O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) presta depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (5), em um inquérito que apura a atuação de seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos, contra autoridades brasileiras. A investigação foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que vê indícios de interferência institucional articulada a partir do exterior.
Segundo a PGR, Bolsonaro é suspeito de financiar a permanência do filho nos Estados Unidos, possivelmente para viabilizar articulações políticas no exterior das quais teria se beneficiado diretamente. As declarações de Eduardo no país, classificadas como de “tom intimidatório”, incluíram pedidos de sanções internacionais contra autoridades brasileiras, entre elas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
PGR vê tentativa de intimidação institucional
Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, as manifestações de Eduardo configuram tentativa deliberada de interferência no funcionamento pleno dos poderes constitucionais. As ações do deputado nos EUA teriam como objetivo fragilizar investigações e pressionar decisões judiciais relacionadas a Jair Bolsonaro, inclusive no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
“As retaliações buscadas, concatenadas e anunciadas intrepidamente contra as autoridades responsáveis pela condução dos casos mencionados se assomam como graves atos de interferência sobre o livre exercício dos poderes constitucionais”, afirmou Gonet.
Lindbergh será ouvido e cobra tornozeleira eletrônica
Além de Bolsonaro e seu filho, a PF também deverá ouvir o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), autor da representação que deu origem à investigação. Paralelamente, Lindbergh pediu à PGR que Jair Bolsonaro seja submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, citando risco de fuga diante da debandada de aliados próximos, como Carla Zambelli (PL-SP) e o próprio Eduardo Bolsonaro.
Zambelli, recentemente condenada a dez anos de prisão pelo STF, deixou o país rumo à Itália. Eduardo, por sua vez, mudou-se para os EUA após ameaça de retenção de seu passaporte. “Ambos são investigados em procedimentos análogos e possuem conexão direta com Jair Bolsonaro, que inclusive admitiu publicamente o financiamento da permanência de Eduardo nos EUA”, argumenta Lindbergh.
Na avaliação do parlamentar petista, medidas cautelares mais rígidas se tornaram urgentes. “A tornozeleira eletrônica é mecanismo legítimo de fiscalização da permanência do réu no território nacional, sem que isso represente violação à sua dignidade ou presunção de inocência”, afirma. Ele aponta a ligação feita por Bolsonaro ao senador Hamilton Mourão antes de um depoimento como mais um indício de tentativa de interferência.



AMBAR
5 de junho de 2025 12:58 pmEsse bolsonaro faz qualquer coisa pra chamar a atenção: abre o bucho de cima abaixo pra todo mundo ver a merda que tem dentro, insulta autoridades em todos os meios de comunicação, chora se vitimizando como um mártir, mas quando alguém realmente presta atenção nele ele trava de medo. Se existir condecoração aos covardes indignos, bolsonaro é, sem dúvida o maior merecedor. Que vá lá depor sobre seu filho, herdeiro legítimo de suas taras, já que “quem sai aos seus não “regenera”” E, convenhamos, o bananinha não decepciona quando se trata de fazer estrago. Afff!!!
JOEL PALMA
5 de junho de 2025 7:14 pmO que Eduardo faz é agir contra as instituições nacionais, e creio que seja ilegal. No entanto, o repasse de recursos por parte do pai para se manter nos EUA não configura apoio a isso (é preciso comprovar o conluio), caso contrário a mesada dos playboys do Leblon gasta em drogas seria vista como apoio dos pais ao tráfico. A esquerda tem de ter cuidado para não criar figuras jurídicas aberrantes como o tal vergonhoso “domínio do fato” do Gilmar Mendes: a aberração jurídica, se pega um Bolsoasno também pega um Petralha…