Assessor especial do ministro do Turismo é preso no caso dos laranjas do PSL

Policiais federais realizaram ainda prisão de dois ex-assessores de Marcelo Álvaro Antônio e cumpriram busca e apreensão de documentos em Minas

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jornal GGN – O assessor especial do Ministério do Turismo e dois ex-assessores do ministro Marcelo Álvaro Antônio foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (27) em cumprimento a mandados de prisão temporária e de busca e apreensão no caso de candidaturas laranjas patrocinadas pelo PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, em Minas Gerais. As informações são da Folha de S.Paulo, que revelou o esquema em fevereiro.

O assessor especial e braço-direito do ministro do Turismo detido é Matheus Von Rondon Martins. Ele é investigado como o principal elo entre o ministro e o esquema de candidaturas de laranças do PSL em Minas Gerais.

Von Rondon é dono de uma empresa de serviços de internet e marketing direto, que teve o ministro como seu principal cliente até 2018 por meio de verba da Câmara dos Deputados. Dois dias antes de assumir o cargo no Ministério do Turismo, em 23 de janeiro de 2019, ele encerrou as atividades de sua empresa na Receita Federal.

O negócio de marketing direto de Von Rondon aparece ainda na prestação eleitoral de contas de quatro candidatas a deputada estadual e federal usadas como laranjas pelo PSL de Minas.

O atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, presidiu o PSL mineiro até o ano passado e era responsável por escolher candidatos no estado e autorizar a destinação das verbas públicas usadas durante a campanha eleitoral dos candidatos.

Os outros dois detidos na manhã desta quinta-feira foram Roberto Silva Soares, conhecido como Robertinho Soares, e Haissander Souza de Paula. Os dois foram assessores de Álvaro Antônio – o primeiro trabalhou com o ministro entre 2015 e 2018 e o segundo entre 2017 e 2019.

As reportagens da Folha de S.Paulo mostram que o PSL de Minas repassou R$ 279 mil para quatro candidatas que tiveram desempenho pífio nas eleições passadas. Juntas, elas receberam pouco mais de 2 mil votos, indicando que a candidatura foi de fachada, ou seja, não houve empenho efetivo para vencer o pleito, simulando apenas alguns atos reais de campanha.

Leia também:  Moro rebate coluna publicada na Folha de São Paulo

Do valor total que essas quatro campanhas receberam, pelo menos R$ 85 mil foram parar oficialmente na conta de quatro empresas de assessores, parentes ou sócios de assessores do ministro Álvaro Antônio.

O presidente Jair Bolsonaro está em viagem ao Japão e ainda não fez declarações sobre a prisão do braço-direito do seu ministro do Turismo. Sobre as investigações contra Álvaro Antônio, ele tem dito que o caso das candidaturas laranjas está desgastando o governo, mas esperaria a conclusão das investigações da PF para decidir o destino do ministro.

O escândalo das candidaturas laranjas foi um dos motivos que levou à demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, em fevereiro. Bebianno foi presidente nacional do PSL em 2018. O PSL também está sendo investigado pela mesma prática em Pernambuco.

Para ler a reportagem da Folha de S.Paulo na íntegra, clique aqui. 

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1 comentário

  1. Pipoca e refrigerante. Bozo em uma sinuca de bico. Se demite o ministro ele abre a boca das “ilegalidades nas campanhas do PSL”, que pode lhe atingir, se não demitir cairá por terra o discurso de bandido bom é bandido morto e da honestidade. xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

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