:07 pmA lavajato quer sua parte no butim de qualquer jeito duela a quiem duela. Pessoal não desiste, nem a Intransparência Internacional.
Antonio Francisco das Neves
7 de dezembro de 2020 12:45 pmUé, mas a “Operação Greenfield” que trata de desvios de fundos de pensão não atingiria o Guedes? Constava que até a haviam suspendido por essa razão. Ou não?
HCcoelho
7 de dezembro de 2020 12:59 pmSe alguém se propõe a destruir o país deve conseguir dinheiro lá fora, como fez o moro.
E olhe que para “eles” ficou baratíssimo. Acho que tudo que pagarem para estes colaboradores ainda é pouco. Os milhões de dólares que o moro vai receber agora é uma esmola perto do serviço que ele prestou.
Destruíram o país sem gastar um grama de pólvora. Isto não tem preço (em dólares).
João Ferreira Bastos
7 de dezembro de 2020 1:23 pmA Justiça do Brasil virou uma canalhice só
Vladimir
7 de dezembro de 2020 1:49 pmEra desvio? Então tem que ser tratado como eles gostavam de tratar os outros,ainda que sem provas:Cadeia neles!