Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem absolver Walter Souza Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PL), das acusações de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
A ação é movida pelo PDT, que acusa Jair Bolsonaro de abuso de poder por se encontrar com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022, e fazer críticas ao sistema eleitoral.
Na ocasião, o presidenciável também teria feito uso indevido dos meios de comunicação, já que a solenidade foi transmitida pela TV Brasil. Se condenado, Bolsonaro ficará inelegível até 2030. Até o momento, três juízes votaram pela condenação, enquanto um o absolveu.
Já Braga Netto, também ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, tem quatro votos a seu favor e, levando em consideração que falta apenas os votos de três ministros, o vice deve se livrar das acusações.
Julgamento
Na última terça-feira (27), o ministro Benedito Gonçalves, relator do caso, e os ministros Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares votaram pela condenação de Bolsonaro, mas entenderam que Braga Netto não deveria sofrer punições.
Na quinta-feira (29), o ministro André Ramos Tavares votou pela absolvição da chapa. Nesta sexta-feira (30), os ministros Nunes Marques, Cármen Lúcia e Alexandre de Morais encerrarão o julgamento.
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