5 de junho de 2026

“Careca do INSS”, acusado de intermediar fraudes, confirma depoimento à CPMI

Após STF tornar facultativa sua presença, empresário opta por depor presencialmente sobre esquema de descontos indevidos no INSS
Antônio Carlos Camilo Antunes, "o careca do INSS". | Foto: Reprodução/Redes sociais

O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, confirmou que irá depor presencialmente à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira (15), às 16h. A decisão foi comunicada pelo relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e confirmada pela defesa.

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A presença de Antunes é tratada como uma reviravolta no andamento das investigações. Na semana passada, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia desobrigado o empresário de comparecer à comissão, decisão que também alcançou Maurício Camisotti, outro investigado.

O magistrado destacou que a Polícia Federal (PF) poderia levá-los ao colegiado, mas que a presença não seria compulsória. A medida gerou reação no Congresso, e a CPMI anunciou que recorreria para garantir a obrigatoriedade dos depoimentos.

A investigação

Segundo as apurações da PF, o “Careca do INSS” seria intermediário de associações ligadas ao esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, com prejuízo estimado em mais de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024. Ele teria recebido os recursos desviados e repassado parte para servidores do instituto, familiares e empresas associadas.

Documentos indicam ainda que Antunes controla mais de 20 empresas e movimentou valores superiores a R$ 53 milhões, incompatíveis com sua renda declarada. A CPMI já aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico do empresário.

A expectativa é de que o depoimento do acusado revele quem autorizava os descontos, quais servidores estavam envolvidos e para onde de fato o dinheiro foi destinado. Caso opte pelo silêncio, o empresário pode transformar a audiência em um ato protocolar, mas mesmo assim a CPMI pretende usar documentos, quebras de sigilo e relatórios oficiais para confrontar informações.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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